sexta-feira, junho 30, 2006

Alerta

MINISTÉRIO DA PAIXÃO ADVERTE:
Não relembre seu passado.
Não fale.
Não conte.
Há mistérios entre o céu e a Terra que nossa vã filosofia não alcança.
Déjavú?
Magia?
Não sei...
Como um condão mágico tudo se repetiu...
E a música tocou lá no fundo...
Mundo redondo..
Redondo este mundo...
"Sem lhe conhecer, senti uma vontade louca de querer você...Nem sempre se entende as loucuras de uma paixão...tem jeito não...olha pra mim...Faz tempo que meu coração não bate assim! Não faz assim, me diz seu nomeee! Não me negue a vontade de sonhar! De sonhar os meus sonhos com você....despertando o meu adormecer. Seria bom demais; que bem me faz...você!!!"(J.A)
A conclusão foi:
"Não me pergunte mais pois, eu nem sei dizer o que é... PORQUE EU FUI TE VER..."

quarta-feira, junho 28, 2006

O Mundo de Sofia II


O Mundo de Sofia voltou...

Agora triste.
Justamente porque não se desprende de seu cordão humano que, um dia, a salvou de uma grande tristeza na vida.
Ela sabe que tudo, neste mundo, deixa-se marcas registradas – algumas, inclusive no cartório de Deus.
Sabe, que muitos capítulos deste sinistro destino dedicam momentos bons e outros ruins.

E no gira mundo; mundo gira Sofia flagra, que no ínterim de seu coração nada é adormecido eternamente.

Tudo volta, tudo se recicla.

Sem querer, invadiu.

Mundo de círculos, Terra redonda, mandalas de olhares.

Era frio e o manto da noite encontrava-se úmido e encharcado de personagens da floresta.

Sofia tinha pouca sede, mas uma fome de falar o que nunca soube explicar. O local era um castelo onde havia um baile. De repente uma moça, se aproxima de Sofia e sussurra entre seus cabelos, uma brisa das seguintes palavras:

Teu príncipe, vem ...”.

Tranqüila, esperou.

Ele chegou, e Sofia continuava bem.

A surpresa foi durante o decorrer das horas.

Tudo começou num inofensivo sopro de palavras sobre o mundo e seus perigos. Sofia confessou, diante dos convidados, sua insegurança com o universo do homem perante aos monstros da modernidade. Enquanto desabafava, inesperadamente, Pitéu surge.

Interessado no assunto tenta esclarecer.

Ouviu atenciosamente o argumento de Sofia e, como um bom menino, com seus doces olhos assustados, passou a falar. Falava, falava e, Sofia, surpresa, apenas ouvia.

Sofia ruborizou-se, novamente, depois de tanto tempo, sem ninguém perceber, com a presença de Pitéu.

Veio tudo à tona.

Retornou.

Calou.

Consumiu.

Desconectou... Viu-se embalada, sem bússola e sem razão. Sofia se perdeu em seu coração, como um redemoinho de sentimentos confusos devido a sua extrema carência.

-Só pode!!!, supôs ela em pensamento.

O ar gélido, daquela noite de inverno, juntou com um desconforto visual. A conversa fez com que Sofia perdesse o rumo e o sentido do momento presente.

Seus pensamentos passaram, então, não a ouvir seu timbre e suas explicações; como também a correr cada detalhe de seus traços e cores.

Sofia vasculhou, como num ciclone ocular, todos os seus poros, traços, tons... Era ele de perto, novamente... Era tudo de novo, inexplicavelmente...

O imprevisível coração machucou os planos de Sofia.

Num cenário de luzes e ecos sonoros eles fizeram as suas partes artísticas. Pitéu, misterioso (ou porque não), firme em sua altivez na arena de suas escolhas, curtia seu fluxo de pensamentos, apenas sendo embalado pela melodia de seus acordes.

Enquanto Sofia, num mantra musical, desencarnou do planeta para fugir da triste realidade. Porque ele? Logo ele?

O Mundo de Sofia continuou quando ela resolveu rumar para a sua casa... Sozinha, guiava sua carruagem, entre florestas de gnomos e fadas.

Então, solitária, Sofia fala.

Fala, indaga...Reza...

Os seres daquele caminho não entenderam o porquê daquela pequena moça, atravessava a floresta falando sozinha.

Era o seu monólogo, o seu desabafo para si mesma. Tudo numa forma incansável de buscar a razão para tanto sofrimento.

Era o seu mundo ou era uma embriaguez de sua insanidade?

As indagações serviram como uma espécie de dança de frases para desopilar tudo.

Logo, logo se resolveria com uma boa noite de sonhos.

Enganos...

Sofia despertou...

A neblina do dia seguinte a fez lembrar que Pitéu, ainda, vive em seu coração...

E Sofia suspira...

segunda-feira, junho 26, 2006

ARRAIÁ DAS JECAS




Sábado, 24/6, com tarefas e ordens desvairadas de como começar onde e como fui, ordenando meus afazeres por etapas. Sem hesitar peguei o Walter e fui ao desafio. Andar, sozinha e chegar na Sede dos Funcionários do Hospital de Clíncas onde a Banda Itinerante concentrava seus acordes para mais uma noite de samba. Bom, não preciso explicar que me perdi, né? Parei no Jardim Botânico sem ter qualquer noção de que lado, da Ipiranga, ficava o tal do Clínicas. Dobra aqui, dobra dali, retorna, pergunta...até que cheguei. Estacionei o carro e assustei o flanelinha:
“-Olha! Eu sou maneta, tirei a carteira há pouco tempo e tu não me coloca carro atrás de mim! Não me deixa mal!”
Ele, sem entender muito acatou.
Ao chegar na roda de meus amigos, já fui cronometrando, no celular, que as 21:00 teria que abduzir-me do batuque para ir ao Encontro do Arraiá das Jecas, na zona sul. Toquei, cantei, suei. Sai de lá com o coração partido pois o samba tava bom, as pessoas em clima de festa e eu enredada em querer estar em tudo e em todos os lugares. Atrasada, sai as 21:30 e rumei para o bairro Tristeza.
Arraia das Jecas
Minhas amigas ets estavam tão bem vestidas que fiquei emocionada na linguagem do “vosmicê! Aaaaara Sô” e por aí vai. Minha surpresa foi ver o Espectro camuflado de gente. Ele, mais uma vez foi Farsãããã nas vestimentas. Seu objetivo era traçar as Jecas! Estava cheio de raparigas este arraiáááá geeenteee!
Pipoca, muito quentão, bolo, rapadura, pé-de-moleque e muito vinho para esquentar a noite de São João! O salão de festas estava lindo! Cheio de bandeirinhas, fogueira na lareira e um sofazão que foi carinhosamente batizado de “Hotel Serrano” para aqueles casais que estavam afim de uma paquera pupila na pupila!
Danças típicas, muitas gargalhadas, corpos se sacudindo numa espécie de “mantra junina” fez com que a turma se interagisse com o aloprado professor Luiz Lucine, meu ex-colega cruzeirista e de teatro! Ele monopolizou as danças, faz parte da carreira rsrs Um grande amigo! Combinamos de sacudir o Sierra Maestra numa próxima saída! Barbie e ele farão a dança caribenha.
Bom, saí de lá com dor de cabeça e com o maxilar doendo de tanto rir! A linguagem era a seguinte: “ a genti tá nu convercê que nooosssa sinhoraaaa. nóis pesca no laaaagooooo(piscina do prédio...só pra namorar! O Dudu que o diga!); nóis pesca traíra ali...pesca mussum acolá... que tarllll? Vamo Passiá? Nóis vamo no Cidade Bicha! Vamo, também na casa do vizim bebê um cervejinha, assá carne...sacumé?... aaaaraaa sô!”.
Ahahahaha Muuuitoooo bom!
Valeu! Mesmo havendo uma certa “trifurcação” de tribos deu para todos se divertirem com as músicas temáticas e de outros segmentos musicais.
Salvo com louvor às minhas amigas amadas que foram dez na produção! Nenhuma deixou de ser autêntica, validando preciosamente, as manifestações culturais desta data festiva. Entre elas estão:
- Bebê, linda com seu cabelo louro cenoura de aplique e uniforme de amazona predadora;
- Barbie, travestida de Rosinha, apaixonada por Chico Bento(uuuaiii!!!)! Ela só queria se engatar nele como o personagem Barbosa do saudoso programa global “TV Pirata”;
- Noiva rotulada de “Amácio Mazzaropi” era a anfitriã preocupada em envenenar todos com suas alquimias líquidas de quentão alucinógeno;
- Os caipiras Cris e Jean com um detalhe mais pitoresco que outro! Jean era o genérico cubano com o e seu carismático amigo, o Chico Bento! Sim! Este foi a atração da festa!
Queriam ir ainda para o Ossipis fazer grau de caipira em plena Cidade Baixa. Ainda bem que a missão foi abortada...
Estavam tão doidos que, SÃO JOÃO, nesta noite portoalegrense, certamente VEDOU OS OLHOS PARA NÃO CONTINUAR VENDO A BULINAÇÃO QUE FOI O ARRAIÁ DAS JECAS!
A banca do beijo rendeu. Eu, Noiva-Mazzaropi e Bebê que nos prontificamos em esperar etílicamente os xirús juninos e amalucados!
Rendeu muitas risadas!
Queria postar fotos e mais fotos...mas duas integrantes preferem ter suas identidades anônimas ...portanto, coloquei estas e outra com meu amado amigo!

terça-feira, junho 20, 2006

O Pandeiro


Com tantas barbáries de notícias do mundo afora nada melhor, para abrandar estes furacões de pessimismos sócio-econômicos do dia-a-dia do que quebrar, o clima, ouvindo uma boa música. No meu caso, o samba. Este, participa em todas as etapas de minha vida...A nanica, aqui, nos seus 13, 14 anos era presenteada, pelo meu pai, com LPs de Chico Buarque, Beth Carvalho, Martinho da Vila, João Nogueira e outros segmentos musicais, que não vem ao caso falar. Amava ouvir e ficar interpretando aquele som do cavaco, surdo e pandeiro. E por falar em pandeiro é a ele que vou falar neste post. A primeira vez que ousei tocar este instrumento foi em meados de 88/89. Não foi propriamente pelo samba e, sim, quando ingressei sorrateiramente na capoeira. Conheci um senhor, figuraça da capoeira de Angola que acompanhou minuciosamente meu encantamento pelo barulhinho das platinelas. Atencioso, foi com muita paciência me apresentando os inúmeros toques do pandeiro. Ali passei, sem perceber, que ele faria parte de minha vida e de minha musicalidade. Levou pouco tempo para eu adentrar no mundo da capoeira com muita dedicação no ano de 1993. Foram exatos sete anos de treinos a este esporte que junta luta, história da ânsia de liberdade do negro e músicas com verdadeiros relatos da Vida e da escravidão. Era iniciar a roda, no caso, se não estivesse jogando, que buscava o pandeiro para dar meus tapinhas sonoros de xequendém. E foi em 1999, quando abandonei, de vez, a capoeira que conheci o Mundo do Samba. Não tinha a menor idéia que, em Porto Alegre existiam tribos ferrenhas samba de raiz. Curiosa, como sempre, fui a legítima aprendiza do samba. Freqüentava uma roda daqui; outra dali, todos os finais de semana. E ali observava e, novamente, observava as leves batidas que alternavam o polegar do resto dos outros dedos. Como já tocava um pouquinho devido aos sete anos de capoeiragem fui, de mansinho, tendo de “apadrinhamento”, a amabilidade dos músicos da Velha-Guarda como a minha oficial escola. Inexplicavelmente eu estava entregue ao mundo da cultura negra. Até tentei em 1999 aprender Cavaquinho. Fiz sete gloriosos meses de aulas de cavaco com o professor Luiz, do Grupo Reminiscência e, também, na falida(falida sim, nem pagavam os professores!), Predigger. Em seguida, “abortei a missão” escolar das cordas. Confesso que sacudo os bolsos de moedas para voltar a tocar este gracioso instrumento. Haja dinheiro... Inclusive estou trabalhando a hipótese do Alemão Charles ser meu novo professor. Os anos passaram, alguns mais tênues, parcos na dedicação ao samba e, outros mais intensos. Meu retorno avassalador, “mulçumano” foi em 2005. Segundo os cariocas, Virou religião.
Fico literalmente pazeada com o samba e sua riqueza musical. Não consigo nem ficar na babalize do dia seguinte pois, acordo e quero sempre mais. Empertiguei-me a tudo! Viciei em tocar o meu pandeiro, sempre. Enfim, tornou um vício cantar e tocar com os carinhosos Babalaôs do samba gaúcho.
Ultimamente, esta minha dedicação tem me presenteado com retornos verbais de sambistas “de responsa”. Alguns músicos da velha-guarda Itinerante, João Sete Cordas são o exemplo deles... Eles andam elogiando ou, mesmo, se surpreendendo com a minha “fome em aprender”. Isto, para mim, é mais que fluoxetina das palavras, é alegria total! 2006 está bom demais! Toquei com a madrinha Beth Carvalho na mesa com a Banda Itinerante e, gradativamente, estou sendo reconhecida mais e mais como uma musicista do samba. Faz bem para o ego e, ao mesmo tempo, sinto uma certa vitória em prol das mulheres. Quebrei protocolos do machismo gaúcho de rodas de samba. Sim, isto, ainda é bem forte aqui no Sul, diferente do Rio de Janeiro e São Paulo onde é comum a emancipação feminina nas confrarias sambísticas. Escrevendo isto, acabo relembrando minhas primeiras manifestações pandeirísticas em rodas. Tudo era surpresa para os discípulos de Cartola ver eu tocando. Primeiro por ser branca; depois por ser mulher. No começo, eles não entendiam como aquele ‘pingo branco” se metia nas rodas...
Agora isto não é mais problema! Inclusive, observo que tem surgido vez que outra, uma menina tocando pandeiro. Graças a Deus nunca houve rivalidade entre mulheres musicistas! Diferente de certas facções de grupos que se negam a integração de uma biota única.
E o reconhecimento? É gratificante entrar num bar ou mesmo, numa quadra de escola de samba e ser cumprimentada, por seres nunca vistos, que chegam para mim, elogiando ou falando apenas um simples “e ae pandeirista!”!!! Compensador... O mês de maio e junho provou que algo mudou!
É tocando meu pandeiro que me abduzo de tudo ruim.
É com o meu pandeiro que extermino meus pensamentos negativos.
É tocando e cantando que dou vazão a alegria e a paz orgásmica que vale a pena, SIM, viver!

domingo, junho 18, 2006

Ex-cruzeiristas




Eu nem imaginava que um dia haveria, mesmo que tímido,um encontro dos ex-alunos do Colégio Cruzeiro do Sul. Por osmose acabou sendo um encontro dos ex-colegas de teatro também. Nosso grupo teatral chamava-se Eu e mais um Monte! Partindo desta pauta de conversas na confraria que comecei a rir. Engraçado relembrar a minha vida... Eu consegui participar de tudo quanto é atividade interativa na minha adolescência. E tem gente que diz que ainda continuo sendo uma espécie de Bandeira do Divino. O encontro foi dia 14/6 na casa da amada amiga Cris. Ela nos recebeu com uma salada etílica de bebidas e um churrasco muito delicioso. Me atrevi a fazer um coquetel que o Luiz jurou que tinha gosto de Kolinos... Bom pra dar beijo, né? Vou guardar com carinho esta noite pois ri muito com meus colegas a ponto de chorar de tantas gargalhadas. O Luiz e Motta eram os mais animados em relembrar fatos, inclusive (sadiamente dizendo) negros do meu passado! Participaram da festa Noiva e Bebê. Psiu! Elas também são ex-cruzeirista. Havia os apensos amigos como Cris, Jean, Simone entre outros. Poxa! Que comédia!!! Até o colégio faliu... é uma comédia esta nossa jornada! Terminou prometendo mais encontros dos carinhosos colegas. Eu to dentro!

quinta-feira, junho 15, 2006

Torcida de canarinhos do samba(13/6)



Terça-feira, dia de Copa do Mundo, dia da seleção canarinha entrar em campo. Pois é... acordei cedo para estar as 8hs no TJ. A cidade estava em total loucura quando o relógio marcou 15hs... todo mundo correndo para suas casas, bares...Galeras juntando-se a confrarias ihhhhhh Era dia de gritar Gooooollll. As avenidas estavam todas trancadas...tudo muito tumultuado. Deu até um certo medo... De carona, fui até a minha casa pegar o carro e seguir rumo a torcida organizada Itinerante! Churrasquinho, pipoca, pinhão, cerveja e muito samba! Acabou, ao final do jogo, aparecendo os paparazzos do Diário Gaúcho que registraram, carinhosamente, a nossa torcida! Nem fui pelo futebol. Estava mais para ficar ao lado dos meus amigos! Pra variar acabou a cerveja...então, fomos direto para a Banda da Saldanha que fica na mesma avenida(Padre Cacique... não é Cacique de Ramos, é Cacique do Samba mesmo!). Toquei, cantei e estava feliz! Apesar de todo o cansaço...Hoje(hoje...amanhã... depois de amanhã...) tem mais! Abaixo a matéria que saiu no Diário Gaúcho!

"Vitória deu samba!
Pode não ter sido uma grande partida, mas a vitória do Brasil embalou a festa (e o samba) na Capital. Na sede da Banda Itinerante, cerca de 60 pessoas assistiram ao jogo. Entre elas, dona Maria Nadir, mãe de Tinga, do Inter. Ela ajudou a fazer a decoração, com bandeirinhas. - O time não foi bem, mas eu gostei do resultado. Dona Nadir já está de olho na Copa de 2010: - Se Deus quiser, o Tinga vai estar lá.

Fé na Banda da Saldanha


A Banda da Saldanha, também na Avenida Padre Cacique, reuniu quase 400 pessoas diante de um telão. - O time não foi bem, mas se a gente não acreditasse no hexa, não estava fazendo samba. Vamos estar aqui de novo no domingo - comentou o "assador" e funcionário público Luís Antônio de Freitas."

Namorados? Que nada!!!












Doze de junho, dia dos Namorados em Porto Alegre e resto do país. Para muitos, um dia especial; pra outros um dia de mágoas... Cada um com seu sentimento; cada qual com suas razões. Noite fria e convidativa para paparicos de Afrodites. Para quebrar protocolos deste dia Noiva, Bebê, Barbie e eu resolvemos comemorar nossa faixa das Singles. O presente foi uma janta muito cômica onde o cardápio era: massa ao molho de quatro queijos e vinho Santa Carolina! O debate das “saias justas” foi justamente a tragicomédia da Vida e os fatos engraçados de cada uma. Todas ouviam atenciosamente as perspectivas de suas metas e atenuavam com diagnósticos baseados em suas parcas vivências sobre as “pegadas” ‘homosapiens’. Era a legítima trova das fiéis cortadoras de pulsos com bolachas Maria(no entanto, houve um momento perigoso: teve tentativas pesadas de suicídio em massa com facas estilo peixeiras)! Fiquei impressionada com o lema de cada integrante...Gosto, amo demais minhas amigas... Sabe quando tu pensas em sugar a dor de seus entes queridos para que estes, não passem por qualquer resquício de mágoa, ressentimento, dor ou insegurança? É... pegaria todas no colo. Porém o destino nos programa desafios para nos fortalecer do que significa a Vida. Então, ouvi com ternura todos os relatos. Uma delas, depois de velha resolveu ser romântica, outra falava de sua confortável ‘pegada’, eu literalmente realista de que mais vale a pena ficar sozinha do que mal acompanhada e a outra se deliciando com a sua “telepizza”. Terminamos e concluímos na confraria que a felicidade quem faz somos nós mesmas! E o que era para ser uma noite sem alma acabou se tornando umas das mais divertidas do ano. Gargalhadas trovejantes, idéias fotográficas engraçadíssimas não paravam de surgir no debate. Ahh... amizade não tem dinheiro que compre! Ainda mais amizades de décadas! Resolvemos fazer promessas a Santo Expedito, conhecedor exímio de causas impossíveis, verbalizar o Kamasutra, beber o vinho caliente numa noite típica de inverno(estava que era uma gringa rsrs meu rosto pegava fogo) e rir dos “protagonistas” que se comunicavam via celular de cada uma de nós. Por fim, pegamos o Walter para levar Bebê até a zona sul(põe zona sul nisto). A fusqueta sacudiu le-gal nas ruas e avenidas com quatro doidas fêmeas que babuinavam cada estabelecimento comercial lotado de casais. Era a noite dos Namorados e a noite da comédia com o meu fusca de rei! Todas não perderam tempo em vociferar a odiada data e rir da cara uma da outra. Foi divertido, sim! Superou, inclusive, as expectativas! Amizade é tudo na Vida! União mais ainda! Aí estão as fotos, dos pedidos a Santo Expedito, o momento satírico da dor single das loucas amigas e o passeio noturno com o amado Walter!

domingo, junho 04, 2006

Dia dos Atravessados

Ontem(1/6) foi um o Dia dos Atravessados!
Fui no minimercado e sofri a Síndrome dos Gringos...
Mãos de vaca, socaram, com tudo, os seguintes produtos: shampoo, guisado, filé de frango e ração numa única sacola! Tudo junto! Vejam bem, numa única e chula sacola... Comecei então a separar os produtos, por obviedade, e tomei uma "indireta" que não precisaria mais de sacola alguma. Na economia do plástico, cheguei a fazer o olhar do clássico “Carrie, a Estranha” quando esta, foi humilhada em público...
Fulminei a infeliz do caixa que tava se empenhando, ao máximo, para "bater boca" naquele dia. Sai sem dizer uma única palavra...
MEU GRANDE MAL DE 2006.
Até o final do dia acontecerem outros fatos. O detalhe era que estava com lexotan no corpo. Sim!
Eu explico.
Toda vez que tomo este abençoado remedinho(eu derrubo a minha insônia de vez hi hi hi) ele nunca sai, de vez, do meu corpo... Acordo na boa, mas ainda fico, por horas, anestesiada com o efeito do remédio.
Já sou calma!
Com lexotan no corpo fico mais ainda!
Ontem, eu era a própria FILHA DE JÁH!
Serena era pouco... só faltava perambular nas ruas como os legítimos "reegueiros"... só no pulinho Bob Marley!

Chego ao TJ.
Outra tarefa era fazer meu recadastramento no Banrisul.
Segunda-feira eu já havia solicitado e recebi a descartável informação que em 24hs estaria tudo atualizado.
Que nada!
Portanto, cansada da lentidão das máquinas e abduções de sistemas bancários fui até a minha agência e, solicitei para o subgerente meu recadastramento. Extremamente educado e beijoqueiro(sim, ele adora beijar todas as funcionárias...rsrs) confirmou o óbito da minha conta e disse:
“- Vou te encaminhar para as minhas estagiárias. Uma delas lhe fará o recadastramento!”
Concedi um sorriso afetuoso e seguimos em direção a três estagiárias estriquinadas no monitor. Todas apresentavam a mesma feição: mau-humor, testa franzida, ar de desvio mental.
Subgerente aproximou-se da primeira múmia estagiária:
“- Atende a nossa amiga aqui, ela precisa fazer o recadastramento.”
Múmia 1 resmungou:
“- Não posso to com duas contas aqui acertando.”
Subgerente aproximou-se, então, da segunda múmia estagiária:
“- então tu faz o recadastramento para ela? Pode ser?”
Múmia 2 não respondeu. Fazendo desdém de nossa presença continuou digitando. Até que ele foi mais severo e besta quadrada baforou:
“- eu também não posso!”; ótima resposta para quem, sim, havia ouvido a primeira pergunta
Literalmente, aborrecido, largou para a terceira múmia estagiária que, também, foi categórica:
“- Não! Eu não posso! To fazendo um monte de coisas!”
Eu olhava estarrecida com a surrealidade dos diálogos. Meu subgerente abriu o colarinho da camisa(achei até que se transformaria no legítimo homem-aranha ou super-homem, sei lá!) e chamou, em voz alta, o gerente do banco:
“- Oh Breeenooo! As três, aqui(e apontava para elas como de fosse um gladiador romano trucidando em praça pública as bruxas) não querem atender nossa cliente!”
Categórico, olhar de Simpson, largou:
“- Então elas vão para a rua agora mesmo!”
Numa fração de segundos, as três, como num ensaio teatral, ergueram as mãos e disseram:
“Ela pode sentar aqui!”, juntas, sentadas...rolando...
Aliviada, mas em choque, meus nervos na efervescência da brabeza eram abrandados, ainda, sob o efeito das massagens lexotânicas. Escolhi a múmia do meio e entreguei meus básicos documentos de cidadã.
A múmia mau-humorada, balbuciando palavras de rancor fez porcamente meu recadastramento. Numa espécie de funk da fome cantava:
“- to com fome! To com fome! Não almocei! to com fome! Não almocei! To com fome!” Até que a colega ao lado respondeu:
“-vai comer então!”
A melô do funk da fome, múmia estagiária do meio, disse:
“- não posso! To fazendo o recadastramento dela!”, nem olhando para mim pois fulminava o monitor de raiva.
Para a minha surpresa a múmia 3 largou a sórdida frase, o absurdo final:
“ – ENTÃO VAI ALMOÇAR! ELA ESPERA E TU VOLTA!”
Não acreditando no que ouvia, dentro do EGRÉGIO Tribunal de Justiça, presenciando três antas que deveriam passar, imediatamente, por uma “Igreja Universal do Bom Comportamento ao público” ou mesmo também, fazendo uma lavagem cerebral de qualidade padrão em bancos, eu consegui lexotânicamente, ficar MUDAAAA!
Definitivamente, eu mudei meu jeito de ser ... acho que antigamente eu era mais brava...
Resumindo: Isto é o Banrisul!
Somente, hoje2/6), consegui fazer o recadastramento com a decência e dados legais!

Outra:
Encontrei com o infeliz do meu revendedor numa cruzada da noite. Depois de tantas, sulepadas e difamações mentais ele me puxou e ergueu o braço num sinal visível de “mim quer falar com ocê!”
Virei a cara, na hora!
Mandei o EXÚ subir!

Outro atravessado:
Vulgo-dito-exibido-ex-cunhado chega e fala blasfêmias hipnóticas verbais sobre o Erick Strad! Mal ele sabia que já estava na missa de sétimo dia do coitado! Mas me atucanou, mentiu e babuinou comigo! Fiquei de cara! E eu ainda dei explicações. Eu me presto mesmo! Falei ate do Frei Damião rsrs
Sai, de cena, para não ter mais atravessados naquela madrugada!

Retornei a minha doce casa, deitei-me na enorme e gostosa cama. Já em ‘alfa” recebo o telefonema de outro atravessado querendo dar moral de cuecas. Acabou eu dizendo: “ahm ...sei..aham...sei...ahmmmm... sei... sei..aham...hummm ...tá ... sei...aham... sei... sei..aham...sei...ahem... sei...”
Percebendo minha abdução sonorífica; o abusado, vazou da Embratel...

Hoje, sairei com luva de Box para dar pauladas nestes atravessados...não tenho mais lexotan no corpo!