segunda-feira, novembro 28, 2011

Quem canta seus males espanta!

Fim de semana é sempre visto como algo desejado e esperado já que nossos dias são regados de regras e horários a cumprir.

E este final de semana foi mais que esperado. Teve de tudo sadiamente dizendo: realizações e surpresas foram uma das muitas sensações que tive. Tirando o calor que já anuncia um verão babilônico; o domingo também foi regado de melodias e saudosismos.

Fui ao Gasômetro – ponto turístico dos porto-alegrenses que se juntam para tomarem um chimarrão e curtir um espaço que abrange caminhadas, vista do pôr-do-sol do Guaíba e várias outras manifestações culturais. Eu estava lá para assistir uma apresentação do Mestre Monarco da Portela - entidade do samba que ainda reluz e encanta nestes palcos da vida.
E onde tem uma estrela portelense do samba, tem sambistas sedentos de canto e sinfonia! Era um povo muito alegre que freqüentava aquele lugar.
Gente que canta poesia e histórias de vida imantadas de grandes emoções.
O samba exala poesia; no repertório teve: Luiz Carlos da Vila, Cartola, Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues.
Foi o maior sarau sambístico que já havia ouvido nos últimos tempos. E no melhor estilo! Bem informal e artesanal.
Nas apresentações e ‘palhinhas’ estavam figuras típicas do samba gaúcho: Alemão Charles, Chimia, Tuta e muitos amigos como Xexéu do pandeiro, Kako e Duda. O que não esperava era a presença ilustre de um rapaz. Nada menos que o bandolinista Henry Lentino. Fiquei embasbacada com a sua apresentação e talento.
Meu Deus! QUE DOM!!! - pensei.
O público vibrou e eu me encantei.
É incrível mas o ditado faz jus mesmo: Quem canta seus males encanta!
Como a música move a minha vida e me revigora com energias positivas.
Vá explicar... Foi uma energia ímpar algo que só quem viu saberá confirmar!

quinta-feira, novembro 24, 2011

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entende~..

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entender situações da minha vida e porque não - me surpreendendo com outras tantas. Buscando entender minhas falhas, meus defeitos(não sou fácil) e aprender que espiritualmente todos nós temos uma “missão” espiritual a cumprir. Esta é, pessoalmente para mim, a resposta mais plausível para detalhes que passaram em minha vida. Não se considera sorte, muito menos azar nos percursos. Viver simplesmente é: dar a cara a tapa! Eu fiz isto.
Me machuquei, vibrei demais com minhas conquistas e o meu grande trunfo foi ter o meu filho. Descobri o real sentido da vida com a maternidade. O resto se tornou r-e-s-t-o pois amores surgem, ficam ou partem. Amor de filho, não!
Tirando os louros de ser mãe trilhei como um eremita por estes anos todos. Era eu e somente o meu Eu.
Meu amor partiu e com ele sorvi o verdadeiro sentido do que é amar... Pois encerrar um grande amor não foi fácil... Cometi erros e falhei muitas vezes. Dele eu penso que foi um enredo que findou pra ficar apenas na memória ou no coração. Restou foi a saudade sadia de um tempo gostoso que vivi. Como diz Roberto Carlos:



“Você foi...o caso mais antigo, o amor mais amigo que me apareceu; a mais estranha história que alguém já entendeu. Das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto de ter(...)E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez...”.


A gente tem ciclos e estes ciclos; encerram. Acredito nisto. E neste mesmo patamar da linha do amor tenho uma grande missão que é, hoje, cuidar do meu filho. Tenho, também, os meus sonhos(ou devaneios?) de uma pequena menina que ainda insiste em se embalar num balanço curtindo a brisa das estações. Sou romântica e AINDA acredito no amor. Só gostaria de acreditar num novo amor, sabe?
Já estou achando que passei do ponto. Pois esta coisa de objetivos e propósitos não fecham comigo. Eu sou sinestésica e tenho que bater o olho para dar aquele baque!

Sim!

Baque!

Disparar o coração, suar as mãos... E parece que isto não vai acontecer mais.


Será porque fecha com aquele ditado que na vida amamos somente uma vez?
Enquanto isto:

Busco a minha paz...