segunda-feira, novembro 28, 2011

Quem canta seus males espanta!

Fim de semana é sempre visto como algo desejado e esperado já que nossos dias são regados de regras e horários a cumprir.

E este final de semana foi mais que esperado. Teve de tudo sadiamente dizendo: realizações e surpresas foram uma das muitas sensações que tive. Tirando o calor que já anuncia um verão babilônico; o domingo também foi regado de melodias e saudosismos.

Fui ao Gasômetro – ponto turístico dos porto-alegrenses que se juntam para tomarem um chimarrão e curtir um espaço que abrange caminhadas, vista do pôr-do-sol do Guaíba e várias outras manifestações culturais. Eu estava lá para assistir uma apresentação do Mestre Monarco da Portela - entidade do samba que ainda reluz e encanta nestes palcos da vida.
E onde tem uma estrela portelense do samba, tem sambistas sedentos de canto e sinfonia! Era um povo muito alegre que freqüentava aquele lugar.
Gente que canta poesia e histórias de vida imantadas de grandes emoções.
O samba exala poesia; no repertório teve: Luiz Carlos da Vila, Cartola, Pixinguinha e Lupicínio Rodrigues.
Foi o maior sarau sambístico que já havia ouvido nos últimos tempos. E no melhor estilo! Bem informal e artesanal.
Nas apresentações e ‘palhinhas’ estavam figuras típicas do samba gaúcho: Alemão Charles, Chimia, Tuta e muitos amigos como Xexéu do pandeiro, Kako e Duda. O que não esperava era a presença ilustre de um rapaz. Nada menos que o bandolinista Henry Lentino. Fiquei embasbacada com a sua apresentação e talento.
Meu Deus! QUE DOM!!! - pensei.
O público vibrou e eu me encantei.
É incrível mas o ditado faz jus mesmo: Quem canta seus males encanta!
Como a música move a minha vida e me revigora com energias positivas.
Vá explicar... Foi uma energia ímpar algo que só quem viu saberá confirmar!

quinta-feira, novembro 24, 2011

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entende~..

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entender situações da minha vida e porque não - me surpreendendo com outras tantas. Buscando entender minhas falhas, meus defeitos(não sou fácil) e aprender que espiritualmente todos nós temos uma “missão” espiritual a cumprir. Esta é, pessoalmente para mim, a resposta mais plausível para detalhes que passaram em minha vida. Não se considera sorte, muito menos azar nos percursos. Viver simplesmente é: dar a cara a tapa! Eu fiz isto.
Me machuquei, vibrei demais com minhas conquistas e o meu grande trunfo foi ter o meu filho. Descobri o real sentido da vida com a maternidade. O resto se tornou r-e-s-t-o pois amores surgem, ficam ou partem. Amor de filho, não!
Tirando os louros de ser mãe trilhei como um eremita por estes anos todos. Era eu e somente o meu Eu.
Meu amor partiu e com ele sorvi o verdadeiro sentido do que é amar... Pois encerrar um grande amor não foi fácil... Cometi erros e falhei muitas vezes. Dele eu penso que foi um enredo que findou pra ficar apenas na memória ou no coração. Restou foi a saudade sadia de um tempo gostoso que vivi. Como diz Roberto Carlos:



“Você foi...o caso mais antigo, o amor mais amigo que me apareceu; a mais estranha história que alguém já entendeu. Das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto de ter(...)E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez...”.


A gente tem ciclos e estes ciclos; encerram. Acredito nisto. E neste mesmo patamar da linha do amor tenho uma grande missão que é, hoje, cuidar do meu filho. Tenho, também, os meus sonhos(ou devaneios?) de uma pequena menina que ainda insiste em se embalar num balanço curtindo a brisa das estações. Sou romântica e AINDA acredito no amor. Só gostaria de acreditar num novo amor, sabe?
Já estou achando que passei do ponto. Pois esta coisa de objetivos e propósitos não fecham comigo. Eu sou sinestésica e tenho que bater o olho para dar aquele baque!

Sim!

Baque!

Disparar o coração, suar as mãos... E parece que isto não vai acontecer mais.


Será porque fecha com aquele ditado que na vida amamos somente uma vez?
Enquanto isto:

Busco a minha paz...

terça-feira, junho 14, 2011

Estratégia, foco e ousadia

Como as cinzas do vulcão chileno são passageiras talvez o que tenho a falar aqui também seja passageiro. Ando meio Iansã.
Dando trovoadas na verbo sentimental.
Será que vocês me entendem?
Acho que pode ser alguma coisa hormonalmente comum em mulheres ou talvez não.
Talvez TPM; talvez não. Só posso garantir que é algo como um sinal de mudança.
Ousadia é a palavra.
Até porque neste meio jeito meio abduzido escondo um poço de infindáveis sentimentos.
Sou menina e sou mulher; sou nascente e sou correnteza; sou brisa e sou ventania.
Venho de conflitos, tive histórias como qualquer ser humano que tenha se permitido amar alguém na vida tenha passado por histórias de perdas e conquistas. A ‘carga’ vivencial me deu etiquetas, aprimorou meios freios e aguçou minha racionalidade. Hoje sou muito mais eu do que há 15...20 anos atrás.
Deliciosamente mulher, vigorosamente mãe e docemente menina.
E pra viver um amor novo ou grande amor hoje só com muita sorte. Não começo mais do zero e não aceito certas subjeções.
Homem tem que ser com H maiúsculo em negrito e sublinhado. Do contrário, prefiro as lembranças do meu passado ou as aventuras do meu presente. E falando em presente que resolvi ousar o salto do medo, do receio e me permiti ser eu mesma!
E descobri que vale a pena se permitir, deixar acontecer sem pensar no amanhã. Pois não posso viver de promessas e esperas.
Eu sou carne e sou alma. As duas coisas juntas pulsam por Vida no seu mais intrigante jeito de agir: tendo os cinco sentidos circulando na órbita da surrealidade, da realidade, dos sonhos e principalmente, da racionalidade.
O mundo de sentimentos também vive da “logística” como ter “visão das coisas’ que se passam na nossa vida. Estratégia, foco e ousadia neste meu momento estão em evidência.

quinta-feira, maio 12, 2011

Vale a pena é aperitivo!

Eu estou devagar aqui no Satélite; reconheço. Agora já pararam para pensar que estamos no mês 5 do ano?
Cinco gente!
Praticamente me-ta-de do ano! Estou descendo a rampa e não estou sabendo! Só pode! Ando bege com a vida corrida que a gente tem.
Abril passou e comemorei o aniversário do meu filho. Meu menino festeja junto com o seu Santo Protetor que é São Jorge! Portanto, além de ser o seu dia é para mim, um dia abençoado pois é Dia de São Jorge meu santo que sou devota há seis anos por “N” motivos(se alguém quiser saber está aqui no blog); só pesquisar.



Todos os anos, no dia 23 de abril, dou um jeito de ir a Igreja São Jorge da capital. E não tem uma vez sequer que não pise lá e não sinta uma força mágica da Casa de Deus. Eu choro. Este choro não tem origem; apenas emoção. As lágrimas correm em minha reza. Vá entender.... Emoção em agradecer por ter saúde, por ter sabido tocar a minha vida de forma digna e ser uma boa mãe. Agradecer pela saúde de meu filho e pessoas que amo além das bênçãos conquistadas.
As vezes(papo de mãe gente) olha meu filho e lembro dele “pequitito”, no meu colo, todo-todo de gemidinhos e olhares que me deixavam cada vez mais apaixonada. E esta paixão agora é uma realização! Amor sublime que a gente tem por nossos filhos, né mamães do Satélite? Ele tem sido um anjo de menino. Está mais comunicativo, meninão mesmo; antes era muito chorão e só queria saber da mamãe.
Enfim, abril foi assim.

Me foquei que faria um aniversário em família - em casa mesmo - e outro na creche com seus amiguinhos. A loucura dele são por seus coleguinhas. Escolhi o Tema: Cinemateca do João Vicente Tudo porque o meu pequeno tem uma fissura por filmes. Assiste um atrás do outro. Ama. Tem gente que olha para mim e diz: “ – Quem diria Fabi! Logo tu que não é chegada com filmes!”
É vero...


Não gosto de filmes.E o meu pequeno é apaixonado por filmes. Por este motivo achei que cairia como uma luva fazer um aniversário temático de Cinema!


As lembrancinhas foram DVD da Turma da Mônica vai ao Cinema e uma tira de pulso em formato de rolo de filme. Teve muitas pipocas, bolos e salgadinhos.
Eles amaram!
Me deu uma canseira, estourei a coluna no dia pois montei o cenário da sala sozinha.
Agora, olhar para estes rostinhos, cá entre nós: Vale a pena é aperitivo!




PS: O festinha de aniversáriofoi em maio pois o 23 de abril deste ano, era véspera de Páscoa e achei mais viável comemorar em maio na escolinha dele.

terça-feira, abril 05, 2011

Peripécias do João Vicente - Parte IV

Faz tempo, com certeza! Nunca mais contei das Peripécias do João Vicente. Inclusive abordei o assunto se faria ou não um blog só pra contar esta loucura divertida que é ver meu filho crescer e descobrir o mundo. Meu Satélite Abduzido, desde que ele nasceu se tornou tão maternal que acho que seria uma blasfêmia tirar detalhes como estes que abordarei hoje. Falo do jeitinho dele. Do modo dele falar com seus quase quatro anos(Dia 23 de abril seu aniversário). É normal nesta fase ele usar uma espécie de linguagem do “Cebolinha” da Turma da Mônica, ou mais especificamente, no seu mais nobre e autêntico – próprio - modo de falar . São tantas coisas engraçadas que não colocando aqui achei que contaria depois. E não. Só o fato de não ter registrado muitas delas eu acabei esquecendo. Que pena... Portanto, o ideal é falar, ouvir e já postar! É um amor esta idade. Eles são bebês mas falam! E agora abordam o que pensam gesticulando de modo tão comovente... Vamos aos tais assuntos que hoje falarei: 1ª Episódio:

O Sol e a Lua

Volta da creche é sempre regada de muitas conversas.

Certo dia, junto com a vó Vera e o vovô Dalton curtíamos o pôr do sol do Guaíba entre uma avenida e outra.

De repente eu falo:

- Olha lá filho. Dá tchauzinho pro sol. Ele tá indo embora. O que é que vem no lugar dele?

- Eu sei mamãe! A Lua!

- Isto meu amor, quem mais?

- A Buxa Kéka

- Bruxa Keka João Vicente? Por quê? Filho! Vem as estrelas!

- Tem estela. Mas quando fica esculo vem a Buxa Kéka também mamãe.


Aí expliquei que não, que a bruxa não existia e que era para ele acenar para o sol pois ele já estava indo embora.

Aí ele me larga:

- Mamãe! Não quelo dá tchau pu sol!

- Porque meu filho...

- Porque ele não tem “ôlho”!


Rimos todos no carro e avisamos que o sol era tão alegre, tão amarelo que não haveria possibilidade de enxergar os olhos dele, como boca e nariz.

Da onde ele tirou estas idéias?

rsrs Crianças...

sexta-feira, março 25, 2011

Palavras inesquecíveis - verdade ou mentira?

Estava pensando esta semana. Relembrando tantas declarações que já ouvimos na vida. De ex-namorados, de ex-paixonites de adolescência enfim, flertes e paqueras que deram ou nem vingaram as vias de fato. O que venho a falar, não são deles, homens em si, mas sim, das palavras ditas por eles num momento de conquista ou mesmo desabafo.
Mal eles sabem como estas palavras marcam uma mulher. E se o chamego tiver anos de história; este contexto fica mais forte e inesquecível. Os poemas, as narrações, contos e declarações de amor serão sempre mais embasados de fatos vividos fazendo com que a cabeça de uma mulher fique mais confusa. Os homens mal sabem como marcam uma mulher – eu sou a prova que muito já senti isto ou temi ser a “tôla” da vez, por acreditar!
Sim! Acreditar.
Num mundo tão chavecado de verbos sem alma, sem pudores e egoístas como filtrar a veracidade? Só um caso de "Freud com Carpinejar" rsrs
Fabrício Carpinejar, para mim, tem sido o meu autor favorito em suas opiniões sobre relacionamentos, coração e comportamento.
Onde sai a verdade portanto, destas palavras soadas dos homens, por exemplo?
Um mistério; reconheço...
E lembrando agora; pior ainda se estivermos carentes; o impacto e defesa são piores.
Porque na carência, o silêncio atormenta a nossa paz. Vem a insônia e as lembranças. Uma explosão surge no coração e na memória. Ficamos com aquilo latente e ecoando em nossos pensamentos. Ficar fora do ar só relembrando aqueles verbos confessados e aqueles olhos nos olhos. Acuda meninas!
Difícil manter algum sentido fechado e somente movido pela razão. Pele, olfato, olhar... tudo se enlaça e embola de tal forma que aí sim, perdemos o correto. Temos que ficar fortes para ouvir tantas verdades misturadas a inverdades. Até porque onde acreditar que o homem está sendo sincero em suas palavras? E se este momento já vem regado de históricos de mágoas e decepções acreditar vira quase que um milagre.
Digamos: ele pode ter se arrependido?
Pode...
Com certeza pode.
E provar que se arrependeu?
Se estas palavras soarem por uma ligação fica mais difícil - ainda - em acreditar. Agora um encontronão haverão chances de fugir. Escapar de braços que parecem polvo, sentir a pressão dos corpos e perceber que não há saída a não ser olhar nos olhos... E se estes olhos irem a fundo os teus.... as cartas serão realmente postas na mesa.
Olhos não mentem.
Não mentem...
E se aquelas palavras ditas chegarem junto a este olhar imediatamente acionará o seu coração. Aí caros amigos...renda-se a Vida! Chegou a hora de se render!
Blecaute no mundo aí fora e derreta-se por aquele beijo sedento de volúpia...
Renda-se as palavras repetidas e insistidas!
Renda-se a todas elas verbalizadas de que você é única e literalmente a mais marcante da vida dele; que você é(e será) uma lenda viva e que, nem mesmo o futuro fará ou deixará apagada na memória.
Você é a mulher da vida dele. Você será um marco, uma marca, uma chaga, uma lembrança irreversível e incurável. São histórias, talvez, mal curadas; mal resolvidas onde algo – sabe-se lá o porquê – ficou pendente.
Homens e mulheres são atingidos por isto. São as famosas ‘cargas de vida’ de quem já avançou uma pouco a idade da mocidade e chegou aos 30, 40 anos com históricos de relacionamento marcantes. Eu só penso que: a mulher por ser mais complexa, mais intensa perde-se nesta dinâmica da razão e do sentimento porém temos algo tão mágico que está para nascer o homem que nos entenderá. Mulheres são cometas!
Voltando ao que conto a vocês aqui, aquelas promessas, as declarações de amor são muito bem guardadas na vida de uma mulher. Eu sei, eu sei...homens também são assim. Pena que a parcela seja pequena.
Então fica aqui meu parecer, algo que penso e até sinto. Pois eu sou uma que nunca esqueci momentos que vivi. Já ouvi frases como esta ‘Não adianta escapar, tu me ama e eu também te amo”! E não era verdade(ou era?).... Dá para acreditar? Pra mim ainda é um mistério.
Nestas horas é que perdemos a bussola da força, da razão e nos entregamos como presas fáceis e frágeis... Eu fraquejei um dia justamente por guardar este cofre de palavras ditas. Não estou sozinha nesta barca: Ouço e vejo casos assim também.
Histórias lindas de amor e com marcas incríveis!
u fiz a minha história um dia e vos digo:
- Eu não morri por amar!
Aprenda a lhe dar com estas lembranças, a ponderar, olhar de fora ou fingir ser verdade - e se for real, comemore com esta pessoa. Mas não deixe e nem interrompa a sua vida e seus projetos porque houveram estas palavras declaradas ou reconhecidas.
Sou da premissa que, não agredindo nossa realidade e nem ludibriando nosso futuro; que mal tem em acreditar numa declaração de amor?
PESO E MEDIDA SEMPRE.
E se ele foi embora da sua vida - e mesmo assim suas palavras ainda ecoam em sua memória; simples! Cuurtaa!
SAIBA QUE VOCÊ VIVEU!
O ditado já diz "quem nunca ambou não sabe o que é viver; conhece apenas a espuma da vida. Amar é navegar além da costa é ousar o mar largo e profundo..."

quarta-feira, março 23, 2011

Três mosqueteiras e seus mosquitinhos

Teresa Cristina canta “Pagar pra ver e ver a vida ensinar” une sua bela voz com conhecimentos do destino.
Esta música me inspirou a falar, hoje, sobre este sentimento: a amizade. Aqui no Sul eu, Lica(Liana, de azul) e Dani(Soneca, de branco) brindamos sempre este laço afetivo - que perdura desde os tempos de academias – com muita alegria e verbo no gogó!
Ninguém imaginava que uma amizade de academia fosse durar tanto.
O esporte nosso?
Capoeira do Grupo Nação – atualmente conhecido como Camboatá.
Conheci estas meninas em meados de 1995/1996 pelo bairro Menino Deus. No começo éramos apenas companheiras do "chêquénden”.
As rodas de capoeira fascinaram ambas por existir uma espécie de “mandala humana”(a roda) que representava uma fonte de energia; mais a vestimenta branca que soma a união de todas as cores. E junto a tudo isto vinha o canto imantado de uma história de séculos que ecoa – até hoje – pelo grito da liberdade e da igualdade da raça negra. Não tinha como não se apaixonar por algo que envolvia esporte, energia, música e história! E foi neste cenário que nasceu este sentimento puro, de “irmãs de outras vidas” que nós temos uma pela outra. Três mosqueteiras regadas de sonhos, aventuras e vontade de viver e amar! Tropeços e comemorações; cada qual com enredos fortes de existência. Nas ingazeiras abençoadas por Mestre Bimba e Pastinha ganhamos o prazer de até hoje nos encontrarmos!

E o melhor!
Cada uma com sua leva de filhos.
Eu tenho só o João Vicente que está prestes a fazer 4 aninhos.
Já Lica tem três lindos filhos: Vitória – uma moça linda que vi nascer, Santiago – o adorável “Boo” de quase 6 anos e Camila – minha norinha linda de 2 anos.
E a Dani, nossa Soneca, tem o Rafael de quase 5 anos e agora espera - para junho - a vinda de uma linda menina de nome, Larissa! Perceberam a escadinha dos meninos, nossos filhos? Eles são super unidos! Amam estarem juntos. Adoram uma farra e lamentam quando chega a hora da despedida. Enfim, somos as Três Mosqueteiras com seus adoráveis mosquitinhos! he he he
Para mim não tem maior e mais compensador prazer do que ver um filho feliz.


E o João Vicente quando está com eles fica radiante! É isto aí gente. Bateu a vontade comemorar a Amizade aqui no Satélite. Graças a Deus sou abençoada com estas amizades não só das mosqueteiras mas de outras pessoas especiais que um dia vou dividir com vocês aqui também. Meu objetivo foi mostrar o que um samba aí da vida diz A amizade nem a força do tempo irá destruir! Somos verdade”. Valeu por vocês existirem, amigas!
*Fotos deste domingo - 20 de março de 2011.

terça-feira, março 22, 2011

Eu voltei!


Muito relapsa com este blog. Não sei se são as correrias do dia-a-dia, se são o meu aperfeiçoamento com as redes sociais das quais fiquei fiel; ou trabalho com cotas; trabalhos maternos, obrigações de cidadão, funcionária, filha e mãe. Junta e mistura tudo com minhas confusões: dá eu aqui!!!! Eitcha! As contas a pagar, carro com pneu furado onde constatei, nestes tempos, o mistério geral: o roubo do meu estepe do carro! Sei que meu Satélite vagou por um tempo aí na órbita da abdução e hoje estou dando uma puxadinha nele. São muitas idéias, muitos assuntos. O que me impede é este meu jeito de abraçar o mundo com as mãos e achar que posso tudo onde não posso nada! Então resolvi passar aqui, para avisar meus amigos blogueiros e leitores amigos que voltei! Eu voltei! Rsrs Voltei pra ficar. Pra falar de coisas engraçadas, fatos lamentáveis e divagar o coração. Como diz Roberto Calos: Se chorei ou se sorri; o importante é que emoções eu vivi!
Até amanhã!
Satélite Abduzido

segunda-feira, março 07, 2011

Ping-pong no blog da Emiliana



A idéia é bárbara. Escolhido o amigo(a) blogueiro(a), esta enigmática mulher de nome Emiliana nos convida para uma entrevista ping-pong. Ali são designados um número x de perguntas, com direito a revelar sua música preferida. Eu tive o prazer de ser a escolhida da semana!
Então, meus amigos blogueiros eu ficaria muito grata e feliz se vocês acessassem e(porque não) dessem a sua opinião para este blog recheado de 'impressões' como ela mesmo costuma dizer. O blog da Emiliana passa aquela sensação de mulher 'casa cheia', mulher "devassa"(tá no último grito este nome), mulher brasileira, mulher do verbo. Enfim, é m blog pra festejar e sindicalizar! Visitem, leiam ou melhor; a sigam! rsrs

Cliquem neste endereço abaixo a entrevista ping-pong! Achei o máximo isto. Obrigada Emiliana pela oportunidade!

http://historiasdeemilia.blogspot.com


http://historiasdeemilia.blogspot.com/2011/03/ping-pong-com-fabiana-fernandes.html


sexta-feira, março 04, 2011

Sentido

Amigos, que bom poder voltar e contar novidades. De repente não tantas como gostaria. Posso adiantar que a palavra “férias” não condiz somente a mar e viagens. Férias é buscar a paz de si mesmo, recuperar muitos sonos perdidos, ver aquele despertador do quarto adormecido, ter liberdade para colocar tudo que ficou pendente numa casa, ou na saúde, na beleza e até mesmo no amor. Vocês não acham? As vezes costumo brincar que o dia poderia ser mais que 24 horas.
Nestes tempos deu para constatar que meu filho tá crescendo muito rápido. Não é mais um bebê; é um meninão, travesso, artista, ladino que está sempre buscando se aventurar como qualquer super herói que conhece. E eu tenho que apartar com ‘não’s”. Quem é mãe sabe do que estou falando. . Menino, né? Mães que tem filhos meninos sabem o quanto eles são ousados, agitados...
E foi com o elemento água que curti. Água. como meu mantra de paz interior. É tão bom.... como eu me inspiro, como eu me renovo e como eu me revigoro!. Lembro de tudo que já passou e comemoro tudo que já conquistei e que falta pouco pra conquistar. Eu acredito muito nos meus sonhos. Eu não pude estar perto do mar como gostaria... Gripada...depois muitas chuvas aqui no Sul que impediu muitos projetos que havia feito. Uma pena, pois mar é minha energia! Fico horas contemplando ele e tenho a capacidade de planar num imaginário só meu quando ouço e sinto o mar. Saio do ar literalmente.
Agora de volta a Terra. Meu Satélite buscará o melhor para dividir com vocês! Voltei gente.
E já adianto alguns tópicos:
Andei recebend o algumas perguntas sobre relacionamento. Estou ou não estou namorando?
Não.
Não namoro ninguém(bem que gostaria...).
Neste ‘time’ meu curto esta necessidade de minha liberdade. Não pra zoar...mas para me situar pois por muito tempo fui muito confusa em meus sentimentos. E também o meu filho tão pequeno... Meu filho precisa de mim e agora ele me dá sinais que gostaria de ter uma companhia com a gente – apesar de ser ciumento ao cubo.
Difícil é garantir isto pra ele. Pois acredito na premissa de que, ‘quando é para ser; será”.
Por enquanto me reservo a esta blogueira/mãezona e sempre apaixonada. Paqueras existem. Quem não paquera, né? Não tira pedaço, não faz mal a ninguém e ainda faz um beeem para os olhos. Eu ando por este clima e estou adorando.
Agora vem o carnaval e buscarei nos meus devaneios das palavras, nos livros e até em meus sonhos relaxar e esperar...
Deus sabe de minhas orações!
INTÉ AMIGOS!
Aproveitem!


*Foto do mar: Natália Fell

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

SÓ PODE SER AMOR (Sant'Ana)


Este texto é do maravilhoso Paulo Sant'Ana! Sou fã dele e tenho que reconhecer que o cara é mestre quando falamos da palavra: AMOR!
Abaixo palavras que descrevem coisas muito gostosas que já passamos - ou ainda estamos passando/sentindo - #sentimentos da adolescência. Aviso que 'modifiquei" para o masculino o texto do autor já que a moça aqui palpitA pelo oposto! rsrs

" Só pode ser amor

Eu já devia ter pressentido que era amor quando curtia magnífico prazer somente em olhá-lo de longe.

Eu já devia saber que era amor quando vibrava com seus êxitos e me entristecia com seus embaraços.
Eu tinha que ter percebido que era amor quando me sentia invulnerável à solidão se me aproximasse dele a um raio de 20 metros. Só podia ser amor aquele estremecimento que me percorria todo o corpo quando ouvia sua voz se dirigindo para os outros. E quando, num ambiente repleto de pessoas, eu passava a não distinguir as feições de todos, vendo-os apenas como vultos expletivos, realçando-se como esplendorosamente icônica sua figura arrebatadora, já naquele tempo eu não devia ter duvidado de que era amor.
Já era fortemente suspeito que durante as minhas tristezas elas desaparecessem como por um milagre se eu usasse como antídoto a simples lembrança do seu meigo sorriso. E que, quando diante da visão dele por apenas um segundo, durante o resto do dia os meus passos e gestos se impregnassem de alegre coragem de viver. Ou como naquele dia em que topei abruptamente com ele no estacionamento e fiquei tão ruborizada, que parecia estar focada pelo facho de luz emanado da palavra de um profeta.
Não podia ser outra coisa aquela constante palpitação, aquela ruidosa esperança, aquele contentamento ansioso nas manhãs e o meu pulsante e taquicárdico coração vibrando ante a obsequiosa visão de sua esplendente silhueta vespertina.
Só podia ser amor a minha alma assim tão cheia de cuidados para preservar o meu segredo, o medo de que minha palavra ou o meu escrito, num escorregão, violassem o esplêndido sigilo do sentimento abrasador que me dominava.
Só podia ser amor que, depois de ele ter surgido luminoso na escarpa da caverna da minha solidão, eu deixasse de me entregar ao exercício fastidioso da comparação. Ninguém ou nada mais se equivalia ou se assemelhava a ele, pai, irmão, parceiro, namorado, companheiro. Cheguei loucamente a pensar que o único cidadão capaz de manter íntegro aquele meu frágil amor inconfessável era mantê-lo em segredo, imune ao conhecimento dos outros e até mesmo incrivelmente dele.
Dar a conhecê-lo arrastaria ao tremendo risco de fazê-lo soçobrar ali adiante, presa fácil do fastio da convivência ou de uma resposta contundentemente adversa.
Ah, silencioso amor cheio de delícias e ilusões.
Precavido amor que não se declara com medo da quebra do cristal. Ah, amor que quanto mais distante mais crescente, quanto mais errante mais certeiro, quanto mais secreto mais ditoso, quanto mais expectante mais real, quanto menos empírico mais ideal, quanto menos dele mais meu, quanto mais irrealizado mais duradouro, quanto mais prometido mais honrado. Quanto menos compartilhado, mais definitivo. Amor por eleição, tão alto, tão profundo, tão desinteressado, que não importa sequer o que faça dele e do seu mandato o seu eleito.
Nem que o malbarate por não pressenti-lo."


* Quisera eu ter escrito estas lindas palavras de Sant'Ana. Vamos deixar a vida nos levar!? Lembram que eu citei que estou literalmente dançando na chuva? Lembram? Já falei que adoro verbalizar o amor? Sim. Já falei e repito: sou uma romântica guerreira!

segunda-feira, janeiro 03, 2011

POR ONDE ANDEI

Há muito tempo fui num sítio de amigos meus. Lugar gostoso de ficar, passar o dia, sentir a natureza, curtir o vento.


Sou apreciadora dos ventos.

E parei para sentar num trapiche de um açude ou lago, não sei ao certo. Sei que ali fiquei pensando na vida.

Eu curto este lance de refletir, de "sair do ar", muitas vezes de escrever fazendo devaneios nas palavras e postando alguns destes, no blog. E em muitos arquivos secretos do meu computador passo a reler e pensar.

Hoje fiquei assim, pois estou a um passo de realizar uma tatuagem. No pé mesmo a seguinte frase: " POR ONDE ANDEI" .

Fruto de inspiração de uma menina linda chamada Caroline Roxo. Ela tem esta tatuagem.

E eu não vou negar; me apaixonei.

E lá neste sítio que costumo ir de vez em quando sentei frente ao "lago-açude" e fiquei refletindo tudo que vivi nos últimos anos. Pensei:
" - Nossa! Eu já passei por cada coisa..."!

Pensei nos momentos em que passei, nas pessoas que conheci e nos lugares por onde andei. Lugares que viajei, passagens da minha vida entre amigos, trabalho e família .

Tudo...

Na minha gravidez, por exemplo, meus pés “falaram” muito. Ficaram como pães!

E o "Por onde andei" me fez reportar - e a pensar - que a vida passa e nunca conseguiremos esquecer dos sentimentos bons em que já sentimos, dos amores que tivemos e de vivências que marcaram em todo uma trajetória de vida.

O tempo voa; passa como um vento!

Quem sabe uma brisa que vem a fazer lembrar-me de tudo que o amor me fez sonhar, dos meus erros, das minhas conquistas e lutas!

Por onde andei também pode ter o sentido de que tudo que ficou guardado; as lembranças sempre me fizeram sonhar, sempre existiram estes momentos e que me marcaram.

“Por onde andei” é uma frase aberta a muitos sentidos...

E nada mais evidente como os pés....

E por mais que tenha passado rápido nunca muda o prazer de saber que aconteceu.

Nunca deixa de sentir aquele momento; o perfume do ambiente, a minha inocência na infância e meus eternos sonhos de mulher.

Nem que seja por alguns segundos de pensamento...

"Por onde andei" te leva há muitos lugares...

Minha amiga estranhou a frase nos pés que tatuarei ainda este mês.

Como ela sabe que curto florear a vida me questionou:

Por onde andei...no mundo da lua Fabi?”!

Foi então que respondi lembrando que Nando Reis canta uma música chamada Por Onde Andei também:

" - Não amada... Por ando andei me levou a muitos lugares além da LUA! Por onde andei foi muito além disto..."


"Minha alma é um bolso onde guardo minhas memórias vivas.Memórias vivas são aquelas que continuam presentes no corpo.Uma vez lembradas, o corpo ri, chora, comove-se, dança…
Rubem Alves"



* Foto "trapiche" by Felipe Fontoura