quinta-feira, janeiro 19, 2012

Só o que está morto não muda !



♫Desconheço um amor tão covarde♫
 Ual!
 Esta frase é de uma música de Jorge&Mateus e sucesso nas rádios como tema dos personagens de uma novela global.
Avaliando a letra desta música passei a questionar e relembrar o comportamento nas relações amorosas: 
Amores, numa parcela, são covardes?
Quantos vezes já ouvimos, de casais conhecidos relatos de um ‘ata e não desata’ justamente por um conflito de decisões pessoais? 
Muitos, não acham?
Pelo menos, para mim, já foi contado por algumas pessoas  crises e desabafos semelhantes a estes.
Entre estes relatos, percebi que sempre há algo que move ou puxa para não haver mudanças. Muitos justificam que são os filhos, outros os bens; já uma parte temem o “recomeçar do zero” ou mesmo uma grande dúvida: o quanto aquele(a) companheiro(a) é importante em sua vida.
E os que ousam e rompem estes anos de cumplicidade - e não se arrependem – vibram um novo recomeço; uma nova vida.
Embora, exista aquela parcela que ousa, salta, enxerga novos desafios e, mesmo assim, termina – meses ou até anos depois -  com a difícil conclusão de que “aquele parceiro(a)” era(SIM!) a pessoa ideal; a ‘metade’ de tudo que precisava neste vasto mundo para – apenas - somar em sua vida.
Vem então um filme, uma retrospectiva das inúmeras lembranças buscadas em sonhos, retratos, cartas, e-mails enfim, em até  visitas virtuais destas famosas redes sociais. Nem que seja somente para saber que aquele(a) ex está bem e feliz.
Arrependimento? 
Talvez...
Ou não!
Pois basta saber entender se isto foi obra de Deus, conspirações do Universo ou uma escolha minuciosamente racional. 
 É uma questão de ótica.
 Nem sempre a razão tem razão; sentimentos são almas do coração que muitas vezes não sabemos interpretar; justificar. 
Aí vem todo aquele papo de usar a razão.
Sabe que é bom enxergar ‘fora da casinha?” ... Sabe que é válido flutuar um pouco, sair desta conexão tensionada do real?
Eu gosto...
E digo: A vida é feita de escolhas; “só o que está morto que não muda”; né Clarice Lispector?
Bah, como eu ouço isto quando confessamos uma insatisfação no coração: escolhas... “Tu escolhe o que é melhor para ti.”...
Quem somos nós para fazermos nossos caminhos? 
Quem somos nós para regermos nosso destino?
Será mesmo nós os únicos comandantes do nosso futuro? As vezes acho que tem situações que o Universo realmente trama para uma aproximação, ou mais hilário: que realmente o apego, o amor rompe qualquer barreira; seja ela de ódios, mágoas e desapontamentos.
A relação a dois não deixa de ser diferente: nunca vai ser um mar de rosas e, de repente, aquele teu típico defeito pode ser o divisor de águas da uma severa dúvida de rompimento na relação.
A idade pesa também. Chegar na minha idade, por exemplo, não é nada fácil. 
 Terminar um relacionamento e recomeçar do zero, para minhas teorias é mais que um pessimismo; é complicado também.  
Hoje, com toda a carga de vida que já temos quem vai te aceitar como tu és. Todo mundo depois dos trinta, quarenta anos e por aí vai, já teve um grande amor, tem filhos e PERMANECE com manias e defeito. 
O problema é te aceitar com os teus defeitos e não só aceitar tuas qualidades.
Buscar o novo, ousar pular para uma nova relação, aceitar um recomeço de vida não importando passado e realidade não é só uma questão de escolha, ousadia, mudança e otimismo; é ir atrás de um horizonte que anuncia respostas; mesmo que, este horizonte...não tenha fim...
 E nada como conhecer as poesias de Edson Marques(http://Mude.blogspot.com)! Ele dá uma nova vibe na ótica da vida. Buscar o novo! E aé? Você entra neste time? Eu, inclusive achava que a leitura era de Clarice Lispector! Estava enganada! Adorei conhecer o trabalho deste escritor! Fica a dica o blog dele gente! bjo bjo 


“Mudança
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O
 novo  lado, o   novo método, o   novo  sabor, o novo o   novo jeito, o   novo prazer, o   novo  amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa. Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!
” – Edson Marques - do blog http://Mude.blogspot.com