quarta-feira, agosto 02, 2006

Mergulho na mundo contemporâneo

Como escuto relatos pessimistas... falta do que fazer, de ver a realidade de perto? Freqüentar, por 24 horas um Pronto Socorro, e ver a triste realidade para, assim, digerir o egoísmo de pensar que era infeliz?
Não. Respeitando este triste cenário acredito, sim, que sofremos de vários tipos de dores. No entanto, a dor da solidão ou o medo dela pairar em nossas vidas está sendo o grande mau do século. Um mau desta geração dos “auto-suficientes”. Ninguém aceita mais defeitos.
A intolerância, hoje, é a protagonista de muitos rompimentos matrimoniais. Décadas atrás, tudo era como um banhado. Um banhado de angústias. Sentimento ligado à mulher que engolia todas as espécies de sapos verbais e de atitudes de seus companheiros.
Na nascente deste milênio uma nova realidade.
Um número assustador de mulheres, à mais que os homens, ‘por metro quadrado’, em cada quadrante deste rico país. Uma tendência em que, a “saia” ocupa os maiores graus no sistema trabalhista. A maioria, delega gestações adiadas e trabalho, em ascensão, na preferência. Tantos projetos e adiamentos de uma constituição de família que, tornou homens e, principalmente, mulheres, pessoas com alto grau de carência enfim, solidão. Neste monólogo de sentimentos há duas facções: as que preferem a solidão do que um “encosto” sugador de energias e dinheiro. Aliás, nenhuma mulher atura, por muito tempo ser alicerce de um homem. Não toleram o fato de ser mãe substituta ou gurú, de seus maridos ou namorados para um todo e sempre. Também, existem aquelas que, mesmo bem sucedida, não suportam o fato de não ter uma ‘conchinha’ para adormecer todos os dias. A conotação de felicidade se resume apenas em ser par. Ímpar jamais! Isto é pauta certa em qualquer roda de saia! O medo de ser só... o medo do amanhã...
Isto que me impressiona... O Bussunda pensava que seria a sua última partida de futebol com amigos? Não... o destino é uma roleta russa...
Bom...falei demais ... mas que isto rende horas de assunto, ah! Isto rende!
Dá cada “tricô” em rodas de amigos... Inclusive já estamos abrindo uma loja com vários blusões e calças! Tudo com a santa proteção da Nossa Senhora Desatadora de Nós!

5 comentários:

BB disse...

O único detalhe que esquecestes de mencionar ao sugerir um passeio pelo PS da Cidade é avisar os mais incautos do risco de encontrar em alguma ambulância do SAMU eu ou e noiva disfarçadas de scorristas. Que Medaaaaaaaa!!! Hahaha

satélite abduzido disse...

hum? bnão entendi rsrs me liga...será que foi abdução? PS?

Anônimo disse...

Muito bom este Fabi..bem contemporâneo mesmo...tô aqui me despedindo de ti de alguma forma....vou sentir tua falta.bjs

Ebrael Shaddai disse...

Nossaa!! Caramba!! Tu tbm escreve bem, guria, muito bem mesmo!!

É isso aí!! O que verifico é que, na relação entre os sexos, de 4 décadas pra cá, assistimos o mundo ir de um extremo de carências a outro de excessos, e vice-versa, outro ir de excessos de zelos e calhordices (homens) a um de passividade, mediocridade e inépcia!!

Intolerância é grave e preocupante sim, mas a hipertolerância é fraqueza!!

BJs Fabiana!!

satélite abduzido disse...

Ebrael rsrs era aquilo que disse! Eu era mais profunda antigamente! Vou ver se resgado estas minhas filosofadas! obrigada pelo comentário!