sexta-feira, setembro 22, 2006

Hormônios...rá...


Então! Com tanta alteração hormonal sinto-me como o personagem do homen-aranha, interpretado pelo ator Tobey Maguire.
Tudo muda em mim, inclusive o humor!
É ler uma mensagem de palavras mais profundas e adocicadas e ocorre um vazamento em minhas vias lacrimais; bem como, também, um deboche, mesmo que na esportiva da amizade, transforma-se, pra mim, numa agressão verbal baixa e sem pudor. Revido na hora.
E quando entro nos ambientes mais confortáveis de meu fraterno coração? Ir numa roda de samba com a nata de meus amigos, faz eu ficar feliz, calma. Porém, inesperadamente, do nada, começo a me sentir estranha, incomodada, desconfortável e vazo do ambiente em questão de minutos. Nem deveria estar expondo isto... Dizem que são sintomas normais... A revolução Farroupilha, ta, sim, concentrada em meus hormônios! Avante! Lute! Grite! Chore! Um ioiô de instabilidade emocional. Isto me angustia. Sempre fui centrada. Sou dona de engolir sapo... Agora, não engulo nem formiga; muito menos peixe(ops... esqueci de dizer que virei vegetariana rsrs)...
Enfim, mulher é um bicho esquisito porém, iluminado! Mas temos uma sina. Pela estatística de um estudo da demografia brasileira, constataram que nascem mais homens do que mulheres! Há décadas! O mudança do quadro é que, depois dos vinte anos, o número de mortes, por exemplo(só um exemplo mesmo! Pois tem vários fatores), de acidentes de trânsito, encerra a vida de 170 mulheres contra 780 homens(mais ou menos este índice matemático)! A imprudência, o modo desvairado de levar a vida acaba com a manada masculina! Que loucura....
Bom, voltando ao ser mulher, bicho esquisito, como eu, pode-se dizer que, uma gravidez mexe, move, muda, condena e, abençoa, por hora, a vida como um todo. São tantas sensações... Uma delas é a submissão de carinhos dos amigos, do amor ‘contemplado’ da gestação e, principalmente, da família. A sensibilidade choca a audição dos problemas diários, aterroriza a visão de olhos calejados da ótica ‘rodriguiana’ do que diz a vida, aguça o paladar e tortura o coração! Tudo é interpretado com um retumbância surreal.
O bom de ser uma futura mamãe é saber que um serzinho já vive, move e forma-se dentro de ti... Isto é literalmente lindo! A mudança do corpo, o sono que faz a inveja da galera “tributo ao Lexotan”, a preguiça de alma baiana, a fome que derruba qualquer “larica” dos seguidores de “Jah” e a sensibilidade do artista e do poeta, torna tudo mais profundo, mais intenso e inesquecível. Dizem que é só o começo... Sigo, portanto, o começo de uma aventura!

MEU MUNDO PAROU

Há alguns dias atrás, escrevi no post “Alma Gêmea”, certas frases que gostaria de compartilhar, de novo, com vocês. Ao reler, eu indagava “...Vida é um condão mágico. Ninguém sabe o que nos espera.”, ou “Ninguém conquista a resposta certa! São os mistérios que invadem, feito avalanches no nosso Eu...” ou melhor ainda: “Por isto que falo tanto do presente, de viver o momento e curtir “o agora”. O amanhã, ainda é uma incógnita...”.Mal eu sabia o que já estava acontecendo. Por isto que ratifico para viver sempre o presente, mesmo que se pague um preço por isto. Eu até tentei programar a minha vida. Fui ao endócrino. Com um batalhão de exames de sangue, todos com saldo positivo(Gracias!), encaminhei o projeto que estava sendo esquecido, o de emagrecer. Comecei a tomar Femproporex. Aliado a isto, conversava com P. sobre minhas mudanças e, ao mesmo tempo, sobre minha(nossa) total estagnação ao relacionamento, a dois. O negócio era desligar o motor e deixar seguir na proa do vento enfim, no balanço do mar.O mês de agosto foi assim.Cheio de objetivos mas, ao mesmo tempo, cheio de reticências. Meu físico tinha agenda e até assessoria de imprensa; já o minha alma, deixei entregue a Deus. Não queria a lógica.Preferi beber e sorver da fonte do sentimento.Só me baseei nisto.E vivi! Como!Patrolei, bebi, fumei, dancei muito....amei demais.No decorrer do mês e início deste(set), já há nove dias tomando o remédio, sentia-me vez que outra tonta. Achava que eram noites mal dormidas, comendo pouco(mas o ideal, muita verdura). Porém, meus seios doíam e a menstruação atrasava. Contabilizava seu 6° dia no déficit de ciclo biológico.Indaguei e me silenciei. Guardei pra mim.Contei para uma que outra amiga. A suspeita aumentava... Mas as hipóteses eram tantas, inclusive que o remédio, do qual tomava, havia alterado meu ciclo menstrual.E os dias passaram e não agüentei.Num domingo, comprei o teste de farmácia.Segunda-feira, as seis da manhã, estava a postos no banheiro para fazer este exame.O resultado?Positivo em segundos.... Aí veio o desespero. À tarde, fui fazer um HCG. E o resultado.... 537 URI/L(sendo que, para não-gestantes o limite é de 5 a 25). Segundo meu ginecologista: “- Você está gravíssima, deve, pelo jeito, estar já com 5 semanas!”.
Meu mundo parou.

domingo, setembro 17, 2006

Novidade e saudade

Fechei meu monólogo e, agora to criando um ante-projeto da minha vida!
Em breve, colocarei, mais lapidado o que invadiu meu dia-a-dia no mês de setembro! Esta semana, terão novos posts. Antes, não tinha cabeça para isto...
Serena, estranha e, ao mesmo tempo, feliz conseguirei expor a mais alucinada e mágica experiência da qual passo, neste momento.
Então, deixo aqui, um fragmento do meu dia, do meu olhar que percorreu( e quis percorrer), hoje, cada detalhe de minha infância no bairro em que eu vivi.
Acordei e fui almoçar com meus amados pais.
Com o carro, dirigi-me ao lar em que vivi os momentos mais inocentes da minha jornada!
O caminho era:
" seguir reto 'toda a vida' e dobrar a direita para depois, dobrar a esquerda."

Mas não!
Preferi passar, cantinho a cantinho, em todas as árvores, das quais me recostei para respirar melhor as frenéticas pedaladas de minha bike... Velhos tempos!
Olhei, laconicamente, para todas as casas, lembrando de todos os vizinhos que compartilhei de muitas histórias enfim, de fatos inesquecíveis de uma infância feliz.
Observei a rua do 'beco', uma espécie de atalho que ligava a Rua Márcio Dias com a Rua João Maia.
Olhei para o muro do colégio, que não tinha muro e sim, cerca... Fiquei a observar a praça que tinha bodes, porcos, bois e cavalos. Quase nada disto, existe hoje... Passei pela "rua do meio"... e lenbrei das reuniões dançantes, das festas juninas...ihhh ... tanta coisas...
Olhei casa por casa...janela por janela, garagem por garagem... infância...
Senti, em meu coração, como se fosse uma janela, mal fechada, que tivesse sido aberta, repentinamente, de minha adormecida memória. ]
Senti o cheiro, o clima, o som das árvores dos meus saudosos 13/14 anos...
Parei na esquina e fiquei... Fiquei por minutos parada.
Sim, hoje eu quis relembrar... o porquê da lembrança? Também não sei... Quem sabe esta semana eu elucido esta minha atitude!
tenho novidades e estou feliz!
Aguardem!

terça-feira, setembro 05, 2006

Tudo




Entre os meus rabiscos da Vida completo um álbum de interrogações. Por que tantas perguntas? Tantos conflitos? Personagens falam de um amor escuso, feito a lápis, maneira fácil de apagar , num papel rasgado, cansado de ser manipulado... Apenas mais um dia em que seria impossível viver do presente. E vivo. Portanto, encostada na quina do destino eu aguardo. O melhor e o pior de minha história. Não nego, confesso. Confesso que há momentos em que anseio que alguém, fulgaz desvende meu labirinto, em todas as suas charadas e curvas, alguém que tire os traumas, enfim, os espinhos do meu passado. Alguém que me surpreenda, diariamente, e faça voltar o sorriso de confiança congelado há tanto tempo em mim. Tolice? Não... quero despir-me de minha travas, meus freios, meu modo sindicalista de esbravejar o jogo do amor. Agora vivo. Com asas guiadas e vôo... Prefiro o salto, o mergulho jogado e espirrado do melhor da vida! Tire-me destas leis, por favor...

domingo, setembro 03, 2006

Satélite e o fantasma da moto

Madrugada.
Há alguns meses atrás, voltava para casa, de carona, com Bebê. Ao chegar na frente de meu condomínio, paramos para conversar mais um pouquinhos, mulheres sempre matracas... Nos despedimos e desci do carro. Ao olhar para o portão de entrada e saída dos automóveis, vejo ele se abrir, do nada. Ninguém constava naquele ambiente familiar.
Atravessei a procura do porteiro, o Zé, funcionário que trabalha apenas, na madrugada. Tenho que confessar que minha relação com ele é cômica. Quando entro com o Walter ele já sabe, só pelo acelerador meu grau de alegria! Inclusive, já foi manobrista pra mim, muitas vezes...rsrs
Foram tantas cenas engraçadas com este porteiro, que hoje, vou contar a mais hilária: A desta fria madrugada!
Retomando. Ao entrar e já conferir que o portão, regido num controle móvel da portaria, fora aberto misteriosamente, passei, então, a investigar o fato. Andava pelo condômino a procura de Zé. Já que não o tinha visto e, também, não entendia como aquele portão havia se aberto ‘sozinho’, resolvi caminhar e dirigir-me ao meu apartamento!
É óbvio que ele estava em algum canto! Mas onde? Até dei uma espichada ocular, na salinha da guarita. Imaginei: “deve estar no banheiro!”
Desisti de procurar.
Etílicamente feliz e abduzida por fatos do coração...fui caminhado até chegar ao meu bloco. Quando comecei esta caminhada, avistei uma moto, com farol altíssimo que cegava meus olhos.
A moto vinha na minha direção.
Nesta noite de sereno era somente eu e a moto.
Um combate de imagens de faroestes...
De um lado eu; do outro a moto cara de pau que insistia em colocar a luz em meus olhos.
Fui para um lado para desvia a ofuscada. A moto, vindo ao meu encontro, veio para o mesmo lado. Ela me seguia. Temi.
Neste momento, nos aproximávamos cada vez mais...
Então, ninja(eu sempre penso que sou ninja), passei para o lado oposto que havia realizado.
Né que a moto também seguiu ao meu encontro?
Aí pensei: Quem é que está bêbado? Eu ou este infeliz da moto?
Percebi, também, qua a moto era potente. Ou eu que estava surda(novidade!). Eu não ouvia a surdina dela(homens, falei certo? Surdina ou motor?).
E foi assim, por alguns segundos, que pareciam minutos. Um zigue-zague entre eu e a moto.
E chegou o momento da cruzada final.
Com a expressão de insatisfação visual, coloquei minha mão na testa para avistar e, ver bem, a cara do ladino.
De repente, o susto!
Aquele farol, potente, que me cegava, nada mais era que uma mega lanterna, segurada e guiada pelo cômico porteiro Zé!
Matei a charada! Dãããã~
Descobri que aquele portão, que se abria, do nada, no meu condômino, foi acionado a distância pelo Zé e sua lanterna!
Que susto!
Quando eu o contei, eram dois malucos rindo no pátio do condôminio!
Abdução minha?
Não sei...
Acho que tenho imaginação fértil demais para o meu gosto ou foi muito álcool naquela noite.
O faroeste de Satélite e o ‘fantasma da moto’ entrou na história de minhas distrações!
Ai bilúúúúúúú