sexta-feira, outubro 09, 2009

Fé



Nos últimos dias meu filho passou por um quadro de conjutivite. Problema pequeno perto e comparado de quem já teve pneumonia, catapora entre outras mazelas da infância. Não sei explicar. Algo me aborreceu de tal forma que até em mim aflorou minha bronquite. Dormi a semana inteira de nebulizador. Foi a gota d'água para mim. Tanto cuido, tanto protejo meu pequeno João Vicente e tenho a impressão, as vezes, que de que nada adianta cuidar...cuidar... Aí é que pega. Então, procurei uma benzedeira esta semana. Chegando ao local descobri mais uma informação de que esta Sra das ervas(sim, durante a pronúncia dos conjuros sentia um cheiro gostoso de natureza mesmo. Arruda! Ararutaaa!). Ao final esta senhora me diz:
" - Tudo que fizerem pra ti; teu filho que pega, sabia? Cuide muito bem do que você fala. Tem muito inveja pra cima de ti"
Portanto, a benção das palavras foram para mim e para o meu filho. Entendo. Há quem não acredite, porém, para mim benzedeiras são aquelas senhoras que mantêm a tradição aprendida no interior. Da reza de expurgar o olho gordo...de tudo, na verdade. Buscam curar os males que atingem corpo e mente de quem crê na força da oração. Cada um com sua fé! Eu fui atrás da minha! Todas evocam algum santo para tal enfermidade ou quebrante. Para nós religiosos: "Maior que qualquer santo é a fé de quem procura a bênção". ISTO É PREMISSA! A inveja é o maior mal do mundo. Tá na Bíblia!
Diz os mais velhos que a benzedeira enxerga o mal que atormenta os outros. Se fortalecer espiritualmente é se sentir, automaticamente, completa! Busco isto últimamente.
Meu pequenino tem o Santo Guerreiro, São Jorge, como seu protetor. Nosso SÃO JORGE. Depois da benzedeira tá na hora dele ir na Casa de Nosso Deus. Ele adora ir lá(vejam, nesta foto, que anjos sempre se sentem em casa no lar de Deus). Vou este finde na São Jorge. Agradecer! Pedir a benção e conversar muito com o meu guerreiro. Preciso de sua força a partir de agora; mais ainda.

Melhor para mim


Queria ter a certeza de que, apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou e não porque quer que eu seja. Não consigo, não sou, não posso, não quero. Será que respirarei de novo? O para sempre; sempre acaba.
Ouvi esta música. Espero que seja um reforço de tudo que venho buscando: A minha paz. Mais uma etapa. Até quando isto persistirá? A música fala: Mudaram as estações. E eu digo: Mudaram minhas forças. Me tornei chata mas fiz isto por mim e pelo meu filho. E vai doer. Ai... Azar, já passei por tantas coisas. Uma a mais não fará eu entrar em desatino. Meu amor de mãe fala tão alto.... Olho para tras e vejo todos os percurssos que vivi sempre com um grau de dificuldade. Faz parte! Está dentro do quadro! Inclusive teve algumas situações que achei que era uma derrota. Hoje já não enxergo assim. Na verdade veio para me proteger. Um destes exemplos é ficar um tempo na casa de meus pais. Depois de quase cinco anos morando sozinha ter o calor humano deles junto com a felicidade do meu filho tem um preço de conforto na alma. Mas lá dentro de mim há algo que culmina, que queima, que verbaliza, sindicaliza e - porque não - chora. Hoje sei que foi o melhor para mim. Araruta!

quarta-feira, outubro 07, 2009

República Federativa do Brasil! UHUUUU



Eitchaaa! Uhuuuu! Somos nós! É a hora! 2016 à vista! Lula se emocionou e não era pra menos. Vai ser a menina dos olhos para muitos horizontes como, na área de economia e turismo. As Olimpíadas, que ocorrem a cada quatro anos, ganhou de braços abertos não só a alegria do Cristo Redentor como a da nação inteira brasileira. Como se não bastasse, mesmo sendo para 2016 já borbulha em todos os segmentos que possamos imaginar o empenho, o esforço, o trabalho e também um toque de humor(porque somos o povo mais alegre do mundo- veja a foto) sobre este evento. Empresas de Informáticas, por exemplo, já são requisitadas sobre programas para os jogos olímpicos, filhos de medalhistas esportivos buscam o espelho de seus pais, crianças e jovens anônimos estão suando a camisa para dar mais orgulho em serem brasileiros! E eu aqui, como amo o meu país deixo um pedacinho da minha felicidade no meu satélite! Quem sabe até lá o João Vicente estará com seus 10 anos de vida(Araruta) e eu não estarei trabalhando de voluntária no Rio de Janeiro! Ninguém sabe do amanhã! Rsrs Tem que ser voluntaria, né? Pois para atleta....”quanta” diferença...

É nós Brasil!

segunda-feira, outubro 05, 2009

Palavras


Eu não me escondo nas palavras, moro dentro delas.(Carpinejar)

sábado, outubro 03, 2009

Perfume d’alma



Pedi a permissão! Li a homenagem que o nosso amigo Aquino fez para a Confraria do Samba. Ele tem um feeling tão mágico que expressou nestas lindas palavras. Divido com vocês:

Perfume d’alma

" Pense aí num adjetivo para felicidade!
Não se espante se as palavras lhe faltarem à cabeça. Porque não são as palavras que nos ajudam nessa resposta.
Felicidade é um estado de espírito, um momento, uma música, um abraço, uma volta ou uma partida. Para quem chegasse ali pelos arredores do Parque Alim Pedro, no coração do IAPI, sábado, 26, veria um quadro com contornos de felicidade:
amigos, música e churrasco.
O afeto, o lúdico e o alimento, síntese perfeita do bem viver.Há quem possa dizer: sim, mas tudo isso é efêmero, dali a pouco aquela realidade não mais existirá. Não estaria errado, não fosse por um detalhe. Alegria é feito perfume, que ainda que borrifado em gotículas tem a capacidade de aromatizar muitos ambientes, por onde quer que o perfumado ande.
E tal qual o perfume, quem não o usa, aspira o dos outros. Foi assim que, ao final da tarde, ainda que espantados pela chuva, todos saíram felizes debaixo dos majestosos angicos que enfeitam a Calçada da Fama. Foi nesse clima que se reuniu mais uma vez a Confraria do Samba, que por mais de sete horas borrifou jatos de essência da mais pura felicidade nos corações que ali se juntaram em busca de alegria.
Mas ainda pode ter quem diga: ah, isso tudo é superficial, dali a pouco cada um irá pro seu lado, levando suas dores e rancores, que toda alma guarda seus segredos. Com certeza, o fardo será menos pesado. Que não há pânico nem aflitos eternos quando nossas almas estão perfumadas."
Aquino

Banda Itinerante – a velha guarda do samba gaúcho






Com muita satisfação publico aqui o documentário da Banda Itinerante – a velha guarda do samba gaúcho. Trabalho inédito que aborda o samba no Rio Grande do Sul. Produzido e dirigido pelo jornalista Luiz Fernando de Aquino, este vídeo tem 70 minutos onde relata a história da Banda Itinerante. Esta, criada em abril de 1997 pelo saudoso mestre de bateria Irajá de Almeida Gutierres, falecido em setembro de 2004.
O filme mostra arquivos da banda e história de sambistas e pessoas envolvidas com a música. O lançamento do documentário será ainda neste mês! Aguardamos sedentos para assistir! Sou fã da Banda Itinerante. Foi nela que conheci o samba e abrendi muito com a velha guarda gaúcha. E foi nela, também, que conheci muitos e muitos amigos enraizados até hoje em meu coração. Conheci a Itinerante em 1999 em um bar pra lá de pitoresco. O nome? Pega Leve!
Portanto, nascente de grandes amigos, um grande amor e a música! QUE MISTURA PARA UM FADO HÊIM!?!
Divido com vocês o post do Luiz Fernando de Aquino. Vejam o teaser da banda clicando aqui.

Banda Itinerante – a velha guarda do samba gaúcho

"O genial Paulinho da Viola costuma dizer que não sente saudades, que não consegue se imaginar em um tempo que não o presente. Diz até que acha engraçado quando alguém lhe fala sobre emoções de um tempo que não viveu ao deparar com determinada obra – música, neste caso. E o próprio Paulinho explica: talvez não seja saudade o que você sinta, mas uma forma de reação emocional à obra, independentemente do tempo em que ela tenha sido composta. Ou seja, a obra é presente.Parece complicado? É não. Ainda segundo o nosso sambista-pensador, a saudade anula o tempo. Fantástisco! Não é à toa que o cara é o cara. E o que é saudade, então? Lembranças de um tempo que não volta mais? E o que é tempo, fora da mera percepção cronológica? Normalmente, alinhamos os fatos na vertical, é preciso que ordenemos as coisas em um antes, durante e depois. Mas se a saudade anula o tempo, no que eu fecho com o mestre Paulo César, o que fazemos das lembranças esparsas pelo tempo?Toco no assunto por conta deste 25 de setembro. Há cinco anos, morria o criador da Banda Itinerante, Irajá de Almeida Gutierres, o Mestre Irajá. Partiu ainda no vigor dos 59 anos e com um projeto a realizar, o braço social da Banda Itinerante. Já aviso logo que não se trata de comparação. As coisas tomam o rumo que precisam tomar. A vida e a fila andam, a despeito de nossas idéias e/ou vontades.A Banda Itinerante tem hoje um outro perfil, sem conceito de mérito. Uns imaginavam de um jeito, outros, de outro. Prevalece, sempre, a vontade de quem faz, de quem toma a iniciativa. E as diferenças precisam se acomodar em um processo de diálogo, de convívio, de exposição franca dos pontos de vista, sempre no âmbito do respeito e da cordialidade. Afinal, cada um faz a sua história. Quem não faz, conta a história dos outros. Eu, como tantos, conheci a Itinerante ao redor daquela grande mesa espichada, bicando que alguém deixasse uma caixeta de lado para, então, atrapalhar o samba. Foi na Praiana a primeira vez, em 2000, se não me engano, levado pelo Renato Dorneles. Nossa, aquilo era um sonho! O samba de roda, aberto, rodando pela cidade. No comando de tudo, Mestre Irajá, de uma nobre fidalguia. Recebia a todos como se fosse a sala da própria casa.As coisas mudam, evoluem, ficam diferentes. Alguns, nostálgicos (ou conservadores mesmo, no fino sentido do termo), preferem o modelo antigo ao moderno. Um dos sonhos do Irajá era uma sede para a banda. A banda tem uma bela sede, um ótimo espaço. Mérito das pessoas que o sucederam. Agora, por esses dias, será lançado o documentário “Banda Itinerante – a velha guarda do samba gaúcho”. Será também uma ótima oportunidade para todos se reencontrarem com os princípios que alimentaram a iniciativa do Mestre Irajá.Ainda que refratário à ideia de saudade, vou me socorrer (de novo) do genial Paulo César: “Eu não vivo no passado, mas o passado vive em mim”. Luiz Fernando Aquino


sexta-feira, outubro 02, 2009

Finde e luz


Se tem uma coisa gostosa de fazer quando chega o final de semana é pegar o carro, colocar tudo o que uma criança gosta(brinquedos, carrinhos, motocas, cavalinhos, bolas de futebol, bebidas, frutinhas e comidinhas) e passear pela cidade ou melhor, para um sítio! Meu filho ama passeios! As vezes, ele mesmo pede para nanar no carro. Ligo o som e como o vidro é fumê acaba deixando um ambiente gostoso para sonhar. Faço isto sempre. Fim de semana é sagrado para mim onde aprecio sentir o sol e sentir o vento. Evito no que eu posso os shoppings. Estes, só durante a semana - e quando consigo ir... Foi-se o meu tempo destes cenários de consumo. Aliás, agora, nas minhas férias que fiz estes passeios pelo Barra Shopping e pelo Praia de Belas. Calma, tranquila, João Vicente fazendo readaptação na creche e eu ‘fazendo’ tempo nas compras. Um luxo. Pois é muito bom ter a tranquilidade num lugar de comércio. Este promete! Junção com as comadres, com gente que amo, de verdade!

ASSIM...

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

Clarice Lispector


FRASES QUE GOSTO:

O que é a palavra por Fabrício Carpinejar:

" Intrigar, provocar, emocionar e não deixar que a palavra seja somente palavra. A palavra é muito ambiciosa, acredita que é mais importante do que aquilo que nomeia. A palavra serve ao poder quando é no despoder que abrimos a guarda. Exerce hipnose de dicionário e enreda poetas na metalinguagem. A palavra é a vaidade de dizer, mas só existe porque o silêncio ainda não é paz. Sou desconfiado com a palavra. Um poema se faz pela falta de palavras. Quanto mais próximos chegamos do toque, do afago, mais estaremos dizendo. "

“Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós; deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito, mas há os que não levam nada; há os que deixam muito, mas há os que não deixam nada.
Esta, é a maior responsabilidade de nossa vida e prova evidente de que duas almas não se encontram por caso” (A. de Saint-Exupéry)


"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te." Friedrich Nieztsche

"E se me achar esquisita, respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar." Clarice Lispector

"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são." Friedrich Nieztsche

"A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo."

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca." Clarice Lispector

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Para os cheiradores de meias!

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