quarta-feira, outubro 19, 2016

Não venhas



 
Não venha com palavras maduras de suas marcas de vida,
Não venha com seu olhar raio x que desnuda a minha alma de forma fulgaz,
Não me aqueças, em seus abraços, por mais carência que exista da minha parte, se buscas prazer em suas aventuras,
Não venha com músicas, cantadas e tocadas, que adoçam meu coração, porque dele (ainda) existem marcas da tristeza,
Pare de falar palavras ao vento se o seu destino não vai de encontro ao meu.
Entenda a minha vontade de voar, o meu livre arbítrio de amar - sem amarras, sem segredos e sem discrições.
Quero o verbo ecoado ao vento, quero os abraços volumosos de  minhas carências, eu quero nossos olhares sacramentado pelo amor.
Quero seu canto embalando minhas manhãs e noites sem fim.
Quero a verdade, quero a inteireza de tua essência, do teu dia a dia só para mim.
Não peço nada demais. Peço o que há muito tempo vive em mim e que você insiste em negar, sem deixar-me voar.  

terça-feira, junho 16, 2015

Tanta gente...

Esses tempos li essa frase que fala sobre relacionamentos. Nela dizia algo assim: “Tanta gente que não se ama e tá junto e tanta gente que tá junto e não ama”. Refletindo, conclui que perto a tudo que ouço e vejo posso afirmar a veracidade dessas palavras. Porque será que pessoas optam em viver ou manter um relacionamento falso? Há os que pesem pelos filhos e há os que pesem pela moradia. Existem os que confessam que o patrimônio levantado os impedem de uma separação, como existem – também - outros que, pelo tempo juntos, creditam não haver chances do rompimento. Há casais que, pelos elos e laços já criados também deparam-se com barreiras. Em todo, o medo e a estagnação andam juntos.
E é entre eles que sem mantém, a chama acesa - no silêncio de um olhar. Será sempre inviabilizado de se revelar um amor mal resolvido, um amor recolhido.
Portanto, pesa ali, naquele momento, em que do nada, a conversa morre e o silencio fala mais alto. É ali que o pensamento flui e vai até aquela pessoa que ficou com  a história mal resolvida.

Do nada, as quedas, as recaídas, as fugas enfim, o insano ímpeto de reencontrar aquele amor perdido. Não se joga nada ali. Não se aposta. Apenas surge para suprir uma saudade ácida que muitas vezes até o sono se perde nas madrugadas da vida.
E ocorrem (pasmem!) o reencontro. São nesses reencontros que o olhar é verdadeiro, a saudade é rendida sem chance de deflagrar. Ali a saudade  acaba deixando ser vencida entre abraços, beijos e trocas de olhares intermináveis. As conversas tornam-se num sarau de lembranças trocadas entre beijos e carícias. As horas passam e sinalizam a hora da despedida que, também no silêncio, se tornam novamente frias e dolorosas.
A realidade despenca gritando - em bom tom - que existem muitos no mundo que ainda se amam e não estão mais juntos.


É triste saber e ouvir isto de tantas pessoas por aí.
E tenho certeza (absoluta!) que é a grande bandeira da existência dos poetas e também o sucesso de músicas que versam a tristeza de amores desfeitos e relacionamentos mal curados.
Onde isso vai parar?
Sinceramente? Não sei... pois dizem os inveterados românticos, não importa onde estamos, nossa mente é nosso lar.
Só uma leitura espiritual para abrandar tantas lágrimas indesejáveis. Só água benta para abrir os caminhos e desbravar novos horizontes. Só a Deus para definir quando haverá o fechamento, de vez, do fim dessas lembranças. Se é que há um fim para amores mal resolvidos...  


terça-feira, junho 09, 2015

Quando os olhos atingem o coração

Quando meu olhar encontrou os olhos dele eu perguntei: de onde vem tanto amor? Ele logo me falou: ‘amor não é pra entender; é pra sentir’. Então busquei, naquele momento, somente sentir. No entanto, no decorrer de tantas fatos que ocorreram em nosso relacionamento, enxergando e deparando-me com tropeços e surpresas pensei de que nada -  mas nada nesse mundo, mesmo -  fizesse eu voltar para ele ou mesmo confessar, em tantos encontros,  tanta saudade que sentia. Eram momentos febris de loucura na qual encontrá-lo eram mais que propositais, mas sim, de um real grito de socorro. Um socorro que buscou ajuda justamente para tentar esquecê-lo. Junto, uma saudade cruel que nunca perdoou qualquer horário do dia para sinalizar uma paz no meu coração. Até hoje, tudo me lembra ele. Muitas vezes tive o sono  perdido ou algum sonho revelado de que algo triste ali, ainda, pulsava. Era o sinal do quanto ele me fazia falta. Uma saudade que não consumia, mas que me tirava do eixo de tarefas simples do dia a dia. Uma saudade enterrada, em ações simples como um súbito silêncio entre uma roda de amigos. Entre risos e alegrias, ali eu me calava pois seu nome, seu cheiro, seu abraço faziam ecoar dentro de mim. Algo que fazia lembrar o quanto é bom a sua companhia. E esse pensamento atravessa até hoje feito raio no céu. E fica ali...pairando buscando a sua aparição real e surpreendente na minha frente. Doces delírios....


Muitas vezes achei que a nossa história havia findado num simbólico e pesado fim. Fim por mentiras e mais mentiras de coisas pesadas que ouvi. Ali conclui que não haveria mais voltas, mais encontros e sem direito a sequer um abraço - nem que fosse amigável. 


Busquei. então, nas orações a súplica para esquecê-lo. Pedi aos santos, cortei cartas para buscar uma resposta, para pedir uma solução, para enxergar uma verdade perto de tantos pensamentos e verbos pesados de mensagens tristes. Queria a verdade e queria principalmente o  meu mundo de volta.

Porque no meu mundo é o do amor; é o de verdades! No meu mundo o amor é sincero, o amor quebra protocolos e vence diversas barreiras. E imaginar que nós estávamos quebrando diversas barreiras...
No entanto, encontrei uma muralha de um exército de fatos e palavras que me levaram ao encolhimento. Lá, no meu casulo, recolhida das agressões sentidas, pedi a Deus forças para continuar. Não que não soubesse levar a vida. Não que não soubesse existir fatos que movem todas as minhas forças com deveres de mulher, mãe e cidadã. A vida continua! é assim que dizem os sábios, correto? Mas eu precisava desse tempo para ganhar antídoto, para me entender e para me curar. Eu fui resgatar o meu Eu; a minha essência. Pois eu não admiti me moldar com um mundo tão falso, tão interesseiro e malandro com o que havia deparado à minha frente. Eu quis continuar sendo eu mesma, buscando a paz e o amor em meu olhar. E consegui.
Porém, como se mudam as estações do ano, o tempo vinha - de novo -  para relembrar que eu ainda o amo e que ainda sinto a sua falta... E cá vinham os pensamentos, feito vendaval que levam folhas e sementes para outras terras. As terras representam meu mundo, na qual eu respiro. No entanto, eu passei a sentir a falta dele e a perceber que não haveria possibilidade de esquecê-lo. De que não houve tempo suficiente para a cura, de que tudo à minha volta lembra os momentos mais simples e artesanais das quais pude celebrar a riqueza do sentimento que se chama: felicidade. Aliás, esse amor sempre existiu em mim. Eu apenas tentei abafar, esconder o que me afligia e entender as escolhas e caminhos dele.
Mas o tempo não perdoou.
Qualquer música tocada, lugar percorrido é ele que vemn na minha cabeça. Lembranças como a flor entregue naquele lugar lindo em  uma montanha onde a presença de Deus fazia sentido à vida. Como o primeiro beijo roubado, os abraços protetores e brincadeiras que distensionavam qualquer insegurança minha. Ali eu voltei a sofrer, de novo, porque a falta dele ainda é demais. A partir daí foram então cometidos encontros secretos, ligações em diversos horários. Só para ouvir a voz, só para saber de sua existência, enfim, de minha existência também. Queria me entender...
A saudade é (e sempre será) a rainha da vez quando não tiver ele em meus braços. Bom mesmo, foi o dia que o reencontrei! Senti em seus olhar que o sentimento não era só meu. Vi seus olhos grudados nos meus e o coração disparou. Ali pude perceber que amor ainda existe e, que sim, eu também ainda sou importante para ele. Espero essa importância crescer e evoluir sempre para o bem, para o amor e para a paz. Há ainda quem peça para eu deixar as águas passarem, como rio que corre para o mar. "Um dia ele encontrará o mar que é você", me disseram. Hoje vivemos times conturbados em cenários distorcidos. Só o tempo para elucidar.
Então, penso assim: 
Se me encontrar que venha com chuvas! 
E que essas chuvas sejam de bênçãos de Deus, unindo o destino com a verdade de sentimentos, ou seja: o encontro do rio com o mar. Essa união será não só uma grande luz em minha vida mas como também, a celebração de que para Deus, tudo é possível. Assim eu rezo para que Deus derrame em mim e nele muitas bênçãos de paz, alegrias e, principalmente, de amor. A ele eu simbolizo tudo de bom e energético. O amor, somente o amor...



terça-feira, maio 05, 2015

Buscando a verdade

Nosso modo de ver condiciona nosso modo de ser. Esses tempos, perguntei para alguém se  estava feliz.
 Disse-me: 
“ – Não.”
E quando as mãos suam? E os olhos nos olhos?  São sintomas e atitudes de veracidade?
Sério. Eu enxergo coração em tudo. Mas eu sou eu, correto? Agora penso: E quem me respondeu, falou a verdade?  
As vezes buscar a verdade também cansa. E como cansa; como angustia...
Baseado nisso que penso como é difícil entender as charadas da vida. Entender o porquê as pessoas costumam mentir ou omitir! E quando falam a verdade? Como saber?  É disso que busco desvendar. 
Falo porque muito ganhei belas rasteiras da vida por ter esta mania incansável de acreditar nas pessoas. Não tem aquele ditado?
“O mundo é dos espertos”.
Mas o tempo é da verdade.
E somente a ele, o oficial mestre da verdade, que irá me dizer. Brabo é esperar. Esperar histórias sem fim e mal resolvidas.
As vezes é preciso ousar, ganhar coragem para assumir um gesto ou uma palavra trocada que também busca atitudes suas. Não sei se eu tenho essa ousadia. Pois eu sou muito mais de atitudes do que palavras. 
Então o que me resta é paciência e esperar o tempo me dizer. E como é difícil esperar.
Em doses homeopáticas o Satélite Abduzido - “empoeiradaço” - ressurge. E voltando com essas minhas divagações. 


segunda-feira, junho 03, 2013

Vida que segue; o resto é água benta!

Hoje resolvi despertar o meu blog. Ressurgir. Reaparecer. Recordar. Responder a quem ainda planou nesse meu planeta virtual de palavras. Meu Satélite. Esquecido? Não. Dei um tempo para mim mesma.


Sabe, não sou artista e estou longe de ser uma celebridade internacional. No entanto, a internet com seu cunho ilimitado de expansão, me sinalizou que deveria dar um tempo. Não por vocês meus internautas, blogueiros, amigos de longas data por aqui. Parei por pessoas que te desejam o mal, que invejam tua felicidade e buscaram, pela fechadura de uma tela cibernética, bisbilhotar teu sentimento; tua essência. Não quero adentrar mais por esse assunto. Mas foi bom ter um pouco de paz. Ainda penso no que colocar aqui, se são minhas aventuras jornalísticas numa Assessoria de Imprensa, minha satisfação em trabalhar na minha área, no meu sentimento sempre vulcânico ou nas minhas revolucionárias e marcantes fases de ser mãe de um menino. Aliás, meu menino já um belo garoto. Cheio de sonhos, medos e questionamentos em que muitos me deixaram de saia justa com suas indagações. Em compensação, como aprendi com ele e que bom que continuarei aprendendo. Ele é bárbaro e garanto: a ele devo minha felicidade. Pena que não posso dar mais ainda felicidade para ele. Pois tem o lado paterno que ainda pesa. Seu pai não é um homem presente como é um pai normal. E mesmo assim ele o ama. Também, não alimento muitas esperanças de uma mudança. Apenas semeio a paz pois quero um dia morrer com a consciência tranquila de que ensinei o amor para o meu filho e não o rancor; muito menos a mágoa. Mas correr atrás de ‘borboletas’ para manter esse sentimento? Não... Agora é vida que segue! Trabalho, trabalho, amigos, família e meu filho. Não peço nem para Deus algo que gostaria de ter em minha vida. Acho que cada um tem o seu momento ou sua missão de vida. Eu estou mais inclinada para a missão pois sei que sou mega, super mãe para o meu filho. Só peço a Deus, força, saúde e perseverança. O resto é água benta!



 

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Só o que está morto não muda !



♫Desconheço um amor tão covarde♫
 Ual!
 Esta frase é de uma música de Jorge&Mateus e sucesso nas rádios como tema dos personagens de uma novela global.
Avaliando a letra desta música passei a questionar e relembrar o comportamento nas relações amorosas: 
Amores, numa parcela, são covardes?
Quantos vezes já ouvimos, de casais conhecidos relatos de um ‘ata e não desata’ justamente por um conflito de decisões pessoais? 
Muitos, não acham?
Pelo menos, para mim, já foi contado por algumas pessoas  crises e desabafos semelhantes a estes.
Entre estes relatos, percebi que sempre há algo que move ou puxa para não haver mudanças. Muitos justificam que são os filhos, outros os bens; já uma parte temem o “recomeçar do zero” ou mesmo uma grande dúvida: o quanto aquele(a) companheiro(a) é importante em sua vida.
E os que ousam e rompem estes anos de cumplicidade - e não se arrependem – vibram um novo recomeço; uma nova vida.
Embora, exista aquela parcela que ousa, salta, enxerga novos desafios e, mesmo assim, termina – meses ou até anos depois -  com a difícil conclusão de que “aquele parceiro(a)” era(SIM!) a pessoa ideal; a ‘metade’ de tudo que precisava neste vasto mundo para – apenas - somar em sua vida.
Vem então um filme, uma retrospectiva das inúmeras lembranças buscadas em sonhos, retratos, cartas, e-mails enfim, em até  visitas virtuais destas famosas redes sociais. Nem que seja somente para saber que aquele(a) ex está bem e feliz.
Arrependimento? 
Talvez...
Ou não!
Pois basta saber entender se isto foi obra de Deus, conspirações do Universo ou uma escolha minuciosamente racional. 
 É uma questão de ótica.
 Nem sempre a razão tem razão; sentimentos são almas do coração que muitas vezes não sabemos interpretar; justificar. 
Aí vem todo aquele papo de usar a razão.
Sabe que é bom enxergar ‘fora da casinha?” ... Sabe que é válido flutuar um pouco, sair desta conexão tensionada do real?
Eu gosto...
E digo: A vida é feita de escolhas; “só o que está morto que não muda”; né Clarice Lispector?
Bah, como eu ouço isto quando confessamos uma insatisfação no coração: escolhas... “Tu escolhe o que é melhor para ti.”...
Quem somos nós para fazermos nossos caminhos? 
Quem somos nós para regermos nosso destino?
Será mesmo nós os únicos comandantes do nosso futuro? As vezes acho que tem situações que o Universo realmente trama para uma aproximação, ou mais hilário: que realmente o apego, o amor rompe qualquer barreira; seja ela de ódios, mágoas e desapontamentos.
A relação a dois não deixa de ser diferente: nunca vai ser um mar de rosas e, de repente, aquele teu típico defeito pode ser o divisor de águas da uma severa dúvida de rompimento na relação.
A idade pesa também. Chegar na minha idade, por exemplo, não é nada fácil. 
 Terminar um relacionamento e recomeçar do zero, para minhas teorias é mais que um pessimismo; é complicado também.  
Hoje, com toda a carga de vida que já temos quem vai te aceitar como tu és. Todo mundo depois dos trinta, quarenta anos e por aí vai, já teve um grande amor, tem filhos e PERMANECE com manias e defeito. 
O problema é te aceitar com os teus defeitos e não só aceitar tuas qualidades.
Buscar o novo, ousar pular para uma nova relação, aceitar um recomeço de vida não importando passado e realidade não é só uma questão de escolha, ousadia, mudança e otimismo; é ir atrás de um horizonte que anuncia respostas; mesmo que, este horizonte...não tenha fim...
 E nada como conhecer as poesias de Edson Marques(http://Mude.blogspot.com)! Ele dá uma nova vibe na ótica da vida. Buscar o novo! E aé? Você entra neste time? Eu, inclusive achava que a leitura era de Clarice Lispector! Estava enganada! Adorei conhecer o trabalho deste escritor! Fica a dica o blog dele gente! bjo bjo 


“Mudança
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O
 novo  lado, o   novo método, o   novo  sabor, o novo o   novo jeito, o   novo prazer, o   novo  amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!
” – Edson Marques - do blog http://Mude.blogspot.com

segunda-feira, novembro 28, 2011

Quem canta seus males espanta!

Fim de semana é sempre visto como algo desejado e esperado já que nossos dias são regados de regras e horários a cumprir.

E este final de semana foi mais que esperado. Teve de tudo sadiamente dizendo: realizações e surpresas foram uma das muitas sensações que tive. Tirando o calor que já anuncia um verão babilônico; o domingo também foi regado de melodias e saudosismos.

Fui ao Gasômetro – ponto turístico dos porto-alegrenses que se juntam para tomarem um chimarrão e curtir um espaço que abrange caminhadas, vista do pôr-do-sol do Guaíba e várias outras manifestações culturais. Eu estava lá para assistir uma apresentação do Mestre Monarco da Portela - entidade do samba que ainda reluz e encanta nestes palcos da vida.
E onde tem uma estrela portelense do samba, tem sambistas sedentos de canto e sinfonia! Era um povo muito alegre que freqüentava aquele lugar.
Gente que canta poesia e histórias de vida imantadas de grandes emoções.
O samba exala poesia; no repertório teve: Luiz Carlos da Vila, Cartola, Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues.
Foi o maior sarau sambístico que já havia ouvido nos últimos tempos. E no melhor estilo! Bem informal e artesanal.
Nas apresentações e ‘palhinhas’ estavam figuras típicas do samba gaúcho: Alemão Charles, Chimia, Tuta e muitos amigos como Xexéu do pandeiro, Kako e Duda. O que não esperava era a presença ilustre de um rapaz. Nada menos que o bandolinista Henry Lentino. Fiquei embasbacada com a sua apresentação e talento.
Meu Deus! QUE DOM!!! - pensei.
O público vibrou e eu me encantei.
É incrível mas o ditado faz jus mesmo: Quem canta seus males encanta!
Como a música move a minha vida e me revigora com energias positivas.
Vá explicar... Foi uma energia ímpar algo que só quem viu saberá confirmar!