quinta-feira, agosto 26, 2010

MÃE CONDÃO DE DEUS

Notícia gostosa; leitura de marejar os olhos(Pra não dizer chorar, né?).
Nós, mães, sabemos o quanto um filho representa em nossas vidas irão concordar comigo agora:
Esta reportagem que saiu no mundo inteiro (http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI166350-17729,00.html) foi a prova mais fiel - e forte - deste universo, que Deus existe e que Mãe, realmente, é muito mais que uma palavra sagrada.
MÃE É VIDA!
Olha, só de relatar aqui eu já fico arrepiada, quanto mais presenciar isto que aconteceu!
A australiana Katie estava no hospital para dar a luz aos gêmeos de 27 semanas, Emily e Jamie Ogg .
Foi quando, ela e seu marido souberam que, depois de inúmeras tentativas, um dos gêmeos – Jamie - pesando 900 gramas, não havia reagido aos sinais vitais vindo a óbito.
Numa espécie de ritual na rotina os obstetras entregaram o filho morto aos braços da mãe.
Muito emocionada, junto com o marido, ela ferrenhamente tirou os tecidos que o embalavam e como um DOM, e também MÃOS de Deus começou a acariciá-lo.
Entre carinhos e lágrimas ela sussurrava palavras abençoadas que todas as mães costumam dizer para os seus filhos.
Katie fez isto e muito mais.
Ela tinha ali a fé de que seu filho não iria embora.
Foi contando a ele como veio ao mundo, que era pequenino, que tinha uma irmã e uma família linda.
E lá ficou, entre beijos e carinhos, emitindo o calor mais divino que um recém nascido possa ter: o calor materno.
Foram duas horas junto a ele.
Até que ela, num gesto espetacular resolveu com o seu dedo dar um pouco do seu leite materno. Lágrimas e a surpresa!
O menino veio a tona para a Vida! Emergiu num suspiro só com sua respiração.
Foi a maior prova de que temos muito que aprender com este mundo!
"Há mistérios entre o Céu e a Terra em que a nossa vã filosofia não alcança". E a medicina jamais alcançará! Jamie Ogg estava vivo!!!
Katie com seu toque, com o seu cheiro teve em seus braços um milagre: Seu filho 'RESSUSCITOU'!
A mãe afirma que foi o contato da derme, o calor e suas palavras, juntamente com seu abençoado leite materno seu filho acordou para o mundo.
Este é um método conhecido por ‘mãe canguru’, que também é aplicado em hospitais brasileiros, supõe que as mães se tornem incubadoras humanas, mantendo o bebê aquecido.
Sabe-se que os bebês de baixo peso que são tratados desta maneira possuem menores taxas de infecção, padrões de sono melhor e menor risco de hipotermia.
Mas casos como o de Kate desafiam a ciência.
Eu sei, ninguém precisa me dizer:
FORAM AS MÃOS DE DEUS.
LINDO! LINDO! LINDO!

domingo, agosto 22, 2010

Amor Secreto

Aos pouquinhos vou voltando ao blog! Muito tempo de férias, né? Mas eu precisava. E aconteceram tantas coisas boas, outras ruins como uma despedida de uma matriarca para outra vida. E hoje, lendo o jornal(mais uma vez, eu sempre amo ler este cronista) leio a coluna de Paulo Sant'Ana. Ele falou, na ótica dele, algo muito peculiar na visão do amor! E como vocês sabem, eu adoro falar de amor.
Divido com vocês e, em breve, muitos e muitos posts!

"Falemos de amor. Deixemos de lado as questões graves e profundas que nos cercam e mergulhemos nesta ânsia infindável de felicidade que domina o homem sobre a Terra.
Em realidade, a vida não é mais que a busca da felicidade. E, trágica ou sublimemente, o homem só se faz feliz pelo amor.
A única forma de ser feliz é amar. A tristeza não é outra coisa que a ausência do amor. A depressão é quase sempre detonada pela absoluta impossibilidade de acesso ao amor. O amor é o único veículo que encaminha para a realização.
Pode ser o amor sexual, entendido assim como o de uma mulher para um homem ou o inverso ou o recíproco.
Pode ser o amor a uma causa, o amor ao próximo, o amor até a um objeto, a um conjunto de coisas materiais ou afetivas, o amor ao próximo, que incendeia as almas e os espíritos dos religiosos e dos samaritanos, aqueles que atingem a suprema felicidade da existência ao doarem-se generosamente aos seus semelhantes.
O tipo de amor sobre o qual eu gostaria de discorrer hoje é aquele sentimento romântico de um homem sobre uma mulher ou o contrário.
Aquele amor que em última análise importa mais do que tudo porque é dele que emana a sobrevivência da espécie humana.
Aquele amor que leva à animalidade, mas no caminho é adornado belamente por uma pureza de sentimento, por um querer bem, por uma eleição magnífica, por uma escolha fulgurante, por um encontro, um achado casual ou procurado, mas sempre secretamente esperado dentro da aptidão que os seres vivos devem sempre manter para amar, se quiserem ser felizes.
O que eu queria dizer é que não há nada mais delicioso no amor que mantê-lo sob segredo, sem que o alvo dele conheça o seu crepitar. Em suma, não há nada mais entusiástico no amor do que o desejo. Goethe, um dos maiores pensadores da raça humana, tocou nisso magistralmente:
“Vou ébrio do desejo ao prazer. E no prazer, ah que saudade do desejo!”.
O namoro, o flerte, a amizade dissimulada e o amor cercando essas escaramuças, mantido em segredo.
O instante mais ardentemente saboroso do amor é quando se está perto da pessoa amada, quando se a vê ou com ela a gente se encontra todos os dias, ela está bem próxima de nós, conversa conosco, convive conosco, mas desconhece que a amamos.
Talvez o tempero mais picante dessa relação de cuidados e estudos mútuos seja que ela desconfie de que nós a amamos.
Que um e outro suspeitem que se amam. Este é o momento eterno e infinito do amor.
Eu sempre achei que o amor começa a terminar quando ele é declarado. A sentença de morte do amor é “eu te amo”.
Esta revelação é sinistra, ela carrega em seu conteúdo a destruição do amor.
Se se pudesse – e não se pode – levar o amor em segredo ou em suspeita por todo o tempo, jamais se perderia o amor, jamais o fastio ou as outras todas nuanças que tornam o amor finito se deflagrariam.
Tanto que o que leva o desejo a tornar-se exercício do amor é o medo da perda. Quando na verdade a perda é originada somente pelo amor concreto e exercitado.
Em toda a minha vida, os únicos grandes registros de saudade, dignos de serem recordados como momentos da mais plena felicidade, foram aqueles em que eu sabia que amava e o objeto do meu amor desconhecia essa circunstância.
Ou, então, quando eu desconfiava profundamente de que estava sendo amado, sem que no entanto jamais eu pudesse me debruçar nessa certeza.
Como era estupendo saber que se amava, sem deixar que ninguém soubesse, nem a amada, do que se sentia.
Fingindo.
E é incomparavelmente grande o deleite de imaginar-se que aquela a quem se ama finge apenas que não nos ama.
Só enquanto isso, é grande e infindável o amor.
Quando ele se decifra, morre.
(escrito por Paulo Sant'Ana em 1994 - http://www.zh.com.br/)"