quinta-feira, maio 28, 2009

Eu só quero carinho!











Sabe quando tudo, do nada, te cansa? As vezes sinto isto dentro de mim... Não é, com certeza, toda a semana que percebo esta minha estafa. No entanto, em algum momento do mês me pego assim: Cansada... O cansaço que falo é de atuar no dia após dia. Meu trabalho, minha rotina exige, de todas as formas, que eu esteja forte e bem de saúde. Parece que depois que meu filho nasceu eu perdi, por total, o direito de adoecer.... Tudo porque sou eu quem carrego um mundinho de protocolos meus e dele que podia, romanticamente, ser dividido com alguém. Chuva, sol, ventanias ou brisas... Lá estou eu, sem poder adoecer, sem poder dizer um ‘stop’ às minhas dores na coluna desbravando as próximas tarefas sócio-educativas, psicológicas, didáticas, econômicas de quem toca a vida assim, sozinha. E, em muitos momentos, ao final do dia - geralmente dirigindo meu carro - me olho pelo espelho e penso: “ Estou cansada...”
Aí alguém vai me soprar:
“- Ah mas tu já esperava isto"
Corretíssimo. Esperava. Mas gente! Eu tenho o direito de comemorar, vibrar a vida e, também(porque não!!!), tenho, também, o direito(SIM! SIM! SIM!) de dizer que estou cansada.
Enfim, de dizer:
“ – EU QUERO CARINHO...”
Eu sei que a Vida é assim. Uma estrada cheia de erosões. Neste caminho, cheio de curvas existem momentos nos quais refletimos o que realmente estamos fazendo...
E eu estou numa dessas curvas.
Ando assim...
Questionando se devo ou não continuar neste 'monólogo' de minha vida... Se é correto acreditar em promessas, se não é mais em conta olhar e acreditar o que fala lá dentro do meu Eu ou melhor, no que fala o meu coração. Este quer reformas!!!
Conclui que, viver neste corre-corre sozinha, as vezes cansa. Não que seja ruim mas que é preciso se questionar de vez em quando.
Foi aí que concordei que será legal eu ter um parceiro que pegasse junto comigo. Coisa boa se viesse me buscar no trabalho, que ajudasse na criação do meu filho, que me enchesse de carinho...
Ah, o carinho... Receber carinho é muito bom, e não apenas doar. Carinhos, carinhos, carinhos a ponto de inflar de amor, proteção e cumplicidade.... É aquilo que repito... Super heróis também cansam... E este meu cansaço, hoje, pede carinho. Quero troca de olhares, quero abraços, beijos e beijos... (olha eu dizendo isto). Um dia falei para minha amiga: " - Eu só tenho esta vida para dizer o que sinto"
Esqueça o orgulho, o segredo de ninguém saber, o sabor do proibido. Nada disto leva a alguma forma justa de amor....
Quero alguém que zele por mim e pelo meu filho. E sei que isto é loteria. As últimas tentativas que tentaram se aproximar de mim, fechei feito a uma conchinha com as investidas. Já as escritas eu aceito sem me esquivar. Estas leituras me deixam mais serena... fico feliz em saber que sou desejada... O que não consegui até hoje é dar continuidade nisto.... E agora, CHEGOU A HORA. A HORA DE ENFRENTAR MEUS FANTASMAS. Busco o modo sinestésico de mim. Quero sentir, ver, tocar...tudo... E preciso me permitir alçar este vôo para um novo relacionamento. Expuragar num grito aprisionado a emoção escondida no peito. O mais hilário foram as vezes que confessei que estava preparada para o novo. E no que deu? Saia correndo ou dava gafes que jamais seriam perdoadas.... Não dá mais... A rampa de decolagem está à minha frente.... Sem medo do novo, sem esperar por nada que nunca foi cumprido, faz com que eu aceite este pulo.... Chega de esperas, chega de pausas... Preciso mudar. E resolvi desabafar sobre isto. Uma base para esta mudança, estão minha família e amigos.... Fico lisonjeada com os elogios deles a tudo que já fiz e faço. As homenagens que já recebi, os depoimentos...tudo pelo que fiz ao próximo, por toda a ajuda que garimpei a quem precisou de mim faz de mim um ser mais leve... Ao contrário disto, fico com pena de pessoas ôcas que não preenchem suas vidas com o bem ao próximo... Só que agora a Fabinha, aqui, quer receber, quer se sentir menina, quer se sentir mulher.... quer relaxar... quer dar um tempo para a personagem guerreira. Guerreira... esta palavra quero dar uma aposentada.... Condecorações vez que outra são boas de se receber...
Deus que sabe de todas as coisas... Eu só quero carinho.... Faz mal confessar?
A Joana Darc, Chiquinha Gonzaga, Anita Garibalde entre outras....quer ser um pouco Rapunzel, Branca de Neve, Bela Adormecida...

terça-feira, maio 19, 2009

Bebês sindicalistas




Eu tenho passado cada situação com meu filho. Algumas, em pensamentos com trava verbal, desabafo em meus pensamentos:
" - não sei o que fazer..."
A tendência das crianças de hoje em dia permitem serem mais antenadas com o mundo; mais espertas. Coisas de "gugu-dadá" não existe mais. O João Vicente quando nasceu, por exemplo, chamou a atenção de todos por ter seus olhos bem arregalados, bem abertos e atento a tudo. Mesmo sabendo que ele apenas enxergava imagens nebulosas, dava para perceber o radar em que ele apreciava a tudo que estava a sua volta. E foi crescendo... Descobriu novos detalhes de um mundo minado de objetos e sensações tão sem graça ou corriqueiros para nós. Para ele; um espetáculo!!! E lá estava ele. Primeiros passos, depois primeiras caminhadas, primeiras corridas, primeiros pulinhos e, agora, os primeiros saltos. Aprendeu(e adora) saltar de um sofá para outro, subir em cadeiras, puffs... tudo... Saltar da cama, da escada, do elevador! É um corre-corre de emergências. Quando menos esperamos, já caiu, já sujou, já derramou, enfim, fez uma travessura. A arte de ensinar os 'nãos' tem sido um desafio. Meu filho é um psicólogo. Ele me testa o tempo todo. Algumas eu cai como peixe na rede...mas tem outras que já estou fazendo vista grossa...
A dos últimos meses são estas duas:
1) Desliga o telefone, enquanto converso com alguém. A astúcia é tanta que mexe no plugin ou mesmo coloca o dedo na tecla de encerrar a ligação;
2) Quando estou no computador, não demora muito para ele se abaixar e ir direto na cpu do pc e apertar o botão. Click! Computador desligado!!! E eu, a mamãe a ver navios...
Estes sãos os novos, a geração dos Bebês Sindicalistas!!!!!!

Ralhar, dizer que está errado tem me cansado... sei que a labuta é grande. Ainda mais com a personalidade dele: Touro com ascendente em Sagitário e Lua em Leão. Caracas! O guri é fio-terra! E eu... uma aquariana mais perdida que formiga em vendaval! Mas é assim! Todas as vitórias na vida são aquelas suadas, de sacrifícios e persistências. Tá aí a letra! To batendo pé, fincando a bandeira. Algumas coisas estão dando certo! Embora eu não mude uma personalidade tão forte e possessiva. Meus planos para este semestre ainda, é contratar uma babá. Preciso para ficar esporadicamente com ele em alguma sexta do mês, alguns sábados a tarde junto com a minha família. Preciso respirar e, homeopaticamente, provar e ensinar para este meu pitoco que a vida pertence aos guerreiros. Serei sempre sua guia, seu anjo...mas a sombra sem limites as vezes prejudica o desenvolvimento do psiquê de qualquer criança. Buscando e garimpando esta força espiritual e psicológica no desenvolvimento dele estou angariando estes momentos. E de tar um tempo para mim. Será bom e me dará mais gás para respirar e, para ele, mais garra, força e independência.


Orelhão...


Me deixa intrigada ligações anônimas. Agora são os orelhões. Alguém me liga de orelhão e nãofala nada... E vem de um tempo para cá. Porque não fala? Odeio covardias... Olha, me aparece cada coisa... humpf...

quinta-feira, maio 14, 2009

Olhando para trás...



Eu andei revendo meus perrengues que passei ao sair do meu apartamento em setembro do ano passado. Lembrei do “superior mor” do meu trabalho, havia entrado com uma nota oficial, em julho de 2008, que nossa carga horária, a partir de jan/2009, seria de dois turnos e não mais meio turno. Para agravar minha situação, tinha um fusca pra lá de maluco. Quando eu menos esperava ele me deixava na mão. Além disto tinha o meu pequeno e chicletinho João Vicente que não deixava nem a minha sombra longe dele. Como iria me virar?
Meu projeto de casa própria fazia com que o meu aluguel fosse abolido do meu orçamento de gastos. Eu tinha que sair. Minha família dizia:
‘ - Para a vitória de um sonho concretizado; existe por trás um sacrifício”. E, para somar um fim de uma história de idas e vindas com meu ex(uma história com pausas, tempos interrompidos chegando ao fim) . Não pensei duas vezes e retornei a morar com meus pais. Mas pensem bem e concordem comigo: Não havia como manter a paz espiritual em mim e nem no meu corpo.
Me cansava sentir minhas longas e incansáveis insônias como também foi estranho ver o envelhecimento de minha pele(parece exagero, mas não foi). Eu era a própria ‘asia espiritual”. Tive crises gástricas e virais. Vivia atacada do estômago, não dormia e acredito que os três resfriados que peguei foi por estar com a minha angústia em alta, fazendo por assim, minha imunidade cair. Tudo porque me negava chorar perante ao meu filho e perante a minha família...era tantas proibições que eu mesma tinha me imposto que entrei em nóia geral. Achava que era forte o suficiente para manter e matar no peito. O que eu havia esquecido é que eu estava cansada de tudo. Meus planos imobiliários, um amor desfeito, um filho pequeno, um carro histórico e uma mudança radical nos horários do meu trabalho. Voltar a casa de meus pais depois de quase cinco anos morando sozinha foi difícil. Diferente de ruim pois depois de se ter um filho parece que o meu anjinho só semeou paz e alegria na família. Mas era a minha vida numa espécie de “pause” sem limite. Eu não via, por exemplo, em meses, alguma solução.... Eu amava ter o meu lar com meu filho. A minha casa era o meu cinema, meu bar, minha lua-de-mel e meu recanto de paz. Eu não tenho dúvidas que, fui muito feliz ali. Aliás, todas as paredes daquele lar contam fatos que guardarei a sete chaves! Eu literalmente vivi a minha vida plenamente ali. No entanto, pra dar uma guinada no meu destino, tava na hora de dar adeus ao passado. E era a hora! E eu fui...
Então veio a angústia. Falo dela pois nesta atribulação toda que foi em 2008 meu corpo falou com a angústia. Ela faz parte das nossas vidas. É um sentimento natural de um momento específico. O que seria de nós se soubéssemos que seríamos imortais? Que viagem isto que estou RELEMBRANDO(veja bem relembrando). Hoje eu consigo olhar para trás espalmando minhas mãos como se dissesse: Tá pronto. Eu fiz a minha história e superei!”
E de fato foi e é assim. Foram sentimentos, processo de transformação que me fizeram crescer e ser mais forte. E parecia impossível... A vida é um escalabro de sentimentos. Percebam isto... É a escola da Vida! Segundo um sábio ..."caminha calmo entre o ruido e a pressa e pensa na paz que podes encontrar no silêncio.....apesar de todas as suas fadigas, este continua sendo um mundo maravilhoso".

segunda-feira, maio 11, 2009

Ventos...ondas...


Eu andava meio afastada do blog pois nos últimos dias aconteceram tantas coisas bacanas comigo(e continuam! Gracias...) que preferi o ‘xamanismo do silêncio”, esperei passar a sinfonia de uma ventania e continuo na barca. Vamos ver até onde vai dar. E, através disto, passei a saborear o meu interin...o meu Eu. Revi erros que hoje são as ferramentas de forças do meu viver! To mais corajosa, to mais otimista pois os momentos que passei nestes dias me deixou com vontade de voar ou melhor! Pegar uma onda! Adotei uma postura de renovação espiritual e emocional. Superei meu medo de abrir para o novo, de enxergar outras arestas. E né, que elas me esperavam? To adorando desbravar estas ondas!

Gota


Ela dizia ‘foi a gota d’água!”. O que não se esperava era que vinha a descoberta de mais e mais infiltrações de outras gotas d’águas. Até que um dia, a moça languida de vestido rosa, recuperou sua fonte de alegria sem perder, sequer, um sorriso dela, ou seja, sequer, uma gota! Tem pedaços, fragmentos do psique de um ser humano que jamais se regenera ou se conserta, concluiu. Nem seguro cobre uma perda total. Enfim, a carruagem realmente não era de verdade. Abaixo a mentira!