quarta-feira, abril 11, 2007

Meu Chá de Fraldas























Tudo programada para meu Chá de Fraldas.
Estrategicamente escolhi o mês de março. Consultei a reserva do salão de festas do meu condomínio com um mês de antecedência. Veio a notícia de que todos os sábados de março já estavam lotados. Portanto, só me restava os domingos. Escolhi, então, o dia 1º de abril(não riam! Não era golpe... foi a data mais adequada para o festejo).
Planejei a lista dos presentes e fiz os convites.
De boca em boca, de e-mails enviados e convites impressos entregues consegui convidar todas minhas amigas. A soma das convidadas foi engraçada: Convidei 130 pessoas.
Ao saberem algumas chegavam e me perguntavam:
“- Mas vem cá, é casamento ou chá de fraldas?!??”
Eu sorria e brincava:
“ - Quase um casamento!”
O mês de março chegou e minha família estava a mil.
Patrícia, minha irmã, Ivana, engraçadíssima e pitoresca cunhada e, minha mãe, Vera confabulavam várias brincadeiras para eu descobrir os presentes no dia do Chá. Correria com lojas de 1,99 e supermercados. As idéias eram pautadas semanalmente. Fotos e mais fotos -todas xerocadas- com várias etapas de minha vida, eram aglomeradas para a decoração. Retratos diversos de minha família, amigos, vizinhos e colegas. Tudo registrado e colado em duas gigantescas caixas que serviriam para acomodar as surpresas de presentes para o João Vicente!
Chegou o grande dia!
Na porta do salão de festas, o coelhinho da Páscoa já dizia:
“Seja bem-vindo João Vicente”.
Bichinhos de pelúcias foram expostos e pendurados no teto. Balões preenchiam cada detalhe do ambiente. Até bandeira do Sport Club Internacional decorou a entrada dos banheiros! Delicadas lembranças, feitas a mão, por minhas eternas guerreiras Pati e Ivana(sempre, é claro!- sob supervisão do esperto sobrinho Mateus), foram arduamente lapidadas e elaboradas para serem distribuídas ao final do encontro!
Uma correria sem fim, uma entrega total que faziam meus olhos percorrerem incansáveis imaginações de como agradecer.
Meus ouvidos eram um dial perdido nas estações! Queria ouvir tudo ao mesmo tempo, aceitar, idealizar e acalmar a tantas demandas do chá.
E não conseguia...
Oito meses de gestação me fizeram, um pouco, falida de atos.
Sem poder carregar pesos, subir e descer com adereços, do chá, me deixaram muito ansiosa. Amanheci com apenas 3 horas de sono.
Como brinde, a boca estourada de herpes. Era a premissa de que, realmente, não era, e nunca fui, uma mulher calma! Meus hormônios também ajudaram a me confundir em idéias sensatas e pausas para tanta agitação. Tudo pesava em mim. Eram os famosos edemas de retenção de líquidos, contrações e mais contrações, útero dolorido e muito, mas muito, desconforto nos movimentos ósseos.
As ajudas foram valiosas! Tinha(como haveria de esquecer) as fiéis escudeiras do condomínio Cristal da Lagoa: Ana e sua filha, Thaís. Estas deram braços e pernas para as armaduras da tarde, junto à minha família. Foram guardiães em colaborar para que tudo desse certo para o encontro.
Quem chegava também arregaçava as mangas! Camila T. foi uma delas!
Eu ficaria, aqui, horas escrevendo o quão foram importantes as ajudas destas amigas.
Na verdade, as convidadas, em massa, de sacolinhas em sacolinhas, entre salgados, doces e bebidas, todas, sem pestanejar, ajudaram para que o chá fosse literalmente maravilhoso.
Pena que, com tantas mulheres presentes não consegui, sequer, trocar as famosas tricotadas verbais com elas. Muitas chegaram e nem pude desfrutar a presença.
Era muita gente!
Teve, inclusive, uma participação masculina relâmpago! Meu adorável amigo Rogério, do teatro.
De 130 convidadas, 65 compareceram ao local.
Era uma rodoviária de saias.
Umas chegaram mais cedo; já outras mais tarde!
Ficou o registro, o marco das mulheres de fé. Não terei palavras para agradecer. É na dor e na alegria que vemos as verdadeiras amizades. Muitas delas, inclusive, são da premissa que chá de fraldas é um “saco”.
Mas pela amizade, e pela minha abençoada gravidez fizeram questão de carimbar a presença. Isto eu jamais vou esquecer.
Aliás, a maternidade me amadureceu bastante neste aspecto humano.
Valorizar quem me valoriza.
Fica aí...uma forma de registrar o meu terno agradecimento.
beijo a todas meninas!














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