terça-feira, janeiro 31, 2006

Aqueles olhos...

Tem seres estranhos que te envolvem, emitem sinais altamente tecnológicos e virtuais.
Do nada, são abduzidos.
Somem. Fica o tato... o gosto, a lembrança de algumas histórias, muitas vezes sem algumas páginas.
Depois retornam com a graça e desenvoltura, como da primeira vez, em algumas vezes, confessam saudades, lembranças nunca imaginadas.
E aqueles olhos...
É bom entrar neste jogo de mistérios.
Tudo me hipnotiza.
Num alfabeto de questionamentos, eu tento decifrar a jogada.
O que será que pensa? Que faz, que trama...o que quer?
Ah ... aqueles olhos...
Eu já disse o que desejo, que aspiro para mim.
Sou aquariana nata.
Muitas vezes impaciente, ludicamente sonhadora ...
Porém, muito sensata em meus atos.
Estou aqui, agora, sem pressa.
Quero viver intensamente.
Não sei mais o que dizer. Mas gosto destas noites longas, de pensamentos bons...
O céu eu quase alcanço, sem nunca esquecer a minha realidade.
E aqueles olhos...
não sei...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Garotas da Laje






Tenho várias amigas que deveriam ser a Garota da Laje! Citando a primeira:

Laje I
A Laje de todas. Bah que mina mais engraçada. Tem um humor negro que me hipnotiza de um jeito sadio de enxergar a vida. De vez em quando ela me sabota fazendo miados e sons de bebês(só pra enganar a torcida). É obstinada por seus objetivos... mas tá sempre mudando! Pior que Calendário Rotativo. Gosto dela pra caramba.

Laje II
Agora, nesta encruzilhada da Vida, deparo-me com outra Garota da Laje... Vive com "síndrome de cinderela abandonada". Filosofa os psiquês dos amigos e, principalmente, dos ex-amores. Engraçado, que estas duas acima são chegada em filme de terror.

Laje III
Tem a Mor delas que é mais antiga com style de "barbie-mutante-revoltada", é doce feito um manjar, mas conspira um lado meio de Iansã com São Jorge(juntei as duas religiões pois a mina toma chimarrão com leite quentE e, soube da última que pediu picolé de milho para a mãe). Esta barbie não admite injustiças. É a própria Garota da Laje que, também, adora virar charque no sol.

Laje IV
Puh! rsrs Tem outra bem doida... vivia numa redoma de vidro de "made in matrimônio". Saiu da jaula e enlouqueceu! É laje pois, por ela, o mundo não precisaria adormecer para descansar o corpo e a alma. Esta, tá sempre com os ossos em pé.

Laje V
Garota da Laje V é uma alemôa doida com uma gana de samba que nossaaaaa!!!! "Prest-anção!", como ela diz. Tá em todos os ziriguindum e tem um charme de luz própria! Tá sempre querendo saber: ‘qual é a situação’. Deveria trabalhar da CIA ou até mesmo na máfía dos "póóóóórco Diiiooo". Misteriosa que só ela...minha Garota da Laje V!

Laje VI
Tem a Garota da Laje do samba da antiga! Porta-voz do tamborim. Se Beber, encarna a Mônica, do Maurício de Souza! Só falta andar com o Sansão ao lado. Mas tem um senso, enorme, e, por vezes, comovente, de ajudar o próxima com justiça. Não mede limites para falar as verdades.


Enfim, estas são as minhas Garotas da Laje! Amigas Ets, literalmente, inseparáveis... Tenho mais delas ...são tantas ... hoje, me inspirei nestas!



domingo, janeiro 29, 2006

Praia do Rosa - Parte II







"Então"... como dizem os paulistas...
Vou relatar a segunda parte desta misteriosa e pitoresca viagem, de 1997, à Praia do Rosa/SC. Lembrando o início, acordávamos todos os dias com mugidos de bois, vacas, lembram?
"- Ah natureza pra cá; ah natureza pra lá ..."
No entanto, com o passar do tempo foram, realmente, incomodando os sons daquela região. Mas o pior estava por vir... ainda mais depois do que descobrimos...
Não tínhamos relógio para cronometrar o nosso dia-a-dia ! Acostumadas com a formalização dos modos urbanos, aquela preguiça praiana nos levava, homeopaticamente, a um espécie de afronta às regras civilizadas que tínhamos em Porto Alegre. Esta abdução de ponteiros, horas, minutos e segundos... fez com que perdêssemos, por total, o certo e o errado dos turnos. Não tínhamos noção de absolutamente nada nos horários!
O lema, que era para ser "dormir depois da meia-noite e acordar depois do meio-dia"...deu-se ao contrário. Dormíamos ‘com-como’ as galinhas e acordávamos com os galos e bois!
Era chegar o manto da noite que nossas pupilas dilatavam e o sono invadia nossos corpos. Ahhhh que preguiça....
Todo dia, ao amanhecer, fazíamos a procissão para chegar à praia. A caminhada era regada de muitas conversas e expectativas de se deparar com o mar inspirador e de areias limpas. A ida era puxada. Pernadas e mais pernadas, mato, mosquitos, sol forte e estradas de areia recortadas por erosões(aliás, boa pedida para virar e quebrar o tornozelo).
Tuudo por um objetivo: chegar a praia!
A chegada ao templo sagrado de Iemanjá era regida por um silêncio alegre. Enfim, um clima de paz e sossego. Pudera, né? Estávamos diante de um paraíso! Areias fofas...branquinhas... (ahhhh que saudade...)
"-Meu Deus", pensei! Era um lugar muito aprazível.
Já com as cadeiras, confortavelmente acomodadas, sentávamos feito ‘’budas’’ olhando fixamente ao horizonte do mar! Pensando...pensando ... silêncio... silêncio...(rs... fico uma doce louca sorrindo nesta tela, só lembrando dos episódios engraçadíssimos desta viagem). Que duplinha, hêim!?! Ambas apresentavam um senso cômico que provocava risadas até de nossos maus-humores.
Fechava o dia e lá vinha a lembrança de A-Z, com o deboche de nossos defeitos e qualidades. Rir... como ríamos... Alías sou uma guria alegre, que gosta de dar risadas trovejantes! E a Cassi era assim também! É terapia rir das próprias ‘tragédias"!
E, agora, vem o mais estranho de tudo.
Sempre ao anoitecer, iámos para a frente da casa...Tudo para curtir a brisa, as estrelas e tomar um chimarrão. À nossa frente, morros e mais morros, luzes e mais luzes. Eram sinais de vida. Casas, barracas...um vilarejo vivo! O resto? Nada de postes, iluminação urbana, calçamentos e bares. Na verdade, tudo era muito primitivo, simples.
E, na primeira noite, veio a surpresa:
Nos quatro costados daquela praia, havia uma espécie de "Brasiltelecom do Gogó"! Urros, grunhidos, berros, assovios, sons de passarinhos e muito grito "A la Tarzan e Jane", atravessavam, DO NADA, quebrando mais que a "barreira do som", uma espécie de comunicação de ete's.
Para entrar no clima, todos as noites participávamos das conversas extra-terrestres. Mãos alinhadas em forma de túnel na boca e lá íamos nós nos comunicarmos com eles:
"- arghhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii", berrava uma.
‘- uuuuuuuhhhhhhhhuuuuuuuuuuuuu! Iiiiiiiiiirrrraaaaaaaaaaaaaaaa! Uhhhhhuuuuuhuuuuuu", gritava a outra.
E foi assim... nossas noites. Depois sofríamos com a rouquidão matinal!(será que eram sinais de marcas dos etes? A garganta ficava destruída!!!!
Até hoje me pergunto a finalidade daqueles gritos.
Alguém sabe me explicar este tipo de expressão na calada da noite? Eu já tentei e não obtive respostas ....
Com os dias fomos conhecendo figuras estrambóticas! Uma delas é o guri, estilo Supla, que contarei no próximo e último capítulo desta viagem....

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Vida afora...

Por esta vida afora, você há de ver...
Por esta vida afora, você há de convencer...
Que lindas mulheres conhecerás...
Que mundanas mulheres beijarás...
Talvez pela ânsia da loucura...
A ânsia masculina...
Em infindáveis desejos conseguirás...
Viver de momentos...
Momentos de tamanho ocultismo...
Estrelas serão sua luminária...
Raios solares serão seu sinal vermelho...
Guardarás em seu cofre olfativo, o perfume feminino...
Cabelos de todas as espécies, talvez, guardarás...
E mesmo assim não lembrarás sequer de mim...
Irás bordar o seu nome, em muitos sonhos delicados...
De muitos olhos magoados...
O seu olhar estará imerso...
Contra a uma realidade que, um dia, lhe pertenceu...
E a maturidade provará em seu caminho...
Que nunca encontrarás pela vida afora...
Amor como este...
Que no momento chora...



Fiz esta poesia em julho de 2000. Resolvi hoje, lembrar dela pois estes dizeres vieram como uma luva a tudo que revivo agora. Vida afora ... é bom saber...

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Relembrando: Praia do Rosa/SC, 1997 - Parte I


Certa vez, em março de 1997(senão me engano!), fiz uma viagem com uma louca amiga, da qual a chamo carinhosamente, de Casseta!
Então!
O local: Praia do Rosa/SC.
Detalhe: terceiro mês do ano. Época de volta as aulas, comércio bombando, enfim, o país voltando a funcionar!
Uma casa alugada para a dupla "el estilo Telma e Louise"! (Que pressão, hêim!?!)
Éramos cômicas personagens: A abduzida Fabiana e a taurina Casseta.
De mala e cuia, fomos literalmente, "viajar" naquela estrada cheia de erosões e praias de poéticas exaltações à Vida. Aliás, lembrando das estradinhas desta praia, o cárter daquele carro foi pro lixo...coitado...
A praia do Rosa estava, praticamente, habitada por nativos barrigas-verdes e, muitos(mas muitos, viu?)...muitos ets.
Além dos apetrechos praianos, como roupas e cadeiras de praias carregávamos, também, detalhes bem urbanos! Nossa alegria, naquela viagem, era a presença exuberante da TV 14 polegadas. Tudo, somente para acompanhar os ‘babados’ da semana no país e no mundo. Você deve estar se perguntando: "Pra que televisão numa praia?". Ora, amigo(a) do satélite, nada pode ficar fora de órbita para uma viagem de mais de uma semana. Subitamente, surgiram os indesejáveis imprevistos...
Primeiro deles foi achar na casa...Que dificuldade achar uma rua sem nome e sem número(dava até tema para samba isto)...
As protagonistas: Casseta, mulher de faca na bota, que rosnava as dificuldades da localização da casa e eu, abduzida, coligada a outro planeta de nome misterioso, sem responder a tantas perguntas e súplicas de ajuda. Óbvio que, para localizar, foi pior que procissão em pleno sol de 40C°. Um carro, sem ar condicionado e, muitos sons estridentes , tipo, ‘qqqquuuuurrrr’ do cárter que ‘berrava’ com cada guerra das arapucas de buracos daquela estrada. Ufa!!!!
Depois de uma hora achamos!
Segundo imprevisto. Ao acomodarmos nossas malas e tralhas de férias, pegamos, delicadamente a TV 14 polegadas, que estava programada para ser a companheira de muitas preguiças noturnas. Ligamos na tomada. Deu(deu nada caralho!!!). A TV, decididamente, não quis 'pegar' os canais "UF-não-sei-o-quê". É...acreditem... não ligou MERRRRMO. A partir, destes detalhes, nos deparamos a conviver com n-a-d-a de eletrônicos. Som no carro? Até poderia...mas tudo era contado por míseros minutos para não detonar a bateria(como voltaríamos depois?).
Terceiro imprevisto: Conviver com sons de bovídeos a todo momento. No começo era lindo ouvir "ah natureza! A natureza!", dizíamos...romanticamente. Barbacena mané!!! O tempo foi passando e os mugidos aumentando... algo estranho, nos atormentava...
Quarto imprevisto: Nossos "bom dia" matinais(rsrs) eram regados de puro(sadiamente dizendo) mau-humor e silêncios absolutos. Claro que, no final do dia, ríamos daquele ou aquele episódio de cenário caipira. Além de nós...só nativos!!!! Aí, que vem no próximo capítulo...
Preparem-se... relatos de outro mundo!
Eles emitiam sons estranhos... (aaaaaaaaaaaaahhhhhh)

Vagando na música...





Bateu uma vontade de ouvir uma balada(melhor acompanhada, mas....) do álbum New Beginning, da Tracy Chapman. Ah... a abduzida, aqui, já foi e voltou(nossa!) Baixou a pressão com esta música. Fui a lugares extraordinários, literalmente, paradisíacos ou, simplesmente de pura fantasia e paz. Sabe que foi bom relaxar assim, vagando nos pensamentos? Mesmo que a realidade seja bem diferente. Atenção! Vou deixar claro aos meus etezinhos que estou bem e de sossego comigo mesma, ok? Cá entre nós, estas músicas levam nossos pensamentos sem sequer, coordenarmos. Tudo isto, pois andava querendo resolver a minha vida ‘pra ontem"! Bum!!! Confessei. Tenho mania de resolver meus problemas ‘pra ontem’...(tirando, claro, os problemas falidos do financeiro ....) Não!!!!! Decididamente mudei! Eu tinha esta tendência de traçar meus planos de ‘A a Z’ em meus mapas atrais do financeiro, amoroso, e trabalhista. Dava caaaaada cruzada neste mapa de ferramentas governamentais do dia-a-dia que acabava virando, um caos, estes indesejáveis imprevistos. Aliás, eu odeio imprevistos. Por isto não programo mais nada. A não ser a minha viagem a Vila Velha/ES(tudo na vida tem as suas exceções) onde fui obrigada a antecipar a compra, nada adocicada, da passagem aérea. Do resto, se calcular, não dá certo! Depois de ouvir, certa vez, uma frase "só me preocupo com o amanhã!", resolvi encarar este lema. SÓ ME PREOCUPO COM O AMANHÃ. De vez em quando eu sonho, penso ...programo, em seguida, despenco na realidade "a lá rodriguiana". Portanto, quero seguir neste embalo do presente. Em homenagem a esta filosofada do meu satélite, convoco aos meus amigos Etês a curtirem este álbum da Tracy. Aí vai a tradução dela que me levou a abdução(Vale a pena conferir este álbum):
Tracy Chapman - Give Me One Reason (tradução)Me dê uma razão pra ficar aqui ou eu vou embora
Porque eu não quero te deixar solitário
Você tem que me fazer mudar de idéia
Baby eu tenho seu telefone e eu sei que você tem o meu
Você sabe que eu te liguei, te liguei muitas vezes
Você pode me ligar baby
Você pode me ligar a qualquer hora, mas você tem que me ligar
Me dê uma razão pra ficar aqui ou eu vou embora
Porque eu não quero te deixar solitário
Você tem que me fazer mudar de idéia
Eu não quero razões para me apertar
Elas podem tirar minha vida
Só quero alguém pra me abraçar
Pra me "balançar" durante a noite
Esse coração jovem pode te amar, sim, e te dar o que você
precisa
Esse coração jovem pode te amar, garoto, e te dar o que você
precisa
Mas eu estou muito velha pra te perseguir, e gastar minha
preciosa energia
Baby só me dê uma razão
Me dê só uma razão por que
Baby só me dê uma razão
Me dê somente uma razão por que eu deveria ficar


Porque eu te disse que te amo e não tenho mais nada pra dizer

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Animais ...seres amigos, sempre...


Sabe que hoje eu não fui abduzida e sim, me enterraram de fatos xaropes que não vem ao caso desabafar. Hoje, literalmente, comecei o dia com o pé esquerdo. Sabe quando tudo dá errado? Até me esforcei mas... não deu certo. Aquele ditado diz tudo: "eu vou morrer e não vou ver tudo!"(né, etezinha?)
Então... postando algumas imagens, neste meu blog, eu achei, sem querer, uma manifestação, em defesa dos animais que enviei, em 2001(é ... além das lentes estarem seca nos meus olhos, eu ainda, consegui achar esta imagem) para o Paulo Sant'Ana. Curta e grossa depois de algumas decepções do dia ... resolvi 'bostar' isto hoje...
Aí vai ...A imagem era para estar abaixo deste texto. Não sei que cargas d'água ficou aí em cima, tudo bem. Tem que clicar na imagem para ler meu apelo de paz a esta raça que, regada de amor e carinho é mais inofensivo que "peixinhos a nadar no mar"! Não imaginava que fosse publicar... adoro seu modo de escrever...sempre acompanhado de uma linguagem literária. Gosto disto. É o MEU MUNDO! Voltando a falar desta raça Rottweilers, o Barthô, meu gato lindo, está vivo, até hoje, Graças a bondade do Max, cão dócil e fiel!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Peleia da resposta instantânea!


Este blog vai ser para relembrar episódios engraçados causados por esse meu jeito aquariano de ser.
Certa vez, em tempos atribulados da faculdade, resolvi ligar para uma colega no intuito de tirar dúvidas sobre a famosa 'maldição da régua Paica", cadeira de Diagramação da faculdade de jornalismo, quando ainda não existiam (ao menos para a PUC/RS) os Quarks da vida. Cálculos, regras, medidas, nunca foram o meu forte. Então, tudo que me deixa nervosa causa uma espécie de curto-circuito ao dialogar com seres humanos. Vocês me entendem? Era o "Dia D"! Pego o telefone e digo: - "Alou! A Letícia está?", perguntando apressadamente.
Um voz estranha, que nunca havia ouvido, responde:
- Não!
Aí, novamente meu satélite cerebral foi abduzido! Em vez de deixar algum recado ou agradecer a informação...bum! Respondi:
- QUEM GOSTARIA DE FALAR COM ELA?
Do nada, um silêncio avassalador ... Ambas, eu e a estranha, ficamos sem o que dizer. E dizer o quê numa horas destas? Minha pressa na resposta, meu vácuo mental e a ansiedade falou por nós duas naquele momento. Desliguei sem dizer, pelo menos, um tchau. Não é a primeira, nem a última, situação que me ocorre destes imprevistos verbais. Esta peleia de respostas instantâneas, definitivamente, me abala... Ocorreu, também, em meu trabalho, o dia em que o segurança da portaria ligou informando que havia uma encomenda para mim e que era para eu descer. Em vez de agradecer com uma resposta do tipo: "-obrigada! Já estou descendo!". Não! Subitamente respondo: "tá! To descendo! BEIJOOOO!" ... Óbvio que o deixei literalmente encabulado com tal intimidade de mandar beijo.... Se pisam no meu pé e, rapidamente, dizem: 'perdão', eu, não menos rápida, digo: 'de nada!", em vez de "não foi nada". Se abro o elevador e me deparo com um vizinho, pela manhã(vejam bem: PELA MANHÃ!!!), digo alegremente "boa tarde" e não, "Bom Dia"! Troco os turnos, as etiquetas de respostas. Então tá. Improviso NÃO é comigo! É uma peleia gente...

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Abduzida no trabalho-parte I




Tenho manias estranhas que fazem, no mínimo, rir de mim mesma. Estava, há pouco tempo, diante desta tela de computador, concentrada. Do nada, uma pane! Pensava qual tema seria debatido com estas minhas abduções. Para minha surpresa, me pego com uma, das muitas, atitudes extremamente esquizóides. Acreditem! Fiquei, por mais de meia hora, com os fones de ouvidos ‘a postos’ em minhas orelhas, sem nenhuma música tocada.. no play...no volume. Até que um amigo veio em minha direção, e disse:
“- que música tá ouvindo?”, perguntou laconicamente...

Olhei para ele e fiquei sem resposta...
Gente! Muda foi pouco para aquela situação sem justificativa.

Porque cargas d’água estava com aqueles fones de ouvidos, se não estava escutando nada?

Meu amigo saiu...sem entender o porquê da não resposta.

De novo ...meu satélite foi abduzido...

quarta-feira, janeiro 18, 2006

NÃO DEIXE O SAMBA MORRER


Faz um tempo... devido a esta minha 'alma negra', o samba, sempre será presente em minha vida! Aqui, em Porto Alegre, existe um Bar...gueto...bunker do samba. O nome: Bar do Ricardo! Uma viagem...mas foi lá que achei a essência deste estilo musical... aí vai:

O Bar do Ricardo

No manto da noite, entre palcos da vida, surge, numa espécie de paradoxo de bares e casas noturnas da cidade de Porto Alegre, um espaço digno e genuíno do legítimo samba de raiz.
Quem acha que na terra dos pampas há somente as tradições do povo gaúcho, engana-se. O bar fica na subida da rua Caldre Fião. A propósito, esta leva o nome de honraria a um grande abolicionista e, também, carrega com histórias fantásticas do imaginário o mistério da morte e crença de Maria Degolada. Um espaço que desponta como um bar do povo. Sem distinção, o estabelecimento agrega todas as tribos de cores e classes sociais. Enfim, um bar para todos
Imantado num surrealismo da manifestação artística, cada cidadão que comparece ao bar não o faz apenas para beber e cantar, mas, sim, para enaltecer ao mundo, de forma pura, como um picadeiro, em quem canta seus males espanta. E como espanta!
São tantos fatos, tantos registros de celebridades do samba, que já marcaram um pouquinho da história no Bar do Ricardo, que basta agradecer a Nossa Senhora da Conceição por abençoar as quatro estações noturnas deste estabelecimento.
Como um bom samba, as músicas aglomeram verdadeiros relatos da escola da Vida, algumas calejadas do destino e a grande maioria uma overdose de poesia. Verte daí o melhor da simplicidade, o ápice da natureza bambista e da essência de ‘gente da noite’. Ah... Noel Rosa, Ataúlfo, Pixinguinha, Cartola, Nelson Sargento e Monarco... São tantos os menestréis que compuseram verdadeiras obras de arte das letras, que fica difícil designar tantos registros de devaneios de nossos corações. A estes imortais do samba e da MPB que surge o ensaio, a manifestação, o show doado pelas vozes do público e, principalmente, interpretado por carismáticos cantores, entre tantos, a nossa especial e amada vocalista Jô, do afinadíssimo Grupo Prometeus, banda da casa. São eles, a cavalaria de frente do Bar do Ricardo, que conduzem aos freqüentadores o melhor da festa, a magia de cantar o nosso samba!
Por fim, nesta alquimia de etnias, o Bar do Ricardo elege-se como espaço alternativo e diferenciado, designando-se, assim, ao seu topo de Quilombo Democrático de Bambas! Valeu Ricardo! Obrigada Giza, por agraciar um espaço 100% samba de raiz!

Lista cômica, vestígio 2005....


São inúmeras as vezes que paramos em algum momento do dia para refletir o certo e o errado nas atitudes de nossas vidas. Bom, 2005 foi uma enxurrada de indagações, né? Pudera. Separação, projetos desfeitos, sonhos enterrados e um plus, nada delicado, a ser mudado. Respirei fundo e fui. Primeiro desafio. Manter tudo que havia, de concreto e realizado, na minha vida. Um monólogo alegre! Eu posso, eu consigo! E deu. Praticamente uma gestação de mudanças e muitas, muitas dívidas. Segundo uma colega de trabalho minha, depois de uma separação levamos quase dois anos para nos reequilibrarmos. Ta aí! Gente, tô chegando ao fim!!!! Um ano? Tá quase chegando rsrs Resultados genuinamente positivos:
- Meu gato Barthô, em vez de ser, doado ganhou mais um irmão.
-O apartamento, imantado de sonhos matrimoniais, se transformou no apê da Fabi com muitas histórias pitorescas para contar!
-Virei amiga dos porteiros!
-Comprei um fusca de nome Valter (o kinder-ovo branco) que só "pega" após varias esquetes de micos, em todos os lugares ... acorda Valterrrr!
-Muitos documentos perdidos... aliás, tá na pauta do meu blog!
-Amigos caíram de pára-quedas. Mas também surgiram cada ET's... hummm Vou falar deles também...
-Ex-namorados, ex-amores... surgiram para piorar minha gastrite sentimental. Mas é bom amadurecer ... enxergar melhor... (falo disto também?)
E agora, terminado esse dezembro conturbado! Surge uma ‘mina nova’ pra morar comigo. Minha segunda ‘esposa’! A outra(ex) era uma Arthemis das mais ácidas e rebeldes, admirada amiga Gema! Temos um relacionamento pacífico, sem ciúmes. Já a atual é Psicóloga. Tá mais para uma convivência de osmose na psicologia ...quem é mais sequelada? Eu ou ela? Próximos capítulos!

Gema, minha velha e dinossáurica amiga...



Esta minha grande amiga, um dia, resolveu descrever alguns fatos da minha vida que muito me fizeram rir. Através deste depoimento engraçadíssimo resolvi alterar o meu blog e, ter como base inspiradora um SATÉLITE ABDUZIDO. Tá aí:

"Aí, tô pegando essa mina desde o segundo grau, então eu posso falar. A Fabissaura rex é meio esquisita, tem suas manias...desenvolveu uma linguagem própria, por exemplo, que só ela e os mais íntimos compreendem, provavelmente usada para se comunicar com seres de outro planeta. De manhã ela é apenas um espectro, mente e corpo não se encontram. E é melhor assim. Pela forma que com mostra os dentões afiados e o fio de veneno que escorre da boca, se morder, já era. Às vezes é abduzida para um universo paralelo (tipo "Fenda no tempo") e perde a conexão com a vida real. Daí ela sai com um pé de cada sapato ou uma escova pendurada no cabelo, em sinal de óbvio alheamento, uma coisa meio esquizóide. Em outras ocasiões, como na faculdade, cursou todo o semestre de fotografia sem estar matriculada (também, pra quê essas formalidades? Fabiana não é uma mulher de formalidades, absolutamente). Pequenas e silenciosas revoltas cotidianas contra o sistema. Tem uma forma muito particular (e por vezes detestável) de "vazar" quando a conversa não seduz, e hipnotiza as pessoas com um pêndulo invisível para que cedam a todas as suas vontades. É de uma cara de pau atroz, mas de uma simplicidade, honestidade e lealdade comoventes também. E, o principal: lê tudo isso a respeito dela mesma e ainda ri horrores. Porque essa mina é foda. É isso aí. Foda.Beijos, cabeção. Das minhas entranhas.Gema"