quinta-feira, abril 19, 2007

Aviso!!!






















AMIGOS, CHEGOU A HORA DO MEU BABY VIR PARA ESTA GRANDE JORNADA DA VIDA!












ANDO COM UMA CERTA "PRESSURIZAÇÃO DOS NERVOS".












PORTANTO, MEU MÉDICO RESOLVEU ANTECIPAR O PARTO PARA ATÉ O DIA 25/4, MÁXIMO 26/4.












O DIA CERTO EU, TAMBÉM, NÃO SEI.












MAS COLOCAREI NOTÍCIAS NESTE BLOG!












TORÇAM POR MIM E PELO MEU FILHO!












JOÃO VICENTE SEJA BEM-VINDO MEU FILHO!!!!

terça-feira, abril 17, 2007

Para você, meu filho...

Não importa se no futuro, não terei um conto de fadas com o Ale. Para mim, o que importa foi este histórico louco, do vai-vem de nossas vidas e o que o meu filho representa para mim.

Escrevi para o João Vicente ler no caderninho de recordações do Chá de Fraldas que fiz. Várias amigas deixaram mensagens lá para ele.

Eu fiz a minha e, um dia, ele lerá!

Ele saberá que Jesus o levou para os meus braços para abençoar. E saberá que na vida de sua mãe, existiu um amor de verdade.


JOÃO VICENTE

É meu filho! Chegou a hora de falar o que há muitos anos pulsa em mim.
Falar e confessar a ti, meu amado João Vicente, o quanto eu desejei a tua chegada em minha vida.
Tudo começou, na adolescência, quando conheci uma linda menina de nome Sofia. Ali, conclui que queria um dia, ser mãe. Tinha apenas 17 anos. Idade precoce para idealizar a maternidade. Então, tua mãezinha foi se atarefando com outros quesitos da vida: estudou muito, respeitou a sua família(seus avós e tios), fez muita festa e descobriu que amava a cultura africanista. Praticou por sete anos a capoeira e, somado aos ritmos percussionistas, conheceu o samba. Se enfeitiçou de tal forma que, depois de formada- já jornalista, adentrou no mundo do samba portoalegrense.
O ano? 1999. Não sabia que, na terra dos pampas, existia uma comunidade com costumes e musicalidade carioca. O Rio de Janeiro era, de certa forma, representado por tribos sambísticas daqui, da tua terra meu filho. Da tua cidade chamada Porto Alegre!
Adoradora de percussão, mais precisamente, pelo pandeiro, tua mãe começou, homeopaticamente, a tocar e freqüentar, de modo maroto e sadio, as respeitosas rodas da velha guarda gaúcha. Conheceu este mundo e não largou mais.
E veio o ano de 2000. Era um ano que prometia várias mudanças sociais no país: no nosso Brasil, meu amado. A sociedade-principalmente a carioca, queria dar um basta na violência das ruas.
A noticia moveu todas as regiões do país no mês de julho. E neste mesmo mês, a tua mãe foi ao aniversário de uma sambista muito pitoresca, daqui, do Sul. Era o aniversário de sua amiga Anete, apelidada por tua mãezinha de “Porta-Voz do Samba”!
A data da festa?

Sete de julho de 2000.

Justamente no dia em que o Brasil inteiro se mobilizava para dar um basta na violência. Todos os veículos de comunicação pediam neste dia, que nós, brasileiros e brasileiras, nos vestissemos de branco e acendêssemos uma vela branca nas janelas.

Era o protesto que pedia PAZ NO MUNDO!

Fatos e datas juntados à festa de aniversário deu nisto:
A maioria dos convidados presentes estavam de branco!
O cenário ficou lindo.
O branco é a união de todas as cores(é vida meu filho, é paz...);

Tua mãezinha estava faceira com tantos amigos a sua volta. Cantava e dançava o melhor do samba.

E, num determinado momento da festa, quando a música do Jorge Aragão tocava, tua mãe deparou-se surpreendentemente com o teu pai.

Algo que nunca saberei te explicar, meu filho.

Congelaram movimentos e ficamos naquele ambiente dançante: dois seres parados, apenas se olhando...enfim, se namorando.

Estávamos estaqueados, imóveis.

Foi amor à primeira vista, meu filho.
Em seguida teu pai pediu para dançar. Sem hesitar, dancei.

Conversas foram trocadas, e a paixão tomou conta.

Tua mãe e teu pai estavam, literalmente, envolvidos. Veio o primeiro beijo e uma despedida que, nem eu nem teu pai saberia a verdade que o destino nos reservava.
Era a despedida de que teríamos que aprender, e muito, com Deus. Apareceram os encontros, os desencontros e a pausa do destino.
Cada um foi para o seu lado, na virada do ano novo; o ano de 2001. Ali houve uma pausa, do destino, fazendo que, tanto a tua mãezinha e o teu pai seguissem caminhos diferentes.

Não era a nossa hora.
Nos reencontramos, então, em 2005.

Acredita meu filho!?!
Depois de cinco anos eu reencontrei o teu pai!!!
No começo achei que não era coisa do destino. Que Deus já havia posto ele no meu caminho e que, neste ano, não teria mais nada a tratar com o teu pai.
Estava enganada.
Tua mãe não sabe explicar o porquê.

Mas relutou em dar continuidade àquela história de amor, que iniciou no dia da Paz, há cinco anos.
Nada, na Vida, acontece por acaso.

Nada se programa.

Somos pretensiosos em reger nossas vidas.

Esta foi a grande lição que a tua mãezinha aprendeu com da Vida.
Deus soube a hora certa, para declarar um marco na minha vida. A “Mãe Natureza” também é sábia e, não se engana!
Em 2006, entre acordes e melodias, entre beijos e fugas de amor com teu pai, veio a surpresa:
Tu estavas concebido e abençoado por Deus, no ventre da tua mãe.
Foi uma surpresa!

Tanto que a tua mãezinha se sentiu embriagada, confusa com a notícia.
Como, quando, onde e por quê?

Eu fiz um leitura do meu futuro contigo meu filho.

A leitura de ser guerreira, de ser eu e tu. Somente nós dois. Não sei explicar. Mães tem este instinto...
Ninguém decide nosso destino, meu filho!
Temos a benção dos anjos, o aval da natureza e o registro de que Deus(somente Deus!) sabe a exata hora de mudarmos nossas vidas.
Tu vieste para ficar, para me dar muito felicidade, João Vicente!
Viestes para preencher um vazio que cultivei desde a minha adolescência, ou melhor, desde quando brincava com minhas bonecas, ainda menina, desejando um dia, ser Mãe!
Hoje eu me orgulho, e muito, de ti, meu adorável filho!
És fruto de que nada é por acaso. És a prova viva, que correrá pelos corredores de minha casa, de que um dia o amor existiu, de fato, na vida da tua mãe!
Te amo, meu filho, mais que tudo nesta vida! Para o todo e sempre, eterno João Vicente, meu filho!

quarta-feira, abril 11, 2007

Meu Chá de Fraldas























Tudo programada para meu Chá de Fraldas.
Estrategicamente escolhi o mês de março. Consultei a reserva do salão de festas do meu condomínio com um mês de antecedência. Veio a notícia de que todos os sábados de março já estavam lotados. Portanto, só me restava os domingos. Escolhi, então, o dia 1º de abril(não riam! Não era golpe... foi a data mais adequada para o festejo).
Planejei a lista dos presentes e fiz os convites.
De boca em boca, de e-mails enviados e convites impressos entregues consegui convidar todas minhas amigas. A soma das convidadas foi engraçada: Convidei 130 pessoas.
Ao saberem algumas chegavam e me perguntavam:
“- Mas vem cá, é casamento ou chá de fraldas?!??”
Eu sorria e brincava:
“ - Quase um casamento!”
O mês de março chegou e minha família estava a mil.
Patrícia, minha irmã, Ivana, engraçadíssima e pitoresca cunhada e, minha mãe, Vera confabulavam várias brincadeiras para eu descobrir os presentes no dia do Chá. Correria com lojas de 1,99 e supermercados. As idéias eram pautadas semanalmente. Fotos e mais fotos -todas xerocadas- com várias etapas de minha vida, eram aglomeradas para a decoração. Retratos diversos de minha família, amigos, vizinhos e colegas. Tudo registrado e colado em duas gigantescas caixas que serviriam para acomodar as surpresas de presentes para o João Vicente!
Chegou o grande dia!
Na porta do salão de festas, o coelhinho da Páscoa já dizia:
“Seja bem-vindo João Vicente”.
Bichinhos de pelúcias foram expostos e pendurados no teto. Balões preenchiam cada detalhe do ambiente. Até bandeira do Sport Club Internacional decorou a entrada dos banheiros! Delicadas lembranças, feitas a mão, por minhas eternas guerreiras Pati e Ivana(sempre, é claro!- sob supervisão do esperto sobrinho Mateus), foram arduamente lapidadas e elaboradas para serem distribuídas ao final do encontro!
Uma correria sem fim, uma entrega total que faziam meus olhos percorrerem incansáveis imaginações de como agradecer.
Meus ouvidos eram um dial perdido nas estações! Queria ouvir tudo ao mesmo tempo, aceitar, idealizar e acalmar a tantas demandas do chá.
E não conseguia...
Oito meses de gestação me fizeram, um pouco, falida de atos.
Sem poder carregar pesos, subir e descer com adereços, do chá, me deixaram muito ansiosa. Amanheci com apenas 3 horas de sono.
Como brinde, a boca estourada de herpes. Era a premissa de que, realmente, não era, e nunca fui, uma mulher calma! Meus hormônios também ajudaram a me confundir em idéias sensatas e pausas para tanta agitação. Tudo pesava em mim. Eram os famosos edemas de retenção de líquidos, contrações e mais contrações, útero dolorido e muito, mas muito, desconforto nos movimentos ósseos.
As ajudas foram valiosas! Tinha(como haveria de esquecer) as fiéis escudeiras do condomínio Cristal da Lagoa: Ana e sua filha, Thaís. Estas deram braços e pernas para as armaduras da tarde, junto à minha família. Foram guardiães em colaborar para que tudo desse certo para o encontro.
Quem chegava também arregaçava as mangas! Camila T. foi uma delas!
Eu ficaria, aqui, horas escrevendo o quão foram importantes as ajudas destas amigas.
Na verdade, as convidadas, em massa, de sacolinhas em sacolinhas, entre salgados, doces e bebidas, todas, sem pestanejar, ajudaram para que o chá fosse literalmente maravilhoso.
Pena que, com tantas mulheres presentes não consegui, sequer, trocar as famosas tricotadas verbais com elas. Muitas chegaram e nem pude desfrutar a presença.
Era muita gente!
Teve, inclusive, uma participação masculina relâmpago! Meu adorável amigo Rogério, do teatro.
De 130 convidadas, 65 compareceram ao local.
Era uma rodoviária de saias.
Umas chegaram mais cedo; já outras mais tarde!
Ficou o registro, o marco das mulheres de fé. Não terei palavras para agradecer. É na dor e na alegria que vemos as verdadeiras amizades. Muitas delas, inclusive, são da premissa que chá de fraldas é um “saco”.
Mas pela amizade, e pela minha abençoada gravidez fizeram questão de carimbar a presença. Isto eu jamais vou esquecer.
Aliás, a maternidade me amadureceu bastante neste aspecto humano.
Valorizar quem me valoriza.
Fica aí...uma forma de registrar o meu terno agradecimento.
beijo a todas meninas!














quinta-feira, abril 05, 2007

Pequenos atos, grandes prazeres




Depois de alguns contratempos, que me fizeram tirar a paz interior, resolvi brindar o que muitas vezes, nem conseguimos expressar o quão são valiosos. Foram fatos que me fizeram parar pra reavaliar – mais uma vez – algumas questões.


Passei, então, a perceber pequenos e habituais prazeres da vida...


Percebi o quão é gratificante, depois de um dia tórrido da Forno Alegre, chegar em casa e tomar um bom banho gelado para depois, curtir deitada vagando com um controle remoto, os canais televisivos.


Adormecer, na sua própria cama, enlaçada com vários travesseiros... Algo ‘muito nosso’!


Bater a vontade de comer ‘aquela comida’ e ir para a cozinha fazer(a realização gastronômica é bárbara!).


Beijar a boca mais intrigante e sensual do mundo. Sentir, junto a esta alquimia salivar, as mãos percorrendo seu rosto, elevando simultaneamente os cabelos para sustentar, aquilo, que chamamos de desejo a um beijo único e raro!


Algo sem regras numéricas de tempo...


Até porque, são nestas horas que o tempo pára, literalmente...


Ahhh... os cinco sentidos... Todos tem o seu valor...Ouvir, cheirar, provar, sentir e ver... Interaja eles num só momento sublime pra ver que sensação surreal transmite. É inexplicável!


Rever um álbum da infância( o pensamento vira um Trem Bala)!


Eu poderia ficar horas pensando sobre outras coisas assim. Só que to assim hoje... melancólica... zumbizinho da noite... saudosa... Por enquanto sou eu e o silêncio. Dentre alguns dias terei outras sinfonias, outros momentos que ocuparão o que chamo de curto-circuito da razão. Preciso valorizar o que ta a minha volta e não a distância.


Mas um dia serei ‘grande, o suficiente’ e não reclamarei de pequenos problemas...


Grandes felicidades eu já tenho e lembro-me sempre de agradecer a Deus por elas.


Obrigada, Senhor, sou feliz.