sexta-feira, abril 28, 2006

Tempo bom...




Pensava hoje, quase que no silêncio, ouvindo os sibilos de minha eterna e companheira bronquite, a quantidade de tarefas- metas que estavam em atraso para cumprir e,também, as que virão nos próximos dias.
Deu vontade de gritar: "QUE SE DAAAANE ESTE MUNDOOOO!!!"
Calma! Não estou em crise de TPM. Apenas, sindicalizo o porquê deste cotidiano cheio de molduras, de cifras, datas, prazos, juros docs, recibos... enfim, contas.
Então, varrendo os corredores de minha memória, lembrei o quão era bom ser criança. A simplicidade e a despreocupação desta fase, fez relembrar sensações gostosas do mundo infantil.
Foi aí que veio a saudade...
Saudade da minha infância...Da serenidade com o dia seguinte e com os meses sucessores. Lembro da minha inocência, dos meus sonhos baseados nos "irmãos Green", na desbravura da Mulher Maravilha e da Poderosa Isis.
Qualquer empecilho era fácil de ser desmembrado, assegurado e garantido com um final feliz. Santa fase!
Ah... que perfeição aquela! Meus heróis, além os da tv, eram os ‘gigantes’ da família enfim, do meu dia-a-dia. Recordo das barbas e das saias de entes queridos. Era curiosa. Observava, abduzidamente elevando a cabeça, para conferir e enxergar aqueles rostos com marcas da experiência. Na hora do choro, da perda e do susto, nada como o abraço acalentador de minha mãe, do afago protetor de meu pai , das boas e gostosas risadas de " ho ho ho natalino" de meus avós. Os professores, também, participavam de minhas ‘encrencas’ tão comoventes. Com tanta proteção, o medo e a tristeza logo desaparecia.
E quando anoitecia? Não tinha cenário padrão para adormecer. O sono se apresentava em lugares literalmente impróprios: dentro do carro, sentada no sofá, na mesa de um restaurante enfim, num consultório médico.
Com bochechas rosadas e de olhos lacrados, informava na expressão, que estava profundamente "fora da área de cobertura".
Era levada, no colo, direto para a cheirosa cama. Tudo, com direito a ombros cobertos e beijos de "Deus te abençoe", no rosto.
Até eu entrava no clima defensor perante às minhas bonecas: Preocupava-me, sempre, em cobri-las para que não passassem frio nas madrugadas.
Tudo era suave, sabe?
Minha preocupação era singela, pura...desprovida do’ mundo de pedras’... era tão bom...
Tudo era festa.
E a memória vem vindo! O vestido que ganhava, girava várias vezes e caia, lentamente, ao chão fazendo que ele ficasse armado e se transformasse num girassol redondinho de tecido. Que vaidade!
Tenho saudade da minha notável habilidade na qual, desafiava escalar os galhos de árvores com tamancos- vejam bem!- francesquinha!!!
Adorava buscar os amigos escondidos em telhados e matos na brincadeira do ‘esconde-esconde’. Ahhh era cômica a caça deles: 1,2,3,4,5,6,7,8,9 iiiiiiii DEEEZZZ! O silêncio era envolvente! No entanto, quando eu pegava alguém no esconderijo era a maior correria e, claro, gritaria do flagra!
Aliás, os berros nunca faltaram no kit verbal da galera!!
E os medos? Fantasmas!!!
Tinha medo da Cuca, dos Sleestaks, da cigana que carregava criança no saco e, principalmente da "Mão Branca". Bom, esta história da "Mão Branca" é um mistério que carrego até hoje. Era um filme preto e branco, com extraterrestres...nave sugando carro e a mão se aproximando da perna da mulher! Uiiii! Só de lembrar me arrepio! Qualquer dia vou falar sobre este meu medo!
Com tantas fantasias assombradas, me encorajava encarnando vários super heróis.
Luta era comigo! Acredito, eu, que provavelmente herdei isto de meu avô materno. Ele chegou a ter um ringue no Rio de Janeiro!!!
Pra espantar, subia na cama, numa espécie de "sessão espírita oriental" e encarnava dois "salvadores" japoneses:
Spectromen e Ultramen!!!
Acabava com todos os monstros imaginários(meu irmão que o diga! Foi duramente vítima de meus golpes marciais).
São tantas as saudades ...
E lá vem a lembrança, de novo!!!
Banhos de mangueira na frente de casa, caça ao ninho do coelho da Páscoa, rodopios e mais rodopios da eterna ISIS, óculos ‘rizoleta’ da Mulher Maravilha, elepê dos " Os Três Patinhos Fazendo A Maior Festa E Muito Mais" ; aquaplay(ah... tempos perdidos em pescar todos dos peixes...) e Gênius. Meu Deus! QUE TEMPO BOM!!!
São tantas saudades....
Parei para pensar...
Resgate da abdução!
Voltei a si...
Continuarei a pagar minhas contas...

terça-feira, abril 25, 2006

SINAIS



Depois de uma noite maravilhosa de sábado desperto feliz com uma missão: Agradecer por tudo e por todas as forças a São Jorge Cavalheiro.

Pra esclarecer este sentimento religioso, o ano de 2005 foi marcante, não por coisas somente ruins; mas por fatos bons, benéficos, energéticos que foram os meus amigos. Todos, em sua maioria, seguidores de Jorge.

Um dia, minha irmã alertou:

“Presta atenção para os sinais que a Vida te dá!”

Fiquei com esta frase presente no meu olhar, nos meus detalhes, e, principalmente, em minhas surpresas do dia-a-dia. Com o passar dos meses, detectei alguns sinais evidentes.

- São Jorge esta presente em quase tudo na minha Vida -

A grande percepção foram as novas amizades que me ajudaram, e muito, a me roborar de forças(gente, é impossível esquecer uma ‘mão estendida’ num momento tão frágil de nossas vidas).

Ao visitar, por exemplo, a casa destes novos amigos, notei que sempre havia, em algum cantinho da casa destes guerreiros, a imagem do cavalheiro.

Engraçado. Completava um mês de minha separação quando recebi meu primeiro beijo. Detalhe: Beijo roubado, coração acelerado, músculos em turbulências de um legítimo assalto. Tudo confuso... não esperava... Na hora não liguei para a data católica... Estava catatônica com o fato fulgaz...

Qual dia deste ato?

23 de abril de 2005.

Exatamente dia de São Jorge. Coincidência? Não sei ...

O cavalheiro, do beijo, de nome “pitéu” é, também, um devoto fervoroso de São Jorge.

Seu escudo musical tem a imagem do guerreiro.

Sinais...

Na academia(até isto lembro!), da qual praticava hidroginástica, senhoras falavam das orações de São Jorge. Fiquei intrigada com tantos sinais à minha volta.

Sem querer, ele estava presente em todos os sentidos do meu destino!

Findou o ano com três imagens presenteadas(uma eu pedi, mas as outras duas eu não esperava)!

Foi avassalador, mágico e forte.

No samba, uma boa parte desta tribo, principalmente dos homens, são veneradores de Jorge Capadócia.

E, devido a estes amigos, principalmente a uma doida amiga, eu agradeço pela força de enfrentar meus fantasmas, meus inimigos...

Ontem foi o seu dia!

Era a hora de agradecer.

(próximo post: “Eu perante a imagem de São Jorge”)

Eu perante a imagem de São Jorge


Domingo(23/4). Como relatei no post abaixo, ontem, era dia de agradecer a São Jorge!

Combinei com a Cris nossa ida a missa.

No carro, conversávamos sobre a Vida, sobre as festas, relações. Do nada, um aglomerado de motos e carros da Brigada Militar sinalizaram atentamente a passagem de uma ‘comitiva’ de Ogum!

Carros com balões verdes, vermelhos e brancos passavam buzinando e acenando para o público presente. Imagem de Ogum foi o “carro chefe”. Destino? Zona Sul.

Nos olhamos e exclamamos:

“- Dia de São Jorge! Festa de Ogum!”, rimos com a situação do local.

Eufóricas com aquela passeata aguardávamos o sinal “de ok” do pelotão da brigada. Minutos depois, a avenida foi liberada.

Seguimos rumo a Igreja de São Jorge, que fica na avenida Bento Gonçalves.

Ao chegarmos, impressionei-me com a quantidade de conhecidos(sambistas tava em massa) e com a fé da multidão que se aglomerava pacificamente dentro da igreja. A grande maioria, carregava a famosa “espada de São Jorge”. Eu, quase abduzida pela magia daquele cenário de fé e devoção não exclamava um diálogo plausível com a Cris. Queria olhar, olhar e olhar...observar tudo a minha volta. Loucura... tudo novo e sensações novas...

Compramos fitinhas, escapulários e camisetas. Estávamos, cada qual, com seu santo na bolsa.

Tudo pela benção!

O desafio era aguardar, na fila, a benção de quatro padres que organizavam uma fila nada correta rsrs. Claro, que o nosso padre ‘escolhido’ era o da fila que menos andava.

Mas, naquele momento, nada importava no quesito pressa. Estávamos ali, caladas... observadoras das imagens daquela casa de Deus, do movimento das pessoas, dos fatos que ocorriam ali dentro.

O silêncio nos tomava, de vez em quando.

Do nada, sentimos que o chão vibrava.

Intrigadas, comentamos a estranha vibração. Deduzi que poderia ser da avenida sei lá o quê...

Continuamos na fila.

À direita, da igreja, a imagem de São Jorge gigantesca.

Fiéis, com todos os tipos de objetos, aguardavam expor, enfim, mostrar os seus objetos, pessoais, para ser tocado e abençoado no manto de São Jorge. Vimos motoqueiros erguendo capacetes, homens com chaves, mulheres com roupas e crianças no colo e, muita, mas muitas espadas de São Jorge e sua imagem nas mãos destes fervorosos devotos.

É bonito ver, sabiam?

Continuava na fila.

Demorada, suada.

E veio.

Veio a minha vez de receber a benção do padre.

Com meu santo nas mãos, fitas e adereços de São Jorge, desabafei:

Contei, rapidamente, o motivo que me levara até aquela igreja, os sinais, a mudança radical de meu destino.

Com o olhar sereno, este sarcedote de Cristo, benzeu o que estava em minhas mãos e passou a rezar, em voz baixa, palavras lindas, com suas mãos em minha cabeça.

Do nada, senti meu corpo pesar e passei a ter uma sensação de anestesia geral.

No término da benção, estava numa espécie de “estado de graça”.

Não era tristeza... Porém, as lágrimas vieram sem a minha permissão.

Chorei muito. Fui até ao altar e rezei. Não sei explicar esta emoção. Mas me comoveu, de tal forma, que fiquei visivelmente encabulada por ter sentido este tremor de lágrimas incessantes.

Aproximei-me da imagem de São Jorge, e pedi, para as freiras voluntárias, naquele momento, que encostaessem as fitas, camiseta e imagem no manto do santo. Abençoados acabei ganhando, delas, uma ‘espada’ e uma rosa.

Passei o resto do domingo, plastificada com aquele momento. Absorta com as sensações que me ocorreram. Mágico...

Foi minha devoção a Ele.

Lembro que pedi, agradeci a tantas fatos, que hoje, surpreendentemente, recebi meu primeiro SINAL de que Ele existe!

Religião sei que não se discute!!!

Fé é sempre fé.

Me sinto inflada espiritualmente.

Estou em paz...

Foi um domingo que guardarei para o resto de minha Vida.

OBS:

Ah, esqueci de contar sobre aquela “vibração”, no chão.

Eu e Cris, ao sairmos da igreja, percebemos um aglomerado de gente subindo e descendo uma escadaria que levava ao ‘porão’ da Casa.

Vocês não vão acreditar!

Havia uma festa, com direito a bolo, pastéis, cerveja e muito ‘vanerão’ musical. Engraçado, não?

Os fiéis estavam felizes.

Eu, estava me restabelecendo da emoção da benção.

Repetindo:

FOI INESQUECÍVEL! Amém!

domingo, abril 23, 2006

23 de abril, dia de São Jorge

Aqui vai minha homenagem a este santo que muito me ajudou no ano de 2005! Santo guerreiro!
Oração e história de São Jorge!

Dia 23 de abril.Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos. Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo. São Jorge Rogai por Nós.

História de São Jorge:
Em torno do século III D.C., quando Diocleciano era imperador de Roma, havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge. Filho de pais cristãos, Jorge aprendeu desde a sua infância a temer a Deus e a crer em Jesus como seu salvador pessoal.
Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe após a morte de seu pai. Lá foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade - qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial em Roma, exercendo altas funções.
Por essa época, o imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos. No dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses.
Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da VERDADE. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O QUE É A VERDADE ?". Jorge respondeu: "A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e nele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da verdade."
Como São Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Jorge sempre respondia: "Não, imperador ! Eu sou servo de um Deus vivo ! Somente a Ele eu temerei e adorarei". E Deus, verdadeiramente, honrou a fé de seu servo Jorge, de modo que muitas pessoas passaram a crer e confiar em Jesus por intermédio da pregação daquele jovem soldado romano. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito em seu plano macabro, mandou degolar o jovem e fiel servo de Jesus no dia 23 de abril de 303.
A devoção a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou pelo Oriente e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração no Ocidente.
Verdadeiro guerreiro da fé, São Jorge venceu contra Satanás terríveis batalhas, por isso sua imagem mais conhecida é dele montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão. Com seu testemunho, este grande santo nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar o bom combate.

sexta-feira, abril 21, 2006

Sierra Maestra, o bar.


Intuição..
Instinto...
Algo sempre me dizia que iria gostar...
E porque demorei tanto para conhecer?
Porque não era a minha hora!
Ontem, finalmente mergulhei na alma, no clima, no cheiro... nas aspirações e mundos de Cuba!
Fui ao Sierra Maestra, uma casa temática que lembra, com toques coloniais dos anos 50 de Havana.
Este bar cubano fica em plena Lima e Silva, da Cidade Baixa.
Confraria exposta: Noiva, Bebê, Barbie, Sil, Nega Marta e Nego Neco!
Meninas tomando mojitos... Daiquiris e outras bebidas etilicamente exóticas do “ron”. Já eu, pra variar, na cervezaaaa(mas não deixei de degustar as bebidas da turma)!
O ambiente tem um clima acolhedor, músicas que afloravam - aquele, sabe? - aquele ... hum...lado caribenho, da salsa e até de “pomba gira”!
Ouvimos rumba, mambo, chá- chá- chá, a conga, a salsa, o bolero e mais alguns outros ritmos.
Impossível não dançar!
Fomos cortejadas por um simpático dançarino que dançou com todas nós uma gostosa salsa! Me senti uma dançarina “de primeira”, fazendo passinhos nesta corrente do “ayer y de hoy como la rumba, el son, la guaracha, el danzón”!!! Ainda mais com o álcool na mente e no sangue. Tudo é mais quente... mais balado.. humm...mais gostoso.
Do nada, sugeri a Bebê para fumarmos um charuto. Sem hesitar, Bebê solicitou o produto. A garçonete acendeu a primeira baforada de BB. Dali foi um ritual. Passamos a degustar, uma a uma, este chiquérrimo charuto cubano. Tenho vários registros, como este da foto(tirando a foto em homenagem a Che Guevara. Este momento foi no Espírito Santo, nas minhas férias) de que a noite de ontem, foi positiva e gostosa.
Nega Marta já ergueu a bandeira de Fidel para haver mais confrarias no Sierra Maestra! Eu topo ceeertooo!
Alguém se candidata a ir conosco?
Seria um prazer bater o sapatinho ao lado de amigos queridos!
Abaixo, frases de Che! Ontem, senti a presença de Guevara naquele cenário exótico:

" Muitos dirão que sou aventureiro, e sou mesmo, só que de um tipo diferente, daqueles que entregam a própria pele para demonstrar suas verdades. "
"O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita."
"É preciso endurecer, sem perder a ternura, jamais."
"Quando o extraodinário se torna cotidiano, é a revolução."
"Nós, socialistas, somos mais livres porque somos mais completos; somos mais completos por sermos mais livres. "

Alouuu, voltei!

Confesso que ando meio no ‘atraso’ nas postagens do meu blog. São tantos imprevistos... Algumas festas, outras saídas... alguns encontros(passados humm...só que me faltava! Tideeeee!!!!) e desencontros que, ao final de tudo, não consegui papear com meu Eu e espancar meu teclado.
No trabalho anda mais difícil, ainda, sair da reta, da rota, da meta...que já desisti até de escrever para desopilar. Somado a isto, meu computador fez uma profunda “lipoaspiração de xp” e voltou à ferramenta de sua origem. Parece que ‘respira’ melhor.
Mas odeio fios...
Claro, que não vou deixar de contar que sou a mais nova ‘ninja’ da informática! NÃO RIAM! Eu, mesma, montei meu computador! Uhuuuu Satélite se dando bem com a microsoft!

terça-feira, abril 11, 2006

Sexta de Quinteto






Depois do meu enfado no final da noite de domingo onde, inclusive, cheguei a ficar trombuda com a decepção; veio, com a graça dos anjos, sinais de que há um conjunto de fascículos mais alegres em minha vida, exigindo, assim, uma categórica comemoração. Vou, empertigar-me relatando ao show que assisti, na sexta-feira(7/4), como uma espécie de devaneio de meus prazeres:

o samba

Pela primeira vez, em Porto Alegre, apresentação do grupo Quinteto em Branco e Preto, em comemoração ao 2ª Aniversário do Pagode do Andaraí.

E eu estive lá, no território da Águia!

A história destes músicos é maravilhosa. Tudo começou com quatro jovens compositores da periferia de São Paulo- mais precisamente no bairro de Santo Amaro(Engraçado, samba sempre tem santos, né? Conceição, Santo Antônio rsrs)- que, se encontravam para cantar e tocar. Cada qual mostrava a sua música nova.

O objetivo era mostrar suas próprias composições. Engrenou de tal forma esta confraria das letras de protestos, poesias de amor e histórias vividas - com ou sem final feliz(ui ui uiiii)- que expandiu-se por todo o país. Aliado a este sucesso, ganharam, de benção, a descobridora que veio esplendidamente, a se tornar madrinha. Advinham quem? (tá no foto aí em cima, né?)

Nada menos, nada mais que Beth Carvalho.

Esta ceia sambística, tem como ícone a luz para várias manifestações musicais. Fizeram, como uma espécie de ‘signo’, a vela acesa, que representa o brilho, a energia daquele encontro de novatos e futuros menestréis do samba de raiz.

Criou-se, então, o Samba da Vela.

Um movimento cultural que faz, a cada encontro, uma sessão espiritual de novos talentos da musicalidade.

Imagina eu lá?(Sonha Fabiana Satélite) Meu Deus...

É meus caros blogueiros, foi inesquecível este show. O ambiente eu não achava adequado, temia a qualidade de som. QUE NADA! Os paulistas e a cavalaria de frente do Andaraí exigiram que tudo deveria estar padronizado para um show de qualidade.

Eu não conhecia todas as músicas destes meninos sorrisos(sim, eles eram um sorriso só na apresentação). Nada de partido alto, do tipo: "esquizofrenia de cordas e percussões" e, também, nada daquele "samba desmaiado, genérico de fado".

O que vi daqueles meninos e o que ouvi foi a perfeição, a 'vestimenta' total de melodias e letras. Tudo como uma luva.

E olha que não sou de sambar!!!

Me considero um carrapato humano de bar. Gosto de sentar e tocar o meu pandeiro ou mesmo curtir, observar uma boa roda de samba.

Mas neste show do Quinteto eu fui aos céus! Pulei, ergui os braços...dancei. E como foi bom dançar.

Ao chegar em casa, e me deleitar-me em minha cama maravilhosa... minhas pernas diziam:

"- somos uma dupla de pernas e não quinteto de ossos! Dançastes por cinco humanóides! Boba, boba, boba!", latejavam elas vociferando meu desgaste físico.

Valeu Andaraí, obrigada Quinteto!!!

PS: Esqueci de comentar! O casal de dançarinos, daí de acima, faz parte da energia do Grupo Pagode do Andaraí!

domingo, abril 09, 2006

Baforadas... humpf...

Pensando bem... aderi que devo realmente seguir os conselhos de algumas amigas. Aprender a ser má e menos trouxa em achar que 'poder ser amiga de tudo e de todos' é legal, puro e sincero. Levei um 'tufinho" em ser legal. Que aprendizado, hêim!?!
Agora realista, nada me abala...
Ha ha ha ha, digo eu!
Amenizando um pouca a minha súbita revolta(odeio esta palavra...não gosto de ser rebelde...gosto, sim, de 'quebrar protocolos') que soube, através de minha amiga C.I.A, vou falar, então, da decepção deste domingo.
Meu time perdeu. Bom, imagino o que me espera amanhã... Seguraaaa!
Hoje, deixo esta bostica de palavras pois to sem inspiração mesmo. Depois do que li e ouvi, a decepção foi grande e nociva para a minha ferrenha bondade.
Estou urrando nesta minha rebeldia repentina. Passa, eu me conheço muito bem...

Logo, bem aí abaixo, coloco as frases de Nelson Rodrigues que mais gostei para o mês de hoje. Amanhã, posto algo mais da minha personalidade, meu jeito(GRAÇAS A DEUS!!!) cômico de ser, engraçado...aéreo e, na paz.

Aliás, a Barbie Mutante me disse uma frase que me deixou mais do que emocionada...não imagina que pensava assim de mim, doce Barbie?
Sabe, deu um nó na garganta, e parti para o pensamento das "contas a pagar" e, logo sequei as minhas lágrimas...
Barbie, depois do que ouvi, ganhei a minha noite! Te amo!

Voltando a esta centrífuga de frutas, boas e ruins, de meu desabafo, deixo aqui, algo de Nelson Rodrigues... Preciso me verter desta acidez de pensamentos obsessivos e malditos!
Hoje só foi a terapia de ser mais eu! De ser mais eu...de ser mais eu... vai Fabiana!!! Trabalha esta frase! De ser mais eu, de ser mais eu... Alguma forma de mudança é sempre válida!

Falando em frases, dizeres ...aí vão algumas deste autor polêmico

Baforadas verbais Rodriguianas:

Ou a mulher é fria ou morde. Sem dentada não há amor possível.

O homem não nasceu para ser grande. Um mínimo de grandeza já o desumaniza. Por exemplo: — um ministro. Não é nada, dirão. Mas o fato de ser ministro já o empalha. É como se ele tivesse algodão por dentro, e não entranhas vivas.

No Brasil quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte....

Há homens que, por dinheiro, são capazes até de uma boa ação.

A fidelidade devia ser facultativa.

D. Helder só olha o céu para saber se leva ou não o guarda-chuva

Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe.

Nós, da imprensa, somos uns criminosos do adjetivo. Com a mais eufórica das irresponsabilidades, chamamos de "ilustre", de "insigne", de "formidável", qualquer borra-botas.

A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.

terça-feira, abril 04, 2006

Da Praça (e do Samba!)


Fim de março cálido. Um telefonema, vários e-mails e uma visita da Cris, no meu trabalho, com os seguintes convites:

“- vamos sair hoje! Vamos Fabi!”, todos diziam.

Relógio correndo na “São Silvestre” do Tempo e, eu roendo unhas...

Olho para a janela e a noite me acena. Chegou com céu estrelado, vento suave e temperatura convidativa para um bordejo sambístico.

“- Sim, eu topo!”, exclamei.

Aliás, são tantos convites, não nego um sequer, que seria estranho se protelasse.

Porém, o que vos falo, aqui, é a minha forte característica e fama de ser surda, além de distraída, claro!

Festa, ambiente harmonioso, amigos, abraços e saudações daqui e dali e, eu, sendo atenciosa com todos. Insisto em participar de todas as conversas, ou mesmo, dando uma de ‘viamão’para com outras. Tudo neste meu jeito meio “fora da área de cobertura”, sempre com meus olhos falando mais que a boca.

Momento inusitado:

Marco Aurélio (vulgo Corélio) chegando com sua digníssima esposa Cinara. Nega Marta, em pose de Cristo Redentor, os recebe com um longo abraço. Eu, neste exato momento, percebendo o abraço de “boas vindas” de nossocasal 20” do samba, tentava, falidamente, ouvir um papo daqui e outro dali de dois distintos grupos. Do nada, ‘escuto’ Nega Marta bradar a seguinte frase:

“–Mas sente só! O Corélio TÁ PRO CRIMEEEEE!”

Entendido, escutado, deferido e conferido em minha audição de tuberculosa, fui ao grupo do lado, onde se encontrava a Porta-voz do Samba e o krlinhos. Rindo, achando a piada do século, repasso a exclamação da Nega loura:

“–O Corélio ta com cremeeeeeeeeee!”

E ainda remendo, invento, floreio:

“ta com cremeeee da avon!”


Krlinhos e Porta-voz com sorrisos “ a la quindim” ficam sem reação.

Nega Marta de Xangô (justiceira que só ela!) aproxima, deposita sua mão em meu ombro, e retifica:


“ Fabi, eu disse que o Corélio ta pro crime e não com creme. Entendeu, agora?”

Véia da praça total! Foi o parecer de meus amigos naquele instante de mal entendido.

Vou explicar:

Geneticamente, de minha família Lagunense, herdo, de bisavós, avós, tios e tias e, principalmente, meu pai, este lado precário da audição! Enfim, Família da Praça!