quinta-feira, agosto 15, 2019

Depois dos 40

Hoje completei 47 anos.
O dia 4 de fevereiro sempre foi especial para mim. Nasci numa sexta-feira de 1972, no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre. Naquela época, os desfiles do carnaval gaúcho tomavam a avenida Ipiranga como passarela — justamente a rua do hospital. Talvez venha daí uma das raízes do meu amor pela musicalidade, especialmente pelo samba.

Curiosamente, é também o aniversário de Zeca Pagodinho: um artista autêntico, engraçado e de uma humildade comovente. Me identifico com seu jeito “desligado” — talvez porque, muitas vezes, eu mesma não saiba em que conexão terrestre estou. Foi dessa sensação que nasceu a página no Facebook (e o blog) chamada Satélite Abduzido, onde compartilho vivências, sentimentos e esquisitices pitorescas que já experimentei.

Chegar aos 40 — e agora, quase aos 50 — é motivo de gratidão. Pode parecer estranho ouvir que uma mulher se sente mais atraente depois dos 40. Mas é verdade.
Nos sentimos, sim.
Mesmo com estrias, flacidez, varizes, os efeitos da montanha-russa hormonal e alguns quilos a mais. Nada disso abala a autoconfiança de quem se sente plena. Ela é o pontapé inicial para implodir qualquer receio, qualquer preconceito.

Sou mil vezes a Fabiana de hoje do que a “Fabi” de 28 anos atrás. Cheguei à idade de banalizar a hashtag #queseamemeuamor. Porque amar-se é, antes de tudo, a chave para encher a bagagem com sentimentos bons e potentes do universo feminino.

Não há delongas para uma mulher com mais de 40.
Ela enxerga de longe a furada que acena. Se entra, sabe que pode se queimar. Mas carrega antídotos que a restabelecem como um trem-bala.
É fênix, essa ressuscitada?
Acho que sim.

Ela sabe o que já passou, o que colheu e as lonas que beijou por se doar demais. Sabe que o futuro a Deus pertence, mas também sabe exatamente o que não quer mais para si.
Independente das características físicas, a mulher depois dos 40 tem plena consciência do poder que carrega nas mãos. Celebra sua independência, sabe ser atraente e felina quando quer. Tudo isso pela carga de vida que possui e pela triagem minuciosa entre o que é intenso e o que é descartável.

Não há mais tempo para jogos infantis ou cantadas lobistas.
Ela sabe que casamento não é solução.
Aliás, uma mulher depois dos 40 sabe muito bem o que quer.

O ritual é simples: concentrar-se, respirar fundo, acender uma vela, soprar e olhar adiante.
Para trás?
Só se for para espalmar as mãos.
O que foi vivido já virou museu, já virou história, já virou aprendizado.

Uma mulher depois dos 40 aprendeu a apontar o caminho exato de como se valorizar. Vai à luta, faz acontecer, esbanja charme e feminilidade.
Sabe seduzir e se deixar seduzir por aquele que a fita, que a mira na íris.

E fica o recado:
Independente da sua condição, jamais desça do salto.
Jamais questione os motivos de um desencontro.
Jamais se molde aos padrões planetários para agradar alguém.

Vá atrás — sim — de um grande romance.
E saiba mostrar o que é valor, o que é tesouro e, principalmente: que com mulher não se brinca.
Não somos brinquedos, muito menos objeto de desejo.
Há uma biblioteca inenarrável no íntimo de cada ser feminino.
Basta saber tocar, entender e explorar.

Não aceitem restos.
Não mendiguem amor ou atenção.
Todas as mulheres merecem muito mais que carinho, zelo e cuidado.

E lembrem-se:
Você é uma mulher de 40 (ou mais de 40).
Portanto, matematicamente, você vale por duas.
Você é um combo de valores e sentimentos especiais.

Valorize-se.
Ame-se.
E espere que o universo lhe retribuirá.

#mulherdepoisdos40 #mulheresde40 #Mulher #Vida #Amor

quarta-feira, outubro 19, 2016

Não venhas



 
Não venha com palavras maduras de suas marcas de vida,
Não venha com seu olhar raio x que desnuda a minha alma de forma fulgaz,
Não me aqueças, em seus abraços, por mais carência que exista da minha parte, se buscas prazer em suas aventuras,
Não venha com músicas, cantadas e tocadas, que adoçam meu coração, porque dele (ainda) existem marcas da tristeza,
Pare de falar palavras ao vento se o seu destino não vai de encontro ao meu.
Entenda a minha vontade de voar, o meu livre arbítrio de amar - sem amarras, sem segredos e sem discrições.
Quero o verbo ecoado ao vento, quero os abraços volumosos de  minhas carências, eu quero nossos olhares sacramentado pelo amor.
Quero seu canto embalando minhas manhãs e noites sem fim.
Quero a verdade, quero a inteireza de tua essência, do teu dia a dia só para mim.
Não peço nada demais. Peço o que há muito tempo vive em mim e que você insiste em negar, sem deixar-me voar.  

terça-feira, junho 16, 2015

Tanta gente...

Esses dias, li uma frase sobre relacionamentos que me fez refletir profundamente. Dizia algo assim:
“Tanta gente que não se ama e está junto, e tanta gente que se ama e não está.”

Pensando bem, diante de tudo o que vejo e ouço, posso afirmar a veracidade dessas palavras.
Por que será que tantas pessoas escolhem viver — ou manter — um relacionamento vazio, sem verdade?
Algumas permanecem pelos filhos, outras pela moradia. Há quem confesse que o patrimônio construído impede a separação. E há ainda os que, pelo tempo de convivência, acreditam que não há mais como romper.
Existem casais que, pelos laços e histórias entrelaçadas, enfrentam barreiras invisíveis.
No fundo, o medo e a estagnação caminham lado a lado.

E é nesse cenário que, às vezes, a chama se mantém — silenciosa — no cruzar de um olhar.
Um amor mal resolvido, recolhido, quase sempre se vê impedido de se revelar.

Pesa, então, aquele instante em que a conversa morre de repente, e o silêncio fala mais alto.
É nesse momento que o pensamento escapa e vai até aquela pessoa com quem a história ficou inacabada.

Do nada, surgem as recaídas, as fugas, o impulso insano de reencontrar o amor perdido.
Não se joga nada. Não se aposta. Apenas se tenta preencher uma saudade ácida, daquelas que até o sono rouba nas madrugadas da vida.

E, pasmem, o reencontro acontece.
Nesses reencontros, o olhar é verdadeiro, a saudade se rende sem resistência.
Ali, ela se deixa vencer entre abraços, beijos e olhares que parecem não ter fim.
As conversas se transformam em um sarau de lembranças, entre carícias e sorrisos.
As horas passam, e chega o momento da despedida — que, mais uma vez, no silêncio, se torna fria e dolorosa.

A realidade então despenca, gritando em bom tom:
há muitos por aí que ainda se amam, mas não estão mais juntos.

É triste ouvir isso de tantas pessoas.
E tenho certeza — absoluta! — de que essa é a bandeira dos poetas e o segredo do sucesso das músicas que cantam amores desfeitos e relações mal curadas.

Onde isso vai parar?
Sinceramente? Não sei...
Dizem os românticos inveterados que não importa onde estamos — nossa mente é o nosso lar.

Talvez só uma leitura espiritual seja capaz de acalmar tantas lágrimas indesejadas.
Talvez só água benta possa abrir os caminhos e desbravar novos horizontes.
Talvez só Deus saiba quando — e se — haverá o verdadeiro fim dessas lembranças.
Se é que existe fim para amores mal resolvidos...

terça-feira, junho 09, 2015

Quando os olhos atingem o coração

Quando meu olhar encontrou os olhos dele eu perguntei: de onde vem tanto amor? Ele logo me falou: ‘amor não é pra entender; é pra sentir’. Então busquei, naquele momento, somente sentir. No entanto, no decorrer de tantas fatos que ocorreram em nosso relacionamento, enxergando e deparando-me com tropeços e surpresas pensei de que nada -  mas nada nesse mundo, mesmo -  fizesse eu voltar para ele ou mesmo confessar, em tantos encontros,  tanta saudade que sentia. Eram momentos febris de loucura na qual encontrá-lo eram mais que propositais, mas sim, de um real grito de socorro. Um socorro que buscou ajuda justamente para tentar esquecê-lo. Junto, uma saudade cruel que nunca perdoou qualquer horário do dia para sinalizar uma paz no meu coração. Até hoje, tudo me lembra ele. Muitas vezes tive o sono  perdido ou algum sonho revelado de que algo triste ali, ainda, pulsava. Era o sinal do quanto ele me fazia falta. Uma saudade que não consumia, mas que me tirava do eixo de tarefas simples do dia a dia. Uma saudade enterrada, em ações simples como um súbito silêncio entre uma roda de amigos. Entre risos e alegrias, ali eu me calava pois seu nome, seu cheiro, seu abraço faziam ecoar dentro de mim. Algo que fazia lembrar o quanto é bom a sua companhia. E esse pensamento atravessa até hoje feito raio no céu. E fica ali...pairando buscando a sua aparição real e surpreendente na minha frente. Doces delírios....


Muitas vezes achei que a nossa história havia findado num simbólico e pesado fim. Fim por mentiras e mais mentiras de coisas pesadas que ouvi. Ali conclui que não haveria mais voltas, mais encontros e sem direito a sequer um abraço - nem que fosse amigável. 


Busquei. então, nas orações a súplica para esquecê-lo. Pedi aos santos, cortei cartas para buscar uma resposta, para pedir uma solução, para enxergar uma verdade perto de tantos pensamentos e verbos pesados de mensagens tristes. Queria a verdade e queria principalmente o  meu mundo de volta.

Porque no meu mundo é o do amor; é o de verdades! No meu mundo o amor é sincero, o amor quebra protocolos e vence diversas barreiras. E imaginar que nós estávamos quebrando diversas barreiras...
No entanto, encontrei uma muralha de um exército de fatos e palavras que me levaram ao encolhimento. Lá, no meu casulo, recolhida das agressões sentidas, pedi a Deus forças para continuar. Não que não soubesse levar a vida. Não que não soubesse existir fatos que movem todas as minhas forças com deveres de mulher, mãe e cidadã. A vida continua! é assim que dizem os sábios, correto? Mas eu precisava desse tempo para ganhar antídoto, para me entender e para me curar. Eu fui resgatar o meu Eu; a minha essência. Pois eu não admiti me moldar com um mundo tão falso, tão interesseiro e malandro com o que havia deparado à minha frente. Eu quis continuar sendo eu mesma, buscando a paz e o amor em meu olhar. E consegui.
Porém, como se mudam as estações do ano, o tempo vinha - de novo -  para relembrar que eu ainda o amo e que ainda sinto a sua falta... E cá vinham os pensamentos, feito vendaval que levam folhas e sementes para outras terras. As terras representam meu mundo, na qual eu respiro. No entanto, eu passei a sentir a falta dele e a perceber que não haveria possibilidade de esquecê-lo. De que não houve tempo suficiente para a cura, de que tudo à minha volta lembra os momentos mais simples e artesanais das quais pude celebrar a riqueza do sentimento que se chama: felicidade. Aliás, esse amor sempre existiu em mim. Eu apenas tentei abafar, esconder o que me afligia e entender as escolhas e caminhos dele.
Mas o tempo não perdoou.
Qualquer música tocada, lugar percorrido é ele que vemn na minha cabeça. Lembranças como a flor entregue naquele lugar lindo em  uma montanha onde a presença de Deus fazia sentido à vida. Como o primeiro beijo roubado, os abraços protetores e brincadeiras que distensionavam qualquer insegurança minha. Ali eu voltei a sofrer, de novo, porque a falta dele ainda é demais. A partir daí foram então cometidos encontros secretos, ligações em diversos horários. Só para ouvir a voz, só para saber de sua existência, enfim, de minha existência também. Queria me entender...
A saudade é (e sempre será) a rainha da vez quando não tiver ele em meus braços. Bom mesmo, foi o dia que o reencontrei! Senti em seus olhar que o sentimento não era só meu. Vi seus olhos grudados nos meus e o coração disparou. Ali pude perceber que amor ainda existe e, que sim, eu também ainda sou importante para ele. Espero essa importância crescer e evoluir sempre para o bem, para o amor e para a paz. Há ainda quem peça para eu deixar as águas passarem, como rio que corre para o mar. "Um dia ele encontrará o mar que é você", me disseram. Hoje vivemos times conturbados em cenários distorcidos. Só o tempo para elucidar.
Então, penso assim: 
Se me encontrar que venha com chuvas! 
E que essas chuvas sejam de bênçãos de Deus, unindo o destino com a verdade de sentimentos, ou seja: o encontro do rio com o mar. Essa união será não só uma grande luz em minha vida mas como também, a celebração de que para Deus, tudo é possível. Assim eu rezo para que Deus derrame em mim e nele muitas bênçãos de paz, alegrias e, principalmente, de amor. A ele eu simbolizo tudo de bom e energético. O amor, somente o amor...



terça-feira, maio 05, 2015

Buscando a verdade

Nosso modo de ver condiciona nosso modo de ser. Esses tempos, perguntei para alguém se  estava feliz.
 Disse-me: 
“ – Não.”
E quando as mãos suam? E os olhos nos olhos?  São sintomas e atitudes de veracidade?
Sério. Eu enxergo coração em tudo. Mas eu sou eu, correto? Agora penso: E quem me respondeu, falou a verdade?  
As vezes buscar a verdade também cansa. E como cansa; como angustia...
Baseado nisso que penso como é difícil entender as charadas da vida. Entender o porquê as pessoas costumam mentir ou omitir! E quando falam a verdade? Como saber?  É disso que busco desvendar. 
Falo porque muito ganhei belas rasteiras da vida por ter esta mania incansável de acreditar nas pessoas. Não tem aquele ditado?
“O mundo é dos espertos”.
Mas o tempo é da verdade.
E somente a ele, o oficial mestre da verdade, que irá me dizer. Brabo é esperar. Esperar histórias sem fim e mal resolvidas.
As vezes é preciso ousar, ganhar coragem para assumir um gesto ou uma palavra trocada que também busca atitudes suas. Não sei se eu tenho essa ousadia. Pois eu sou muito mais de atitudes do que palavras. 
Então o que me resta é paciência e esperar o tempo me dizer. E como é difícil esperar.
Em doses homeopáticas o Satélite Abduzido - “empoeiradaço” - ressurge. E voltando com essas minhas divagações. 


segunda-feira, junho 03, 2013

Vida que segue; o resto é água benta!

Hoje resolvi despertar o meu blog. Ressurgir. Reaparecer. Recordar. Responder a quem ainda planou nesse meu planeta virtual de palavras. Meu Satélite. Esquecido? Não. Dei um tempo para mim mesma.


Sabe, não sou artista e estou longe de ser uma celebridade internacional. No entanto, a internet com seu cunho ilimitado de expansão, me sinalizou que deveria dar um tempo. Não por vocês meus internautas, blogueiros, amigos de longas data por aqui. Parei por pessoas que te desejam o mal, que invejam tua felicidade e buscaram, pela fechadura de uma tela cibernética, bisbilhotar teu sentimento; tua essência. Não quero adentrar mais por esse assunto. Mas foi bom ter um pouco de paz. Ainda penso no que colocar aqui, se são minhas aventuras jornalísticas numa Assessoria de Imprensa, minha satisfação em trabalhar na minha área, no meu sentimento sempre vulcânico ou nas minhas revolucionárias e marcantes fases de ser mãe de um menino. Aliás, meu menino já um belo garoto. Cheio de sonhos, medos e questionamentos em que muitos me deixaram de saia justa com suas indagações. Em compensação, como aprendi com ele e que bom que continuarei aprendendo. Ele é bárbaro e garanto: a ele devo minha felicidade. Pena que não posso dar mais ainda felicidade para ele. Pois tem o lado paterno que ainda pesa. Seu pai não é um homem presente como é um pai normal. E mesmo assim ele o ama. Também, não alimento muitas esperanças de uma mudança. Apenas semeio a paz pois quero um dia morrer com a consciência tranquila de que ensinei o amor para o meu filho e não o rancor; muito menos a mágoa. Mas correr atrás de ‘borboletas’ para manter esse sentimento? Não... Agora é vida que segue! Trabalho, trabalho, amigos, família e meu filho. Não peço nem para Deus algo que gostaria de ter em minha vida. Acho que cada um tem o seu momento ou sua missão de vida. Eu estou mais inclinada para a missão pois sei que sou mega, super mãe para o meu filho. Só peço a Deus, força, saúde e perseverança. O resto é água benta!



 

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Só o que está morto não muda !



♫Desconheço um amor tão covarde♫
 Ual!
 Esta frase é de uma música de Jorge&Mateus e sucesso nas rádios como tema dos personagens de uma novela global.
Avaliando a letra desta música passei a questionar e relembrar o comportamento nas relações amorosas: 
Amores, numa parcela, são covardes?
Quantos vezes já ouvimos, de casais conhecidos relatos de um ‘ata e não desata’ justamente por um conflito de decisões pessoais? 
Muitos, não acham?
Pelo menos, para mim, já foi contado por algumas pessoas  crises e desabafos semelhantes a estes.
Entre estes relatos, percebi que sempre há algo que move ou puxa para não haver mudanças. Muitos justificam que são os filhos, outros os bens; já uma parte temem o “recomeçar do zero” ou mesmo uma grande dúvida: o quanto aquele(a) companheiro(a) é importante em sua vida.
E os que ousam e rompem estes anos de cumplicidade - e não se arrependem – vibram um novo recomeço; uma nova vida.
Embora, exista aquela parcela que ousa, salta, enxerga novos desafios e, mesmo assim, termina – meses ou até anos depois -  com a difícil conclusão de que “aquele parceiro(a)” era(SIM!) a pessoa ideal; a ‘metade’ de tudo que precisava neste vasto mundo para – apenas - somar em sua vida.
Vem então um filme, uma retrospectiva das inúmeras lembranças buscadas em sonhos, retratos, cartas, e-mails enfim, em até  visitas virtuais destas famosas redes sociais. Nem que seja somente para saber que aquele(a) ex está bem e feliz.
Arrependimento? 
Talvez...
Ou não!
Pois basta saber entender se isto foi obra de Deus, conspirações do Universo ou uma escolha minuciosamente racional. 
 É uma questão de ótica.
 Nem sempre a razão tem razão; sentimentos são almas do coração que muitas vezes não sabemos interpretar; justificar. 
Aí vem todo aquele papo de usar a razão.
Sabe que é bom enxergar ‘fora da casinha?” ... Sabe que é válido flutuar um pouco, sair desta conexão tensionada do real?
Eu gosto...
E digo: A vida é feita de escolhas; “só o que está morto que não muda”; né Clarice Lispector?
Bah, como eu ouço isto quando confessamos uma insatisfação no coração: escolhas... “Tu escolhe o que é melhor para ti.”...
Quem somos nós para fazermos nossos caminhos? 
Quem somos nós para regermos nosso destino?
Será mesmo nós os únicos comandantes do nosso futuro? As vezes acho que tem situações que o Universo realmente trama para uma aproximação, ou mais hilário: que realmente o apego, o amor rompe qualquer barreira; seja ela de ódios, mágoas e desapontamentos.
A relação a dois não deixa de ser diferente: nunca vai ser um mar de rosas e, de repente, aquele teu típico defeito pode ser o divisor de águas da uma severa dúvida de rompimento na relação.
A idade pesa também. Chegar na minha idade, por exemplo, não é nada fácil. 
 Terminar um relacionamento e recomeçar do zero, para minhas teorias é mais que um pessimismo; é complicado também.  
Hoje, com toda a carga de vida que já temos quem vai te aceitar como tu és. Todo mundo depois dos trinta, quarenta anos e por aí vai, já teve um grande amor, tem filhos e PERMANECE com manias e defeito. 
O problema é te aceitar com os teus defeitos e não só aceitar tuas qualidades.
Buscar o novo, ousar pular para uma nova relação, aceitar um recomeço de vida não importando passado e realidade não é só uma questão de escolha, ousadia, mudança e otimismo; é ir atrás de um horizonte que anuncia respostas; mesmo que, este horizonte...não tenha fim...
 E nada como conhecer as poesias de Edson Marques(http://Mude.blogspot.com)! Ele dá uma nova vibe na ótica da vida. Buscar o novo! E aé? Você entra neste time? Eu, inclusive achava que a leitura era de Clarice Lispector! Estava enganada! Adorei conhecer o trabalho deste escritor! Fica a dica o blog dele gente! bjo bjo 


“Mudança
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O
 novo  lado, o   novo método, o   novo  sabor, o novo o   novo jeito, o   novo prazer, o   novo  amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!
” – Edson Marques - do blog http://Mude.blogspot.com

segunda-feira, novembro 28, 2011

Quem canta seus males espanta!

Fim de semana é sempre visto como algo desejado e esperado já que nossos dias são regados de regras e horários a cumprir.

E este final de semana foi mais que esperado. Teve de tudo sadiamente dizendo: realizações e surpresas foram uma das muitas sensações que tive. Tirando o calor que já anuncia um verão babilônico; o domingo também foi regado de melodias e saudosismos.

Fui ao Gasômetro – ponto turístico dos porto-alegrenses que se juntam para tomarem um chimarrão e curtir um espaço que abrange caminhadas, vista do pôr-do-sol do Guaíba e várias outras manifestações culturais. Eu estava lá para assistir uma apresentação do Mestre Monarco da Portela - entidade do samba que ainda reluz e encanta nestes palcos da vida.
E onde tem uma estrela portelense do samba, tem sambistas sedentos de canto e sinfonia! Era um povo muito alegre que freqüentava aquele lugar.
Gente que canta poesia e histórias de vida imantadas de grandes emoções.
O samba exala poesia; no repertório teve: Luiz Carlos da Vila, Cartola, Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues.
Foi o maior sarau sambístico que já havia ouvido nos últimos tempos. E no melhor estilo! Bem informal e artesanal.
Nas apresentações e ‘palhinhas’ estavam figuras típicas do samba gaúcho: Alemão Charles, Chimia, Tuta e muitos amigos como Xexéu do pandeiro, Kako e Duda. O que não esperava era a presença ilustre de um rapaz. Nada menos que o bandolinista Henry Lentino. Fiquei embasbacada com a sua apresentação e talento.
Meu Deus! QUE DOM!!! - pensei.
O público vibrou e eu me encantei.
É incrível mas o ditado faz jus mesmo: Quem canta seus males encanta!
Como a música move a minha vida e me revigora com energias positivas.
Vá explicar... Foi uma energia ímpar algo que só quem viu saberá confirmar!

quinta-feira, novembro 24, 2011

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entende~..

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entender situações da minha vida e porque não - me surpreendendo com outras tantas. Buscando entender minhas falhas, meus defeitos(não sou fácil) e aprender que espiritualmente todos nós temos uma “missão” espiritual a cumprir. Esta é, pessoalmente para mim, a resposta mais plausível para detalhes que passaram em minha vida. Não se considera sorte, muito menos azar nos percursos. Viver simplesmente é: dar a cara a tapa! Eu fiz isto.
Me machuquei, vibrei demais com minhas conquistas e o meu grande trunfo foi ter o meu filho. Descobri o real sentido da vida com a maternidade. O resto se tornou r-e-s-t-o pois amores surgem, ficam ou partem. Amor de filho, não!
Tirando os louros de ser mãe trilhei como um eremita por estes anos todos. Era eu e somente o meu Eu.
Meu amor partiu e com ele sorvi o verdadeiro sentido do que é amar... Pois encerrar um grande amor não foi fácil... Cometi erros e falhei muitas vezes. Dele eu penso que foi um enredo que findou pra ficar apenas na memória ou no coração. Restou foi a saudade sadia de um tempo gostoso que vivi. Como diz Roberto Carlos:



“Você foi...o caso mais antigo, o amor mais amigo que me apareceu; a mais estranha história que alguém já entendeu. Das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto de ter(...)E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez...”.


A gente tem ciclos e estes ciclos; encerram. Acredito nisto. E neste mesmo patamar da linha do amor tenho uma grande missão que é, hoje, cuidar do meu filho. Tenho, também, os meus sonhos(ou devaneios?) de uma pequena menina que ainda insiste em se embalar num balanço curtindo a brisa das estações. Sou romântica e AINDA acredito no amor. Só gostaria de acreditar num novo amor, sabe?
Já estou achando que passei do ponto. Pois esta coisa de objetivos e propósitos não fecham comigo. Eu sou sinestésica e tenho que bater o olho para dar aquele baque!

Sim!

Baque!

Disparar o coração, suar as mãos... E parece que isto não vai acontecer mais.


Será porque fecha com aquele ditado que na vida amamos somente uma vez?
Enquanto isto:

Busco a minha paz...

terça-feira, junho 14, 2011

Estratégia, foco e ousadia

Como as cinzas do vulcão chileno são passageiras talvez o que tenho a falar aqui também seja passageiro. Ando meio Iansã.
Dando trovoadas na verbo sentimental.
Será que vocês me entendem?
Acho que pode ser alguma coisa hormonalmente comum em mulheres ou talvez não.
Talvez TPM; talvez não. Só posso garantir que é algo como um sinal de mudança.
Ousadia é a palavra.
Até porque neste meio jeito meio abduzido escondo um poço de infindáveis sentimentos.
Sou menina e sou mulher; sou nascente e sou correnteza; sou brisa e sou ventania.
Venho de conflitos, tive histórias como qualquer ser humano que tenha se permitido amar alguém na vida tenha passado por histórias de perdas e conquistas. A ‘carga’ vivencial me deu etiquetas, aprimorou meios freios e aguçou minha racionalidade. Hoje sou muito mais eu do que há 15...20 anos atrás.
Deliciosamente mulher, vigorosamente mãe e docemente menina.
E pra viver um amor novo ou grande amor hoje só com muita sorte. Não começo mais do zero e não aceito certas subjeções.
Homem tem que ser com H maiúsculo em negrito e sublinhado. Do contrário, prefiro as lembranças do meu passado ou as aventuras do meu presente. E falando em presente que resolvi ousar o salto do medo, do receio e me permiti ser eu mesma!
E descobri que vale a pena se permitir, deixar acontecer sem pensar no amanhã. Pois não posso viver de promessas e esperas.
Eu sou carne e sou alma. As duas coisas juntas pulsam por Vida no seu mais intrigante jeito de agir: tendo os cinco sentidos circulando na órbita da surrealidade, da realidade, dos sonhos e principalmente, da racionalidade.
O mundo de sentimentos também vive da “logística” como ter “visão das coisas’ que se passam na nossa vida. Estratégia, foco e ousadia neste meu momento estão em evidência.

quinta-feira, maio 12, 2011

Vale a pena é aperitivo!

Eu estou devagar aqui no Satélite; reconheço. Agora já pararam para pensar que estamos no mês 5 do ano?
Cinco gente!
Praticamente me-ta-de do ano! Estou descendo a rampa e não estou sabendo! Só pode! Ando bege com a vida corrida que a gente tem.
Abril passou e comemorei o aniversário do meu filho. Meu menino festeja junto com o seu Santo Protetor que é São Jorge! Portanto, além de ser o seu dia é para mim, um dia abençoado pois é Dia de São Jorge meu santo que sou devota há seis anos por “N” motivos(se alguém quiser saber está aqui no blog); só pesquisar.



Todos os anos, no dia 23 de abril, dou um jeito de ir a Igreja São Jorge da capital. E não tem uma vez sequer que não pise lá e não sinta uma força mágica da Casa de Deus. Eu choro. Este choro não tem origem; apenas emoção. As lágrimas correm em minha reza. Vá entender.... Emoção em agradecer por ter saúde, por ter sabido tocar a minha vida de forma digna e ser uma boa mãe. Agradecer pela saúde de meu filho e pessoas que amo além das bênçãos conquistadas.
As vezes(papo de mãe gente) olha meu filho e lembro dele “pequitito”, no meu colo, todo-todo de gemidinhos e olhares que me deixavam cada vez mais apaixonada. E esta paixão agora é uma realização! Amor sublime que a gente tem por nossos filhos, né mamães do Satélite? Ele tem sido um anjo de menino. Está mais comunicativo, meninão mesmo; antes era muito chorão e só queria saber da mamãe.
Enfim, abril foi assim.

Me foquei que faria um aniversário em família - em casa mesmo - e outro na creche com seus amiguinhos. A loucura dele são por seus coleguinhas. Escolhi o Tema: Cinemateca do João Vicente Tudo porque o meu pequeno tem uma fissura por filmes. Assiste um atrás do outro. Ama. Tem gente que olha para mim e diz: “ – Quem diria Fabi! Logo tu que não é chegada com filmes!”
É vero...


Não gosto de filmes.E o meu pequeno é apaixonado por filmes. Por este motivo achei que cairia como uma luva fazer um aniversário temático de Cinema!


As lembrancinhas foram DVD da Turma da Mônica vai ao Cinema e uma tira de pulso em formato de rolo de filme. Teve muitas pipocas, bolos e salgadinhos.
Eles amaram!
Me deu uma canseira, estourei a coluna no dia pois montei o cenário da sala sozinha.
Agora, olhar para estes rostinhos, cá entre nós: Vale a pena é aperitivo!




PS: O festinha de aniversáriofoi em maio pois o 23 de abril deste ano, era véspera de Páscoa e achei mais viável comemorar em maio na escolinha dele.

terça-feira, abril 05, 2011

Peripécias do João Vicente - Parte IV

Faz tempo, com certeza! Nunca mais contei das Peripécias do João Vicente. Inclusive abordei o assunto se faria ou não um blog só pra contar esta loucura divertida que é ver meu filho crescer e descobrir o mundo. Meu Satélite Abduzido, desde que ele nasceu se tornou tão maternal que acho que seria uma blasfêmia tirar detalhes como estes que abordarei hoje. Falo do jeitinho dele. Do modo dele falar com seus quase quatro anos(Dia 23 de abril seu aniversário). É normal nesta fase ele usar uma espécie de linguagem do “Cebolinha” da Turma da Mônica, ou mais especificamente, no seu mais nobre e autêntico – próprio - modo de falar . São tantas coisas engraçadas que não colocando aqui achei que contaria depois. E não. Só o fato de não ter registrado muitas delas eu acabei esquecendo. Que pena... Portanto, o ideal é falar, ouvir e já postar! É um amor esta idade. Eles são bebês mas falam! E agora abordam o que pensam gesticulando de modo tão comovente... Vamos aos tais assuntos que hoje falarei: 1ª Episódio:

O Sol e a Lua

Volta da creche é sempre regada de muitas conversas.

Certo dia, junto com a vó Vera e o vovô Dalton curtíamos o pôr do sol do Guaíba entre uma avenida e outra.

De repente eu falo:

- Olha lá filho. Dá tchauzinho pro sol. Ele tá indo embora. O que é que vem no lugar dele?

- Eu sei mamãe! A Lua!

- Isto meu amor, quem mais?

- A Buxa Kéka

- Bruxa Keka João Vicente? Por quê? Filho! Vem as estrelas!

- Tem estela. Mas quando fica esculo vem a Buxa Kéka também mamãe.


Aí expliquei que não, que a bruxa não existia e que era para ele acenar para o sol pois ele já estava indo embora.

Aí ele me larga:

- Mamãe! Não quelo dá tchau pu sol!

- Porque meu filho...

- Porque ele não tem “ôlho”!


Rimos todos no carro e avisamos que o sol era tão alegre, tão amarelo que não haveria possibilidade de enxergar os olhos dele, como boca e nariz.

Da onde ele tirou estas idéias?

rsrs Crianças...

sexta-feira, março 25, 2011

Palavras inesquecíveis - verdade ou mentira?

Estava pensando esta semana. Relembrando tantas declarações que já ouvimos na vida. De ex-namorados, de ex-paixonites de adolescência enfim, flertes e paqueras que deram ou nem vingaram as vias de fato. O que venho a falar, não são deles, homens em si, mas sim, das palavras ditas por eles num momento de conquista ou mesmo desabafo.
Mal eles sabem como estas palavras marcam uma mulher. E se o chamego tiver anos de história; este contexto fica mais forte e inesquecível. Os poemas, as narrações, contos e declarações de amor serão sempre mais embasados de fatos vividos fazendo com que a cabeça de uma mulher fique mais confusa. Os homens mal sabem como marcam uma mulher – eu sou a prova que muito já senti isto ou temi ser a “tôla” da vez, por acreditar!
Sim! Acreditar.
Num mundo tão chavecado de verbos sem alma, sem pudores e egoístas como filtrar a veracidade? Só um caso de "Freud com Carpinejar" rsrs
Fabrício Carpinejar, para mim, tem sido o meu autor favorito em suas opiniões sobre relacionamentos, coração e comportamento.
Onde sai a verdade portanto, destas palavras soadas dos homens, por exemplo?
Um mistério; reconheço...
E lembrando agora; pior ainda se estivermos carentes; o impacto e defesa são piores.
Porque na carência, o silêncio atormenta a nossa paz. Vem a insônia e as lembranças. Uma explosão surge no coração e na memória. Ficamos com aquilo latente e ecoando em nossos pensamentos. Ficar fora do ar só relembrando aqueles verbos confessados e aqueles olhos nos olhos. Acuda meninas!
Difícil manter algum sentido fechado e somente movido pela razão. Pele, olfato, olhar... tudo se enlaça e embola de tal forma que aí sim, perdemos o correto. Temos que ficar fortes para ouvir tantas verdades misturadas a inverdades. Até porque onde acreditar que o homem está sendo sincero em suas palavras? E se este momento já vem regado de históricos de mágoas e decepções acreditar vira quase que um milagre.
Digamos: ele pode ter se arrependido?
Pode...
Com certeza pode.
E provar que se arrependeu?
Se estas palavras soarem por uma ligação fica mais difícil - ainda - em acreditar. Agora um encontronão haverão chances de fugir. Escapar de braços que parecem polvo, sentir a pressão dos corpos e perceber que não há saída a não ser olhar nos olhos... E se estes olhos irem a fundo os teus.... as cartas serão realmente postas na mesa.
Olhos não mentem.
Não mentem...
E se aquelas palavras ditas chegarem junto a este olhar imediatamente acionará o seu coração. Aí caros amigos...renda-se a Vida! Chegou a hora de se render!
Blecaute no mundo aí fora e derreta-se por aquele beijo sedento de volúpia...
Renda-se as palavras repetidas e insistidas!
Renda-se a todas elas verbalizadas de que você é única e literalmente a mais marcante da vida dele; que você é(e será) uma lenda viva e que, nem mesmo o futuro fará ou deixará apagada na memória.
Você é a mulher da vida dele. Você será um marco, uma marca, uma chaga, uma lembrança irreversível e incurável. São histórias, talvez, mal curadas; mal resolvidas onde algo – sabe-se lá o porquê – ficou pendente.
Homens e mulheres são atingidos por isto. São as famosas ‘cargas de vida’ de quem já avançou uma pouco a idade da mocidade e chegou aos 30, 40 anos com históricos de relacionamento marcantes. Eu só penso que: a mulher por ser mais complexa, mais intensa perde-se nesta dinâmica da razão e do sentimento porém temos algo tão mágico que está para nascer o homem que nos entenderá. Mulheres são cometas!
Voltando ao que conto a vocês aqui, aquelas promessas, as declarações de amor são muito bem guardadas na vida de uma mulher. Eu sei, eu sei...homens também são assim. Pena que a parcela seja pequena.
Então fica aqui meu parecer, algo que penso e até sinto. Pois eu sou uma que nunca esqueci momentos que vivi. Já ouvi frases como esta ‘Não adianta escapar, tu me ama e eu também te amo”! E não era verdade(ou era?).... Dá para acreditar? Pra mim ainda é um mistério.
Nestas horas é que perdemos a bussola da força, da razão e nos entregamos como presas fáceis e frágeis... Eu fraquejei um dia justamente por guardar este cofre de palavras ditas. Não estou sozinha nesta barca: Ouço e vejo casos assim também.
Histórias lindas de amor e com marcas incríveis!
u fiz a minha história um dia e vos digo:
- Eu não morri por amar!
Aprenda a lhe dar com estas lembranças, a ponderar, olhar de fora ou fingir ser verdade - e se for real, comemore com esta pessoa. Mas não deixe e nem interrompa a sua vida e seus projetos porque houveram estas palavras declaradas ou reconhecidas.
Sou da premissa que, não agredindo nossa realidade e nem ludibriando nosso futuro; que mal tem em acreditar numa declaração de amor?
PESO E MEDIDA SEMPRE.
E se ele foi embora da sua vida - e mesmo assim suas palavras ainda ecoam em sua memória; simples! Cuurtaa!
SAIBA QUE VOCÊ VIVEU!
O ditado já diz "quem nunca ambou não sabe o que é viver; conhece apenas a espuma da vida. Amar é navegar além da costa é ousar o mar largo e profundo..."

quarta-feira, março 23, 2011

Três mosqueteiras e seus mosquitinhos

Teresa Cristina canta “Pagar pra ver e ver a vida ensinar” une sua bela voz com conhecimentos do destino.
Esta música me inspirou a falar, hoje, sobre este sentimento: a amizade. Aqui no Sul eu, Lica(Liana, de azul) e Dani(Soneca, de branco) brindamos sempre este laço afetivo - que perdura desde os tempos de academias – com muita alegria e verbo no gogó!
Ninguém imaginava que uma amizade de academia fosse durar tanto.
O esporte nosso?
Capoeira do Grupo Nação – atualmente conhecido como Camboatá.
Conheci estas meninas em meados de 1995/1996 pelo bairro Menino Deus. No começo éramos apenas companheiras do "chêquénden”.
As rodas de capoeira fascinaram ambas por existir uma espécie de “mandala humana”(a roda) que representava uma fonte de energia; mais a vestimenta branca que soma a união de todas as cores. E junto a tudo isto vinha o canto imantado de uma história de séculos que ecoa – até hoje – pelo grito da liberdade e da igualdade da raça negra. Não tinha como não se apaixonar por algo que envolvia esporte, energia, música e história! E foi neste cenário que nasceu este sentimento puro, de “irmãs de outras vidas” que nós temos uma pela outra. Três mosqueteiras regadas de sonhos, aventuras e vontade de viver e amar! Tropeços e comemorações; cada qual com enredos fortes de existência. Nas ingazeiras abençoadas por Mestre Bimba e Pastinha ganhamos o prazer de até hoje nos encontrarmos!

E o melhor!
Cada uma com sua leva de filhos.
Eu tenho só o João Vicente que está prestes a fazer 4 aninhos.
Já Lica tem três lindos filhos: Vitória – uma moça linda que vi nascer, Santiago – o adorável “Boo” de quase 6 anos e Camila – minha norinha linda de 2 anos.
E a Dani, nossa Soneca, tem o Rafael de quase 5 anos e agora espera - para junho - a vinda de uma linda menina de nome, Larissa! Perceberam a escadinha dos meninos, nossos filhos? Eles são super unidos! Amam estarem juntos. Adoram uma farra e lamentam quando chega a hora da despedida. Enfim, somos as Três Mosqueteiras com seus adoráveis mosquitinhos! he he he
Para mim não tem maior e mais compensador prazer do que ver um filho feliz.


E o João Vicente quando está com eles fica radiante! É isto aí gente. Bateu a vontade comemorar a Amizade aqui no Satélite. Graças a Deus sou abençoada com estas amizades não só das mosqueteiras mas de outras pessoas especiais que um dia vou dividir com vocês aqui também. Meu objetivo foi mostrar o que um samba aí da vida diz A amizade nem a força do tempo irá destruir! Somos verdade”. Valeu por vocês existirem, amigas!
*Fotos deste domingo - 20 de março de 2011.

terça-feira, março 22, 2011

Eu voltei!


Muito relapsa com este blog. Não sei se são as correrias do dia-a-dia, se são o meu aperfeiçoamento com as redes sociais das quais fiquei fiel; ou trabalho com cotas; trabalhos maternos, obrigações de cidadão, funcionária, filha e mãe. Junta e mistura tudo com minhas confusões: dá eu aqui!!!! Eitcha! As contas a pagar, carro com pneu furado onde constatei, nestes tempos, o mistério geral: o roubo do meu estepe do carro! Sei que meu Satélite vagou por um tempo aí na órbita da abdução e hoje estou dando uma puxadinha nele. São muitas idéias, muitos assuntos. O que me impede é este meu jeito de abraçar o mundo com as mãos e achar que posso tudo onde não posso nada! Então resolvi passar aqui, para avisar meus amigos blogueiros e leitores amigos que voltei! Eu voltei! Rsrs Voltei pra ficar. Pra falar de coisas engraçadas, fatos lamentáveis e divagar o coração. Como diz Roberto Calos: Se chorei ou se sorri; o importante é que emoções eu vivi!
Até amanhã!
Satélite Abduzido

segunda-feira, março 07, 2011

Ping-pong no blog da Emiliana



A idéia é bárbara. Escolhido o amigo(a) blogueiro(a), esta enigmática mulher de nome Emiliana nos convida para uma entrevista ping-pong. Ali são designados um número x de perguntas, com direito a revelar sua música preferida. Eu tive o prazer de ser a escolhida da semana!
Então, meus amigos blogueiros eu ficaria muito grata e feliz se vocês acessassem e(porque não) dessem a sua opinião para este blog recheado de 'impressões' como ela mesmo costuma dizer. O blog da Emiliana passa aquela sensação de mulher 'casa cheia', mulher "devassa"(tá no último grito este nome), mulher brasileira, mulher do verbo. Enfim, é m blog pra festejar e sindicalizar! Visitem, leiam ou melhor; a sigam! rsrs

Cliquem neste endereço abaixo a entrevista ping-pong! Achei o máximo isto. Obrigada Emiliana pela oportunidade!

http://historiasdeemilia.blogspot.com


http://historiasdeemilia.blogspot.com/2011/03/ping-pong-com-fabiana-fernandes.html


sexta-feira, março 04, 2011

Sentido

Amigos, que bom poder voltar e contar novidades. De repente não tantas como gostaria. Posso adiantar que a palavra “férias” não condiz somente a mar e viagens. Férias é buscar a paz de si mesmo, recuperar muitos sonos perdidos, ver aquele despertador do quarto adormecido, ter liberdade para colocar tudo que ficou pendente numa casa, ou na saúde, na beleza e até mesmo no amor. Vocês não acham? As vezes costumo brincar que o dia poderia ser mais que 24 horas.
Nestes tempos deu para constatar que meu filho tá crescendo muito rápido. Não é mais um bebê; é um meninão, travesso, artista, ladino que está sempre buscando se aventurar como qualquer super herói que conhece. E eu tenho que apartar com ‘não’s”. Quem é mãe sabe do que estou falando. . Menino, né? Mães que tem filhos meninos sabem o quanto eles são ousados, agitados...
E foi com o elemento água que curti. Água. como meu mantra de paz interior. É tão bom.... como eu me inspiro, como eu me renovo e como eu me revigoro!. Lembro de tudo que já passou e comemoro tudo que já conquistei e que falta pouco pra conquistar. Eu acredito muito nos meus sonhos. Eu não pude estar perto do mar como gostaria... Gripada...depois muitas chuvas aqui no Sul que impediu muitos projetos que havia feito. Uma pena, pois mar é minha energia! Fico horas contemplando ele e tenho a capacidade de planar num imaginário só meu quando ouço e sinto o mar. Saio do ar literalmente.
Agora de volta a Terra. Meu Satélite buscará o melhor para dividir com vocês! Voltei gente.
E já adianto alguns tópicos:
Andei recebend o algumas perguntas sobre relacionamento. Estou ou não estou namorando?
Não.
Não namoro ninguém(bem que gostaria...).
Neste ‘time’ meu curto esta necessidade de minha liberdade. Não pra zoar...mas para me situar pois por muito tempo fui muito confusa em meus sentimentos. E também o meu filho tão pequeno... Meu filho precisa de mim e agora ele me dá sinais que gostaria de ter uma companhia com a gente – apesar de ser ciumento ao cubo.
Difícil é garantir isto pra ele. Pois acredito na premissa de que, ‘quando é para ser; será”.
Por enquanto me reservo a esta blogueira/mãezona e sempre apaixonada. Paqueras existem. Quem não paquera, né? Não tira pedaço, não faz mal a ninguém e ainda faz um beeem para os olhos. Eu ando por este clima e estou adorando.
Agora vem o carnaval e buscarei nos meus devaneios das palavras, nos livros e até em meus sonhos relaxar e esperar...
Deus sabe de minhas orações!
INTÉ AMIGOS!
Aproveitem!


*Foto do mar: Natália Fell

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

SÓ PODE SER AMOR (Sant'Ana)


Este texto é do maravilhoso Paulo Sant'Ana! Sou fã dele e tenho que reconhecer que o cara é mestre quando falamos da palavra: AMOR!
Abaixo palavras que descrevem coisas muito gostosas que já passamos - ou ainda estamos passando/sentindo - #sentimentos da adolescência. Aviso que 'modifiquei" para o masculino o texto do autor já que a moça aqui palpitA pelo oposto! rsrs

" Só pode ser amor

Eu já devia ter pressentido que era amor quando curtia magnífico prazer somente em olhá-lo de longe.

Eu já devia saber que era amor quando vibrava com seus êxitos e me entristecia com seus embaraços.
Eu tinha que ter percebido que era amor quando me sentia invulnerável à solidão se me aproximasse dele a um raio de 20 metros. Só podia ser amor aquele estremecimento que me percorria todo o corpo quando ouvia sua voz se dirigindo para os outros. E quando, num ambiente repleto de pessoas, eu passava a não distinguir as feições de todos, vendo-os apenas como vultos expletivos, realçando-se como esplendorosamente icônica sua figura arrebatadora, já naquele tempo eu não devia ter duvidado de que era amor.
Já era fortemente suspeito que durante as minhas tristezas elas desaparecessem como por um milagre se eu usasse como antídoto a simples lembrança do seu meigo sorriso. E que, quando diante da visão dele por apenas um segundo, durante o resto do dia os meus passos e gestos se impregnassem de alegre coragem de viver. Ou como naquele dia em que topei abruptamente com ele no estacionamento e fiquei tão ruborizada, que parecia estar focada pelo facho de luz emanado da palavra de um profeta.
Não podia ser outra coisa aquela constante palpitação, aquela ruidosa esperança, aquele contentamento ansioso nas manhãs e o meu pulsante e taquicárdico coração vibrando ante a obsequiosa visão de sua esplendente silhueta vespertina.
Só podia ser amor a minha alma assim tão cheia de cuidados para preservar o meu segredo, o medo de que minha palavra ou o meu escrito, num escorregão, violassem o esplêndido sigilo do sentimento abrasador que me dominava.
Só podia ser amor que, depois de ele ter surgido luminoso na escarpa da caverna da minha solidão, eu deixasse de me entregar ao exercício fastidioso da comparação. Ninguém ou nada mais se equivalia ou se assemelhava a ele, pai, irmão, parceiro, namorado, companheiro. Cheguei loucamente a pensar que o único cidadão capaz de manter íntegro aquele meu frágil amor inconfessável era mantê-lo em segredo, imune ao conhecimento dos outros e até mesmo incrivelmente dele.
Dar a conhecê-lo arrastaria ao tremendo risco de fazê-lo soçobrar ali adiante, presa fácil do fastio da convivência ou de uma resposta contundentemente adversa.
Ah, silencioso amor cheio de delícias e ilusões.
Precavido amor que não se declara com medo da quebra do cristal. Ah, amor que quanto mais distante mais crescente, quanto mais errante mais certeiro, quanto mais secreto mais ditoso, quanto mais expectante mais real, quanto menos empírico mais ideal, quanto menos dele mais meu, quanto mais irrealizado mais duradouro, quanto mais prometido mais honrado. Quanto menos compartilhado, mais definitivo. Amor por eleição, tão alto, tão profundo, tão desinteressado, que não importa sequer o que faça dele e do seu mandato o seu eleito.
Nem que o malbarate por não pressenti-lo."


* Quisera eu ter escrito estas lindas palavras de Sant'Ana. Vamos deixar a vida nos levar!? Lembram que eu citei que estou literalmente dançando na chuva? Lembram? Já falei que adoro verbalizar o amor? Sim. Já falei e repito: sou uma romântica guerreira!

segunda-feira, janeiro 03, 2011

POR ONDE ANDEI

Há muito tempo fui num sítio de amigos meus. Lugar gostoso de ficar, passar o dia, sentir a natureza, curtir o vento.


Sou apreciadora dos ventos.

E parei para sentar num trapiche de um açude ou lago, não sei ao certo. Sei que ali fiquei pensando na vida.

Eu curto este lance de refletir, de "sair do ar", muitas vezes de escrever fazendo devaneios nas palavras e postando alguns destes, no blog. E em muitos arquivos secretos do meu computador passo a reler e pensar.

Hoje fiquei assim, pois estou a um passo de realizar uma tatuagem. No pé mesmo a seguinte frase: " POR ONDE ANDEI" .

Fruto de inspiração de uma menina linda chamada Caroline Roxo. Ela tem esta tatuagem.

E eu não vou negar; me apaixonei.

E lá neste sítio que costumo ir de vez em quando sentei frente ao "lago-açude" e fiquei refletindo tudo que vivi nos últimos anos. Pensei:
" - Nossa! Eu já passei por cada coisa..."!

Pensei nos momentos em que passei, nas pessoas que conheci e nos lugares por onde andei. Lugares que viajei, passagens da minha vida entre amigos, trabalho e família .

Tudo...

Na minha gravidez, por exemplo, meus pés “falaram” muito. Ficaram como pães!

E o "Por onde andei" me fez reportar - e a pensar - que a vida passa e nunca conseguiremos esquecer dos sentimentos bons em que já sentimos, dos amores que tivemos e de vivências que marcaram em todo uma trajetória de vida.

O tempo voa; passa como um vento!

Quem sabe uma brisa que vem a fazer lembrar-me de tudo que o amor me fez sonhar, dos meus erros, das minhas conquistas e lutas!

Por onde andei também pode ter o sentido de que tudo que ficou guardado; as lembranças sempre me fizeram sonhar, sempre existiram estes momentos e que me marcaram.

“Por onde andei” é uma frase aberta a muitos sentidos...

E nada mais evidente como os pés....

E por mais que tenha passado rápido nunca muda o prazer de saber que aconteceu.

Nunca deixa de sentir aquele momento; o perfume do ambiente, a minha inocência na infância e meus eternos sonhos de mulher.

Nem que seja por alguns segundos de pensamento...

"Por onde andei" te leva há muitos lugares...

Minha amiga estranhou a frase nos pés que tatuarei ainda este mês.

Como ela sabe que curto florear a vida me questionou:

Por onde andei...no mundo da lua Fabi?”!

Foi então que respondi lembrando que Nando Reis canta uma música chamada Por Onde Andei também:

" - Não amada... Por ando andei me levou a muitos lugares além da LUA! Por onde andei foi muito além disto..."


"Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas.Memórias vivas são aquelas que continuam presentes no corpo.Uma vez lembradas, o corpo ri, chora, comove-se, dança…
Rubem Alves"



* Foto "trapiche" by Felipe Fontoura

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Amigos, último dia de 2010 e venho aqui agradecer


Eu não podia deixar de passar aqui para encerrar o ano! Dizer palavras que resumam o que é a Vida, o que é saber valorizar ela e o amor.

Com que palavras dizer?

Aí, estes dias, recebi esta linda mensagem! Tão bonita, mas tão bonita - mesmo - que coloco esta bela verdade em palavras aqui no Satélite!

Aos meus amigos, famíliares e as amiguxas blogueiras como a Lila, a Dilair, minha mãe, irmã, Beatriz do Petit, Ebrael, Eduardo, Sônia... meu Deus..tanta gente que sempre me depositou carinho em palavras a vocês, a família, amigos... repetindo... enfim, TODOS! Um Feliz 2011! Ano, no horóscopo chinês, do COELHO! ANO DE PAZ E CAUTELA!

Tava afastada pois passei o Natal literalmente de cama. Sabem aquelas gripes avassaladoras? Pois é... eu tive gente. De me derrubar! Agora estou bem, GRAÇAS A DEUS!

Agora, leia esta mensagem e sintam que linda!


Cada dia que vivemos é uma ocasião especial

Sentar na varanda e admirar a paisagem,

passar mais tempo em companhia da sua família e dos seus amigos

e bem menos tempo trabalhando para os outros.

A vida é um conjunto de experiências para serem apreciadase não sobrevividas.

Não guarde nada.

Use os copos de cristal todos os dias,

acenda as velas que ganhare use sempre a sua melhor roupa,

se estiver com vontade de vesti-la.

Não guarde o melhor frasco de perfume para as festas especiais,

mas use quando quiser sentir sua fragrância.

As frases "um dia..." e "um dia destes...",

faça-as desaparecer do seu vocabulário.

Vamos fazer tudo que temos vontade, hoje...

Não deixe de escrever as cartas que quer

porque a intenção de escreve-las era "um dias destes..."

Não deixe de dizer aos seus pais, irmãos e "filhos",

com suficiente freqüência, o quanto ama todos eles.

Procure não retardar, esquecer ou conservar

nada mais que poderia acrescentar sorrisos de felicidade e alegria à sua vida e de seus amigos.

Cada dia, cada hora, cada minuto que passa... é especial.

Não permita que um pequeno deslize danifique uma grande amizade.

Diga: "eu te amo", somente quando seu amor for verdadeiro ...

Namore pelo menos 6 meses antes de casar!

Se não acredita no "amor a primeira vista",

não zombe dos sonhos dos outros.

Ame profundamente e apaixonadamente.

Você pode se machucar mas é a única maneira de viver a vida em sua totalidade.

Não ofenda, não julgue as pessoas pelo "o que ouviu falar destas".

Lembre-se que um grande amor, assim como um grande sucesso, comporta um grande risco.

Quando alguém espirrar, lhe deseje "SAÚDE"!

Sorria quando atender o telefone:

quem estiver ligando vai perceber pela voz.

Case-se com alguém que gosta de conversar.

Quando envelhecer,a habilidade no conversar será mais importantede qualquer outra coisa.

Lembre-se que o silêncio, as vezes é a melhor resposta.

Confie em Deus, mas feche bem o seu carro.

Uma casa feliz é o que mais importa.

Faça tudo que estiver ao seu alcance para criar um ambiente tranqüilo e em harmonia.

Nunca interrompa alguém que lhe esteja demonstrando afeto...

Aprenda todas as regras para quebrar algumas delas...

Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor entre duas pessoas é maior do que a necessidade que elas têm uma pela outra.

Viva o aqui e agora, construindo um futuro de bênçãos, no Ano Novo e sempre.

ASSIM...

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

Clarice Lispector


FRASES QUE GOSTO:

O que é a palavra por Fabrício Carpinejar:

" Intrigar, provocar, emocionar e não deixar que a palavra seja somente palavra. A palavra é muito ambiciosa, acredita que é mais importante do que aquilo que nomeia. A palavra serve ao poder quando é no despoder que abrimos a guarda. Exerce hipnose de dicionário e enreda poetas na metalinguagem. A palavra é a vaidade de dizer, mas só existe porque o silêncio ainda não é paz. Sou desconfiado com a palavra. Um poema se faz pela falta de palavras. Quanto mais próximos chegamos do toque, do afago, mais estaremos dizendo. "

“Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós; deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito, mas há os que não levam nada; há os que deixam muito, mas há os que não deixam nada.
Esta, é a maior responsabilidade de nossa vida e prova evidente de que duas almas não se encontram por caso” (A. de Saint-Exupéry)


"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te." Friedrich Nieztsche

"E se me achar esquisita, respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar." Clarice Lispector

"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são." Friedrich Nieztsche

"A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo."

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca." Clarice Lispector

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