sexta-feira, junho 25, 2010

Roendo os caroços das jabuticabas...

Li este texto que resume o que anda travado em minha guela verbal. Eu não tenho mais tempo para esperar ou perder! Eu estou roendo os caroços das jabuticabas pois tenho sede de viver o melhor da Vida. E este excelento texto de Ricardo Gondim falou por mim e por muitas pessoas que também estão indignadas com a mediucridade humana!
- CANTA PRA SUBIIIR!!!!

TEMPO QUE FOGE!
" Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobreas diferentes traduções da Bíblia.
Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética.
Minha resposta será curta e delicada:
- Gosto, e ponto final!
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou:
“As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus.
Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo. " Autor : Ricardo Gondim

terça-feira, junho 22, 2010

Lembrar




"Não me proucures em qualquer lugar, pois não quero ser encontrada facilmente, me procures em sua memória, em suas ações. Não quero ser lembrada pelo que fui, quero ser lembrada pelo que fiz... Não acredite em tudo que ouve, afinal papai noel não existe, mentiras estão em todos os lugares. Não deixem de ser crianças, por que pureza e transparência só se tem nessa fase, hipocrisia faz parte do crescimento de grande parte."

quinta-feira, junho 17, 2010

Policiais - super heróis de carne e osso

Estava lendo plantão da ZH- on line - e deparo-me com a notícia que o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico(Denarc) cumpriu oito mandatos de busca e apreensão, numa Vila de um município de minha cidade. Apreenderam armas, munições, drogas e carros roubados tudo isto, associado ao tráfico. A abordagem a estes bandidos teve o apoio de dezenas de policiais - dentre eles, o do Grupo de Operações Especiais - GOE. E a cena que me chamou a atenção foi o belo policial que aparecia na foto(vejam abaixo)!
Gente, o papito é feminino hoje no blog! Ele lembrou muito aqueles filmes policiais em que o Kennue Reeves atuou. Não lembro o nome destes filmes - talvez vocês saibam dizer por mim. O uniforme escuro e o porte bofante destes homens tem um ar de proteção e também de super heróis, porque não? E sabemos(como reconheço também) de muitas outras profissões que existem por este mundo afora, que não é fácil chegar aonde eles chegaram. É literalmente suar a camisa e provar capacidade física, psicológica e de muito estudo. Falo, também, dos policiais federais.
Geralmente são tudo altos(eu sei que não é regra)e, na minha opinião. - :-) - muito bonitos. Acho atraentes homens altos, talvez seja por eu ser pequena de altura que faça eu ter esta impressão de proteção e fortaleza!
Bobagem minha, mas acredito que seja isto.
São atrações enfim; são admirações.
As mulheres não tem quedas por homens mais velhos? Outras não tem por mais jovens? Existem aquelas que se atraem por homens mais altos ou mais baixos. E de maneira alguma isto segue a regra a risca!
Eu sou prova disto.
Morri pela boca em muitas ‘atrações’!
Cá entre nós, não é bonito de ver estes ‘homões”!?!
Hoje quis "distrair" no blog com este tema, pois ultimamente tenho tido vontade de expurgar minhas revoltas cotidianas - talvez minhas TPM's. Se falar tudo o que penso isto aqui seria uma espécie de: ringue virtual!
Ando meio indignada.
Pra abrandar sou mais afim de olhar estes homens bonitos.
As mulheres também não escapam desta beleza. elas são as super heroínas!
Vou dar um exemplo:
- Certa vez entrei num prédio no Centro de Porto Alegre. Do nada surgiram policiais de to-dos os cantos(janela, escadas, corredores, elevadores...nossa...eram muitos - então, eu me senti em pleno set de filmagens! Eram os policiais federais prontos para capturar um suposto traficante que morava no prédio - e eu estava aliii! Vendo tudo! Foi aí que vi, ao meu lado, uma menina-mulher policial. Ela era muito parecida com a atriz e cantora Marjorie Estiano, pele de pêssego, corpo em forma e cheia de roupas e cintos com velcros de todos os tipos de armas ou sei lá o quê ali. Camiseta branca e o colete preto - clássico - com os dizeres atrás:
“ POLÍCIA FEDERAL”.
Fiquei ali estática observando a ação deles. Eles cumpriram o trabalho e foram embora. Não é qualquer um que ingressa na Polícia Federal, galera. Os concursos a estes cargos são dificílimos e as provas físicas botam o Tarzan e o Homen Aranha na coleira.
Eu admiro muito estes profissionais que são extremamente discretos e que arriscam suas vidas neste cenário que fermenta pelo país todo que é a criminalidade do tráfico de drogas.
Fica aqui meu elogio e minha homenagem a eles! De todas as formas rsrs Pois, meninas além de lindos são nossos super heróis de carne e osso.

terça-feira, junho 08, 2010

Uma nova linguagem para o romantismo


Não podia deixar de lembrar o famoso Dia dos Namorados que chega dentro de alguns dias. Para a minha surpresa, abro a Zero Hora de hoje(8/6) e deparo-me com a manchete:
“Terapeutas e psiquiatras sustentam: o amor romântico está em declínio”.
Justamente hoje quando mal consegui dormir por ter recebido, ontem, uma notícia estarrecedora: o fim de um relacionamento de um casal de amigos meus.
Aí vocês vão pensar: “ – Ah, isto acontece!”.
Não. Não com aquele casal.
É por fim mais e mais nas minhas esperanças de que o amor resiste e existe. Os homens de hoje em dia são espectros vulneráveis que não sustentam sequer uma crise de relacionamento. São do tipo: “ - Não tá bom; então vou cair fora”.
Não toleram, não se comprometem a entender uma mulher. Sabe, as vezes, acho que pagamos realmente o preço por ter posto fogo nos sutiãs. A mulher buscou e lutou tanto pela emancipação que hoje peca por isto(* Entendam, caros homens, somos sim sensíveis, complexas e românticas).
Mulheres são assim: intensas nos seus sentimentos. Felinas - sacou?
Nisto, não houve sequer uma mutação genética no DNA feminino. Não adianta guerrear “independência” se somos sim, meninonas que amamos ser bajuladas, cortejadas enfim, respeitadas. No entanto, a palavra “respeito” perdeu a vez e imperou a palavra: individualismo. Realmente(me dói em dizer) o romantismo está com os dias contados.
Os especialistas acreditam que, com o fim do romantismo, a experiência entre casais se torne, enfim, menos avassaladora e possível.
To bege...to nude!
É uma nova ótica de se enxergar o amor no comportamento humano. E aquelas cenas que nos arrepiam, que nos levam as lágrimas em finais de filmes históricos como Uma Linda Mulher, Casa do Lago, Em Algum Lugar do Passado entre outros?
Aonde eles vão parar?
No baú do comportamento esquecido?
Céus! É de cortar os pulsos com bolacha Maria se pensarmos que acabou.
E eu que nem encontrei meu príncipe encantado? Tá. Ok. Não existe, é isto que vão me dizer? Puxa vida! Não viram aí a minha apresentação no blog? “Sou uma incansável romântica”!!!
Não gostaria de perder as esperanças... Só que no momento eu só suspiro. Eu ouço palavras que afagam meu coração. Agora, estas palavras são verdadeiras? Difícil acreditar.

Bom, divaguei um pouco de mim, mas voltando: O amor anda em extinção e o principal motivo é a evolução natural da sociedade!
Ou seja: a individualidade, o egoísmo, o ‘cada um por si”(longe do um por todos e todos por um) e o autoconhecimento são os “bambambam” de uma meta de vida que alegam ser a mais correta. Babaus, portanto para a “Cara-metade”, “felizes para sempre” e “almas gêmeas”. O negócio é: “almas bivetelinas” amigos!
Enterrem, de vez, o Complexo Cinderela na qual o parceiro é o responsável pela felicidade da parceira. Ninguém pode ser responsável pela felicidade de ninguém. Pegue, abrace, beije muito; mas não se apegue pois o tombo vai ser grande!
E para estes especialistas em relacionamentos humanos, como Regina Vaz, autora do livro A Cama na Varanda; o romantismo nada mais é do que um conjunto de expectativas e ideais que regem as mentalidades, a maneira de pensar, de viver.
É uma coisa muito mentirosa porque te leva a criar expectativas de ações, fidelidade e felicidade que não correspondem à realidade.
Já o psiquiatra e escritor Flávio Gikovate esclarece que ao invés da fusão de um casal surge a concepção de que somos unidades, e isto condiz em alegria, pois estamos mais perto da verdade.
Abaixo deste contêiner de água fria nos meus romantismos, eles ainda acreditam que esta nova concepção de amar as pessoas aconteça com mais liberdade e sinceridade(disto eu acho ferramenta chave num relacionamento).
Sem juízos, cobranças, desespero e dor. Não significa o fim das flores, dos buquês imantados de paixão e cartas dos mais ardentes poetas.
Isto continua, mas com este plus a mais e mais um detalhe pra terminar este post da semana: Em nada disto vai tirar, neste fim de semana, as famosas filas nos motéis e os restaurantes lotados pela cidade. No fundo no fundo resistimos a mudança. Mas que ela existe isto é fato. Os protagonistas de cenas românticas serão, portanto, nos próximos dias, o auge do símbolo de que o amor resiste, muda, contorna e se molda. Uauuuu!
* Foto de 1994

segunda-feira, junho 07, 2010

Tempo, palavras e arrependimentos


A vida é uma surpresa! Baseado nesta frase que venho hoje comentar sobre isto. Não tem aquele ditado: “O mundo dá muitas voltas”? E dá mesmo. Algumas atitudes de frieza, egoísmo, ou mesmo infantilidade pode, por diversas vezes, ter confundindo corações tão injustiçados. Não falo somente de amor; falo da amizade também. Um dia passei por isto(aliás, todo mundo já passou) e para a minha alegria, a semana que passou recebi um sinal de afeto, admiração e o principal, senti o arrependimento - com o reconhecimento de erros - de um conhecido meu. Foram palavras escritas(ou digitadas?) onde me levaram a lágrimas. Amei.
Nele vi(e me alivei) o quanto ele me admira, como ser humano, enfim, como mãe. Valeu! Guardei na memória do coração aqueles dizeres. Bastou somente a mim ler e saber da sua humildade. Nesta minha vida já deparei com pessoas que erraram e que se mostraram arrependidas, com os seus erros que tanto magoaram ao próximo. No entanto, mais tarde, percebi que estas pessoas, ao longo da empreitada, reconheceram que não são perfeitos – óbvio, não provemos de qualidades - porém, com o arrependimento tornaram-se mais amáveis, mais humildes e infinitamente mais espiritualizadas. Coisa boa o tempo e a distância fazer destes seres mais humanos. Errado é não reconhecer. E deste amigo senti o carinho de longe. Valeeeeu!!!

* "Até a cor do arrependimento desbota com o tempo." (Carlos Drummond de Andrade)

quarta-feira, junho 02, 2010

Turma boa!

Fim de semana colorido.
Estas cores eram o amor, as crianças, reencontro de velhos amigos(de décadas inclusive), música boa - com repertório da melhor qualidade - e feijoada! Quer mais? Tinha! A sensação de paz... Vê se não tem coisa melhor que sair da cidade para sentir cheiro de mato, de terra molhada... enfim, de natureza!
E teve roda de samba também! Até tocar pandeiro fiz. Quanto tempo não fazia. Foi um bálsamo de alegria e paz!
Cá entre nós: Sítio, natureza, ar puro, nada de urbanidade ou código de barras, canto e encantos...
Valeu.
Eu precisava sair de cena. E levei comigo pessoas queridas e as crianças que tanto amo(irmãos do meu filho e o primo dele). Desculpem, mas isto que eu chamo de: TURMA BOA!
E para a minha surpresa, o amigo Aquino fez uma homenagem aos anfitriões do sítio: Janaína e Xexeu. Divido aqui, com vocês o relato grandioso do amigo Aquino:

“Pedacinho do Céu”


Dizem que o Céu tem as cores da nossa imaginação. Fechem os olhos por agora. Vou lhes falar de um pedacinho que bem poderia se chamar “Pedacinho do Céu”, como naquela música. E um Céu de verdade precisa ter muito espaço, muito verde. Porque nós, criaturas terrenas, vivemos oprimidos pelos exíguos espaços, físicos e d’alma, principalmente.
E como os Céus são a realização das utopias humanas, eles não têm limites. Pois deste Céu que lhes falo, chamado “Pedacinho do Céu”, há uma generosidade de espaço e de verde. À noite, ao se levantar a cabeça, tem-se a impressão de que se pode tocar o firmamento. É só erguer os braços. As estrelas ali descem. Cintilam bem em cima de nossas cabeças. Pode-se sentir a luz de seus brilhos.
Mas um Céu, para ser um Céu de verdade, precisa de um lago. Não um lago qualquer. Ele tem de ter trapiche, para que avancemos sobre a água. Tem de ter peixinhos. Visíveis sob uma água cristalina. Na sua margem sinuosa, um gramado verde, com patos e gansos passeando insolentes. Um vento manso e constante encrespa as águas, fazendo marolas que viajam de um lado ao outro. Se lhe sobrar tempo e ousadia, tire os calçados e afunde os pés nessas águas.
Mas um Céu, para ser um Céu de verdade, pede paz. E esse lugar de que lhes falo exala um bálsamo acolhedor. Como se qualquer um daqueles cantos fosse um pequeno altar. Pode ser diante de um enorme caldeirão de ferro, desses que a infância nos mostrou como sendo de bruxas, solto ao acaso em meio à grama verde. No seu interior, em vez de poções mágicas, flores coloridas. Ali pode ser um altar. Há também uma frondosa figueira. Ponha-se debaixo dela e deixe-se ser absorvido por sua energia. Um altar perfeito.
Mas um Céu, para ser um Céu de verdade, precisa de animais. E não precisa de muitos. Imagine um cachorro de grande porte. O seu tamanho exagerado, porém, em vez de assustar, transmite ternura. Até o mais medroso entre os medrosos vai lhe estender a mão, de imediato. Sente-se na grama ao lado dele. Em silêncio, que é o idioma das almas. Não busque explicação nos ruídos. O silêncio é que carrega as mensagens mais profundas. E esse grande cão mexe-se vagarosamente, silente. Não o silêncio sorrateiro dos falsos, mas o vagar da sabedoria, que a pressa não produz coisas duradouras.
Mas um Céu, para ser um Céu de verdade, precisa de gente. Imagine então um amplo espaço, uma grande sala, com jeito de cozinha, com jeito de sala de jantar, com jeito desses lugares em que se pode se esparramar em qualquer canto. Mais ao fundo, à direita de quem entra, uma cozinha. Jogue no ar um aroma de comida caseira. Pode ser uma feijoada. Barulho de copos, de talheres. Burburinho de casa com gente feliz. Ponha nessa grande sala várias mesas. Ao redor delas, amigos. Uma grande ceia. Ali, há os que vemos e os que não vemos. E todos comungam do alimento, energia da matéria. Comungam do canto, energia d’alma. Em dado momento, se abraçam, choram, falam das saudades, cantam, driblam as ausências que lhes cutucam a coração.
Eis aí um Céu de verdade, um “Pedacinho do Céu”.
Nela, moram Xexéu e Janaína. E nem são figuras mitológicas. São de carne e osso. E de grande coração. E de boas almas. São eles os responsáveis por este céu. Uma singela mostra de que os céus, mais do que de cores da imaginação, são feitos de gestos.
Luiz Fernando Aquino, 30 de maio de 2010, um dia depois de uma esplendorosa feijoada na casa de Xexéu e Janaina

LUIZ FERNANDO AQUINO
FocoNews - Editor