quinta-feira, maio 14, 2009

Olhando para trás...



Eu andei revendo meus perrengues que passei ao sair do meu apartamento em setembro do ano passado. Lembrei do “superior mor” do meu trabalho, havia entrado com uma nota oficial, em julho de 2008, que nossa carga horária, a partir de jan/2009, seria de dois turnos e não mais meio turno. Para agravar minha situação, tinha um fusca pra lá de maluco. Quando eu menos esperava ele me deixava na mão. Além disto tinha o meu pequeno e chicletinho João Vicente que não deixava nem a minha sombra longe dele. Como iria me virar?
Meu projeto de casa própria fazia com que o meu aluguel fosse abolido do meu orçamento de gastos. Eu tinha que sair. Minha família dizia:
‘ - Para a vitória de um sonho concretizado; existe por trás um sacrifício”. E, para somar um fim de uma história de idas e vindas com meu ex(uma história com pausas, tempos interrompidos chegando ao fim) . Não pensei duas vezes e retornei a morar com meus pais. Mas pensem bem e concordem comigo: Não havia como manter a paz espiritual em mim e nem no meu corpo.
Me cansava sentir minhas longas e incansáveis insônias como também foi estranho ver o envelhecimento de minha pele(parece exagero, mas não foi). Eu era a própria ‘asia espiritual”. Tive crises gástricas e virais. Vivia atacada do estômago, não dormia e acredito que os três resfriados que peguei foi por estar com a minha angústia em alta, fazendo por assim, minha imunidade cair. Tudo porque me negava chorar perante ao meu filho e perante a minha família...era tantas proibições que eu mesma tinha me imposto que entrei em nóia geral. Achava que era forte o suficiente para manter e matar no peito. O que eu havia esquecido é que eu estava cansada de tudo. Meus planos imobiliários, um amor desfeito, um filho pequeno, um carro histórico e uma mudança radical nos horários do meu trabalho. Voltar a casa de meus pais depois de quase cinco anos morando sozinha foi difícil. Diferente de ruim pois depois de se ter um filho parece que o meu anjinho só semeou paz e alegria na família. Mas era a minha vida numa espécie de “pause” sem limite. Eu não via, por exemplo, em meses, alguma solução.... Eu amava ter o meu lar com meu filho. A minha casa era o meu cinema, meu bar, minha lua-de-mel e meu recanto de paz. Eu não tenho dúvidas que, fui muito feliz ali. Aliás, todas as paredes daquele lar contam fatos que guardarei a sete chaves! Eu literalmente vivi a minha vida plenamente ali. No entanto, pra dar uma guinada no meu destino, tava na hora de dar adeus ao passado. E era a hora! E eu fui...
Então veio a angústia. Falo dela pois nesta atribulação toda que foi em 2008 meu corpo falou com a angústia. Ela faz parte das nossas vidas. É um sentimento natural de um momento específico. O que seria de nós se soubéssemos que seríamos imortais? Que viagem isto que estou RELEMBRANDO(veja bem relembrando). Hoje eu consigo olhar para trás espalmando minhas mãos como se dissesse: Tá pronto. Eu fiz a minha história e superei!”
E de fato foi e é assim. Foram sentimentos, processo de transformação que me fizeram crescer e ser mais forte. E parecia impossível... A vida é um escalabro de sentimentos. Percebam isto... É a escola da Vida! Segundo um sábio ..."caminha calmo entre o ruido e a pressa e pensa na paz que podes encontrar no silêncio.....apesar de todas as suas fadigas, este continua sendo um mundo maravilhoso".

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