segunda-feira, junho 03, 2013

Vida que segue; o resto é água benta!

Hoje resolvi despertar o meu blog. Ressurgir. Reaparecer. Recordar. Responder a quem ainda planou nesse meu planeta virtual de palavras. Meu Satélite. Esquecido? Não. Dei um tempo para mim mesma.


Sabe, não sou artista e estou longe de ser uma celebridade internacional. No entanto, a internet com seu cunho ilimitado de expansão, me sinalizou que deveria dar um tempo. Não por vocês meus internautas, blogueiros, amigos de longas data por aqui. Parei por pessoas que te desejam o mal, que invejam tua felicidade e buscaram, pela fechadura de uma tela cibernética, bisbilhotar teu sentimento; tua essência. Não quero adentrar mais por esse assunto. Mas foi bom ter um pouco de paz. Ainda penso no que colocar aqui, se são minhas aventuras jornalísticas numa Assessoria de Imprensa, minha satisfação em trabalhar na minha área, no meu sentimento sempre vulcânico ou nas minhas revolucionárias e marcantes fases de ser mãe de um menino. Aliás, meu menino já um belo garoto. Cheio de sonhos, medos e questionamentos em que muitos me deixaram de saia justa com suas indagações. Em compensação, como aprendi com ele e que bom que continuarei aprendendo. Ele é bárbaro e garanto: a ele devo minha felicidade. Pena que não posso dar mais ainda felicidade para ele. Pois tem o lado paterno que ainda pesa. Seu pai não é um homem presente como é um pai normal. E mesmo assim ele o ama. Também, não alimento muitas esperanças de uma mudança. Apenas semeio a paz pois quero um dia morrer com a consciência tranquila de que ensinei o amor para o meu filho e não o rancor; muito menos a mágoa. Mas correr atrás de ‘borboletas’ para manter esse sentimento? Não... Agora é vida que segue! Trabalho, trabalho, amigos, família e meu filho. Não peço nem para Deus algo que gostaria de ter em minha vida. Acho que cada um tem o seu momento ou sua missão de vida. Eu estou mais inclinada para a missão pois sei que sou mega, super mãe para o meu filho. Só peço a Deus, força, saúde e perseverança. O resto é água benta!



 

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Só o que está morto não muda !



♫Desconheço um amor tão covarde♫
 Ual!
 Esta frase é de uma música de Jorge&Mateus e sucesso nas rádios como tema dos personagens de uma novela global.
Avaliando a letra desta música passei a questionar e relembrar o comportamento nas relações amorosas: 
Amores, numa parcela, são covardes?
Quantos vezes já ouvimos, de casais conhecidos relatos de um ‘ata e não desata’ justamente por um conflito de decisões pessoais? 
Muitos, não acham?
Pelo menos, para mim, já foi contado por algumas pessoas  crises e desabafos semelhantes a estes.
Entre estes relatos, percebi que sempre há algo que move ou puxa para não haver mudanças. Muitos justificam que são os filhos, outros os bens; já uma parte temem o “recomeçar do zero” ou mesmo uma grande dúvida: o quanto aquele(a) companheiro(a) é importante em sua vida.
E os que ousam e rompem estes anos de cumplicidade - e não se arrependem – vibram um novo recomeço; uma nova vida.
Embora, exista aquela parcela que ousa, salta, enxerga novos desafios e, mesmo assim, termina – meses ou até anos depois -  com a difícil conclusão de que “aquele parceiro(a)” era(SIM!) a pessoa ideal; a ‘metade’ de tudo que precisava neste vasto mundo para – apenas - somar em sua vida.
Vem então um filme, uma retrospectiva das inúmeras lembranças buscadas em sonhos, retratos, cartas, e-mails enfim, em até  visitas virtuais destas famosas redes sociais. Nem que seja somente para saber que aquele(a) ex está bem e feliz.
Arrependimento? 
Talvez...
Ou não!
Pois basta saber entender se isto foi obra de Deus, conspirações do Universo ou uma escolha minuciosamente racional. 
 É uma questão de ótica.
 Nem sempre a razão tem razão; sentimentos são almas do coração que muitas vezes não sabemos interpretar; justificar. 
Aí vem todo aquele papo de usar a razão.
Sabe que é bom enxergar ‘fora da casinha?” ... Sabe que é válido flutuar um pouco, sair desta conexão tensionada do real?
Eu gosto...
E digo: A vida é feita de escolhas; “só o que está morto que não muda”; né Clarice Lispector?
Bah, como eu ouço isto quando confessamos uma insatisfação no coração: escolhas... “Tu escolhe o que é melhor para ti.”...
Quem somos nós para fazermos nossos caminhos? 
Quem somos nós para regermos nosso destino?
Será mesmo nós os únicos comandantes do nosso futuro? As vezes acho que tem situações que o Universo realmente trama para uma aproximação, ou mais hilário: que realmente o apego, o amor rompe qualquer barreira; seja ela de ódios, mágoas e desapontamentos.
A relação a dois não deixa de ser diferente: nunca vai ser um mar de rosas e, de repente, aquele teu típico defeito pode ser o divisor de águas da uma severa dúvida de rompimento na relação.
A idade pesa também. Chegar na minha idade, por exemplo, não é nada fácil. 
 Terminar um relacionamento e recomeçar do zero, para minhas teorias é mais que um pessimismo; é complicado também.  
Hoje, com toda a carga de vida que já temos quem vai te aceitar como tu és. Todo mundo depois dos trinta, quarenta anos e por aí vai, já teve um grande amor, tem filhos e PERMANECE com manias e defeito. 
O problema é te aceitar com os teus defeitos e não só aceitar tuas qualidades.
Buscar o novo, ousar pular para uma nova relação, aceitar um recomeço de vida não importando passado e realidade não é só uma questão de escolha, ousadia, mudança e otimismo; é ir atrás de um horizonte que anuncia respostas; mesmo que, este horizonte...não tenha fim...
 E nada como conhecer as poesias de Edson Marques(http://Mude.blogspot.com)! Ele dá uma nova vibe na ótica da vida. Buscar o novo! E aé? Você entra neste time? Eu, inclusive achava que a leitura era de Clarice Lispector! Estava enganada! Adorei conhecer o trabalho deste escritor! Fica a dica o blog dele gente! bjo bjo 


“Mudança
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O
 novo  lado, o   novo método, o   novo  sabor, o novo o   novo jeito, o   novo prazer, o   novo  amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!
” – Edson Marques - do blog http://Mude.blogspot.com

segunda-feira, novembro 28, 2011

Quem canta seus males espanta!

Fim de semana é sempre visto como algo desejado e esperado já que nossos dias são regados de regras e horários a cumprir.

E este final de semana foi mais que esperado. Teve de tudo sadiamente dizendo: realizações e surpresas foram uma das muitas sensações que tive. Tirando o calor que já anuncia um verão babilônico; o domingo também foi regado de melodias e saudosismos.

Fui ao Gasômetro – ponto turístico dos porto-alegrenses que se juntam para tomarem um chimarrão e curtir um espaço que abrange caminhadas, vista do pôr-do-sol do Guaíba e várias outras manifestações culturais. Eu estava lá para assistir uma apresentação do Mestre Monarco da Portela - entidade do samba que ainda reluz e encanta nestes palcos da vida.
E onde tem uma estrela portelense do samba, tem sambistas sedentos de canto e sinfonia! Era um povo muito alegre que freqüentava aquele lugar.
Gente que canta poesia e histórias de vida imantadas de grandes emoções.
O samba exala poesia; no repertório teve: Luiz Carlos da Vila, Cartola, Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues.
Foi o maior sarau sambístico que já havia ouvido nos últimos tempos. E no melhor estilo! Bem informal e artesanal.
Nas apresentações e ‘palhinhas’ estavam figuras típicas do samba gaúcho: Alemão Charles, Chimia, Tuta e muitos amigos como Xexéu do pandeiro, Kako e Duda. O que não esperava era a presença ilustre de um rapaz. Nada menos que o bandolinista Henry Lentino. Fiquei embasbacada com a sua apresentação e talento.
Meu Deus! QUE DOM!!! - pensei.
O público vibrou e eu me encantei.
É incrível mas o ditado faz jus mesmo: Quem canta seus males encanta!
Como a música move a minha vida e me revigora com energias positivas.
Vá explicar... Foi uma energia ímpar algo que só quem viu saberá confirmar!

quinta-feira, novembro 24, 2011

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entende~..

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entender situações da minha vida e porque não - me surpreendendo com outras tantas. Buscando entender minhas falhas, meus defeitos(não sou fácil) e aprender que espiritualmente todos nós temos uma “missão” espiritual a cumprir. Esta é, pessoalmente para mim, a resposta mais plausível para detalhes que passaram em minha vida. Não se considera sorte, muito menos azar nos percursos. Viver simplesmente é: dar a cara a tapa! Eu fiz isto.
Me machuquei, vibrei demais com minhas conquistas e o meu grande trunfo foi ter o meu filho. Descobri o real sentido da vida com a maternidade. O resto se tornou r-e-s-t-o pois amores surgem, ficam ou partem. Amor de filho, não!
Tirando os louros de ser mãe trilhei como um eremita por estes anos todos. Era eu e somente o meu Eu.
Meu amor partiu e com ele sorvi o verdadeiro sentido do que é amar... Pois encerrar um grande amor não foi fácil... Cometi erros e falhei muitas vezes. Dele eu penso que foi um enredo que findou pra ficar apenas na memória ou no coração. Restou foi a saudade sadia de um tempo gostoso que vivi. Como diz Roberto Carlos:



“Você foi...o caso mais antigo, o amor mais amigo que me apareceu; a mais estranha história que alguém já entendeu. Das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto de ter(...)E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez...”.


A gente tem ciclos e estes ciclos; encerram. Acredito nisto. E neste mesmo patamar da linha do amor tenho uma grande missão que é, hoje, cuidar do meu filho. Tenho, também, os meus sonhos(ou devaneios?) de uma pequena menina que ainda insiste em se embalar num balanço curtindo a brisa das estações. Sou romântica e AINDA acredito no amor. Só gostaria de acreditar num novo amor, sabe?
Já estou achando que passei do ponto. Pois esta coisa de objetivos e propósitos não fecham comigo. Eu sou sinestésica e tenho que bater o olho para dar aquele baque!

Sim!

Baque!

Disparar o coração, suar as mãos... E parece que isto não vai acontecer mais.


Será porque fecha com aquele ditado que na vida amamos somente uma vez?
Enquanto isto:

Busco a minha paz...

terça-feira, junho 14, 2011

Estratégia, foco e ousadia

Como as cinzas do vulcão chileno são passageiras talvez o que tenho a falar aqui também seja passageiro. Ando meio Iansã.
Dando trovoadas na verbo sentimental.
Será que vocês me entendem?
Acho que pode ser alguma coisa hormonalmente comum em mulheres ou talvez não.
Talvez TPM; talvez não. Só posso garantir que é algo como um sinal de mudança.
Ousadia é a palavra.
Até porque neste meio jeito meio abduzido escondo um poço de infindáveis sentimentos.
Sou menina e sou mulher; sou nascente e sou correnteza; sou brisa e sou ventania.
Venho de conflitos, tive histórias como qualquer ser humano que tenha se permitido amar alguém na vida tenha passado por histórias de perdas e conquistas. A ‘carga’ vivencial me deu etiquetas, aprimorou meios freios e aguçou minha racionalidade. Hoje sou muito mais eu do que há 15...20 anos atrás.
Deliciosamente mulher, vigorosamente mãe e docemente menina.
E pra viver um amor novo ou grande amor hoje só com muita sorte. Não começo mais do zero e não aceito certas subjeções.
Homem tem que ser com H maiúsculo em negrito e sublinhado. Do contrário, prefiro as lembranças do meu passado ou as aventuras do meu presente. E falando em presente que resolvi ousar o salto do medo, do receio e me permiti ser eu mesma!
E descobri que vale a pena se permitir, deixar acontecer sem pensar no amanhã. Pois não posso viver de promessas e esperas.
Eu sou carne e sou alma. As duas coisas juntas pulsam por Vida no seu mais intrigante jeito de agir: tendo os cinco sentidos circulando na órbita da surrealidade, da realidade, dos sonhos e principalmente, da racionalidade.
O mundo de sentimentos também vive da “logística” como ter “visão das coisas’ que se passam na nossa vida. Estratégia, foco e ousadia neste meu momento estão em evidência.

quinta-feira, maio 12, 2011

Vale a pena é aperitivo!

Eu estou devagar aqui no Satélite; reconheço. Agora já pararam para pensar que estamos no mês 5 do ano?
Cinco gente!
Praticamente me-ta-de do ano! Estou descendo a rampa e não estou sabendo! Só pode! Ando bege com a vida corrida que a gente tem.
Abril passou e comemorei o aniversário do meu filho. Meu menino festeja junto com o seu Santo Protetor que é São Jorge! Portanto, além de ser o seu dia é para mim, um dia abençoado pois é Dia de São Jorge meu santo que sou devota há seis anos por “N” motivos(se alguém quiser saber está aqui no blog); só pesquisar.



Todos os anos, no dia 23 de abril, dou um jeito de ir a Igreja São Jorge da capital. E não tem uma vez sequer que não pise lá e não sinta uma força mágica da Casa de Deus. Eu choro. Este choro não tem origem; apenas emoção. As lágrimas correm em minha reza. Vá entender.... Emoção em agradecer por ter saúde, por ter sabido tocar a minha vida de forma digna e ser uma boa mãe. Agradecer pela saúde de meu filho e pessoas que amo além das bênçãos conquistadas.
As vezes(papo de mãe gente) olha meu filho e lembro dele “pequitito”, no meu colo, todo-todo de gemidinhos e olhares que me deixavam cada vez mais apaixonada. E esta paixão agora é uma realização! Amor sublime que a gente tem por nossos filhos, né mamães do Satélite? Ele tem sido um anjo de menino. Está mais comunicativo, meninão mesmo; antes era muito chorão e só queria saber da mamãe.
Enfim, abril foi assim.

Me foquei que faria um aniversário em família - em casa mesmo - e outro na creche com seus amiguinhos. A loucura dele são por seus coleguinhas. Escolhi o Tema: Cinemateca do João Vicente Tudo porque o meu pequeno tem uma fissura por filmes. Assiste um atrás do outro. Ama. Tem gente que olha para mim e diz: “ – Quem diria Fabi! Logo tu que não é chegada com filmes!”
É vero...


Não gosto de filmes.E o meu pequeno é apaixonado por filmes. Por este motivo achei que cairia como uma luva fazer um aniversário temático de Cinema!


As lembrancinhas foram DVD da Turma da Mônica vai ao Cinema e uma tira de pulso em formato de rolo de filme. Teve muitas pipocas, bolos e salgadinhos.
Eles amaram!
Me deu uma canseira, estourei a coluna no dia pois montei o cenário da sala sozinha.
Agora, olhar para estes rostinhos, cá entre nós: Vale a pena é aperitivo!




PS: O festinha de aniversáriofoi em maio pois o 23 de abril deste ano, era véspera de Páscoa e achei mais viável comemorar em maio na escolinha dele.

terça-feira, abril 05, 2011

Peripécias do João Vicente - Parte IV

Faz tempo, com certeza! Nunca mais contei das Peripécias do João Vicente. Inclusive abordei o assunto se faria ou não um blog só pra contar esta loucura divertida que é ver meu filho crescer e descobrir o mundo. Meu Satélite Abduzido, desde que ele nasceu se tornou tão maternal que acho que seria uma blasfêmia tirar detalhes como estes que abordarei hoje. Falo do jeitinho dele. Do modo dele falar com seus quase quatro anos(Dia 23 de abril seu aniversário). É normal nesta fase ele usar uma espécie de linguagem do “Cebolinha” da Turma da Mônica, ou mais especificamente, no seu mais nobre e autêntico – próprio - modo de falar . São tantas coisas engraçadas que não colocando aqui achei que contaria depois. E não. Só o fato de não ter registrado muitas delas eu acabei esquecendo. Que pena... Portanto, o ideal é falar, ouvir e já postar! É um amor esta idade. Eles são bebês mas falam! E agora abordam o que pensam gesticulando de modo tão comovente... Vamos aos tais assuntos que hoje falarei: 1ª Episódio:

O Sol e a Lua

Volta da creche é sempre regada de muitas conversas.

Certo dia, junto com a vó Vera e o vovô Dalton curtíamos o pôr do sol do Guaíba entre uma avenida e outra.

De repente eu falo:

- Olha lá filho. Dá tchauzinho pro sol. Ele tá indo embora. O que é que vem no lugar dele?

- Eu sei mamãe! A Lua!

- Isto meu amor, quem mais?

- A Buxa Kéka

- Bruxa Keka João Vicente? Por quê? Filho! Vem as estrelas!

- Tem estela. Mas quando fica esculo vem a Buxa Kéka também mamãe.


Aí expliquei que não, que a bruxa não existia e que era para ele acenar para o sol pois ele já estava indo embora.

Aí ele me larga:

- Mamãe! Não quelo dá tchau pu sol!

- Porque meu filho...

- Porque ele não tem “ôlho”!


Rimos todos no carro e avisamos que o sol era tão alegre, tão amarelo que não haveria possibilidade de enxergar os olhos dele, como boca e nariz.

Da onde ele tirou estas idéias?

rsrs Crianças...

ASSIM...

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

Clarice Lispector


FRASES QUE GOSTO:

O que é a palavra por Fabrício Carpinejar:

" Intrigar, provocar, emocionar e não deixar que a palavra seja somente palavra. A palavra é muito ambiciosa, acredita que é mais importante do que aquilo que nomeia. A palavra serve ao poder quando é no despoder que abrimos a guarda. Exerce hipnose de dicionário e enreda poetas na metalinguagem. A palavra é a vaidade de dizer, mas só existe porque o silêncio ainda não é paz. Sou desconfiado com a palavra. Um poema se faz pela falta de palavras. Quanto mais próximos chegamos do toque, do afago, mais estaremos dizendo. "

“Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.
Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós; deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito, mas há os que não levam nada; há os que deixam muito, mas há os que não deixam nada.
Esta, é a maior responsabilidade de nossa vida e prova evidente de que duas almas não se encontram por caso” (A. de Saint-Exupéry)


"Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te." Friedrich Nieztsche

"E se me achar esquisita, respeite também, até eu fui obrigada a me respeitar." Clarice Lispector

"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são." Friedrich Nieztsche

"A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo."

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca." Clarice Lispector

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