quinta-feira, novembro 24, 2011

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entende~..

Tem situações na vida que requer tempo. E não só o tempo como também a paz interior. Eu venho já há alguns anos buscando esta paz, tentando entender situações da minha vida e porque não - me surpreendendo com outras tantas. Buscando entender minhas falhas, meus defeitos(não sou fácil) e aprender que espiritualmente todos nós temos uma “missão” espiritual a cumprir. Esta é, pessoalmente para mim, a resposta mais plausível para detalhes que passaram em minha vida. Não se considera sorte, muito menos azar nos percursos. Viver simplesmente é: dar a cara a tapa! Eu fiz isto.
Me machuquei, vibrei demais com minhas conquistas e o meu grande trunfo foi ter o meu filho. Descobri o real sentido da vida com a maternidade. O resto se tornou r-e-s-t-o pois amores surgem, ficam ou partem. Amor de filho, não!
Tirando os louros de ser mãe trilhei como um eremita por estes anos todos. Era eu e somente o meu Eu.
Meu amor partiu e com ele sorvi o verdadeiro sentido do que é amar... Pois encerrar um grande amor não foi fácil... Cometi erros e falhei muitas vezes. Dele eu penso que foi um enredo que findou pra ficar apenas na memória ou no coração. Restou foi a saudade sadia de um tempo gostoso que vivi. Como diz Roberto Carlos:



“Você foi...o caso mais antigo, o amor mais amigo que me apareceu; a mais estranha história que alguém já entendeu. Das lembranças que eu trago na vida você é a saudade que eu gosto de ter(...)E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez...”.


A gente tem ciclos e estes ciclos; encerram. Acredito nisto. E neste mesmo patamar da linha do amor tenho uma grande missão que é, hoje, cuidar do meu filho. Tenho, também, os meus sonhos(ou devaneios?) de uma pequena menina que ainda insiste em se embalar num balanço curtindo a brisa das estações. Sou romântica e AINDA acredito no amor. Só gostaria de acreditar num novo amor, sabe?
Já estou achando que passei do ponto. Pois esta coisa de objetivos e propósitos não fecham comigo. Eu sou sinestésica e tenho que bater o olho para dar aquele baque!

Sim!

Baque!

Disparar o coração, suar as mãos... E parece que isto não vai acontecer mais.


Será porque fecha com aquele ditado que na vida amamos somente uma vez?
Enquanto isto:

Busco a minha paz...

4 comentários:

Eduardo Montanari disse...

A nossa vida é uma eterna busca e uma eterna descoberta. Na verdade esse é o objetivo dela. Achar que estamos aqui por qualquer outro motivo é ingenuidade.

Anônimo disse...

E parece que isto não vai acontecer mais.....

Já pensei assim, muito, até a hora que descobri de verdade o que é o amor, até então estive apaixonada.

Acredito que se nós fecharmos nosso coração, realmente acreditamos e agimos de forma que o amor nunca vai entrar em nossas vidas, dizer que amamos apenas uma vez na vida é algo realmente para refletir, já conheci uma pessoa que amou 2, depende da visão de cada um.

Eu gostei muito do seu post, me vi dentro dele perfeitamente e acredito como você também, que ciclos começam e terminam em nossas vidas, mas deixar de amar outra vez pode ser uma questão de escolha e não de ditado.

satélite abduzido disse...

Eduardo, saudades de ti! Estava afastada do Satélite e nem sei exatamente o motivo. Mas passei aqui para agradecer - como sempre - tuas belas opiniões! Obrigada!

satélite abduzido disse...

Anônimo(a)! Que coisa boa ler esta tua opinião! Será que fui eu que me fechei? Bah, realmente eu não sei explicar... O que me fez pensar assim foi estes anos todos que que busquei algo semelhante aos sentimentos que já tive. Vai ver que estou enganada(tomara!). Gostaria de te conhecer para sermos amigas(o) ou mesmo seguir o teu blog... Quem é você!? Obrigada meeeesmo por dividir comigo estes devaneios do sentimento.