sábado, janeiro 03, 2009

Uma paz sem sabor.



Nestes dias de “férias” resolvi assistir filmes no DVD portátil do meu filho. Enquanto ele dormia; eu assistia. E o que me chamou a atenção em um dos filmes que eu vi foi de um personagem que fazia o papel de “cigano de corações”. O cara literalmente, ‘passava o rôdo” na mulherada. No chavão cinematográfico deste enredo ele percebeu que ‘aquele tédio sexual’ não o preencheu em nada. Faltava o principal: Amar. Isto reporta aquele livro do Gabriel Garcia Marquez, “Memórias de minhas putas tristes” onde ele cita: "O sexo é o consolo que a gente tem quando o amor não nos alcança". Caracas!!!! É exatamente isto que completa o ser humano, amar e amar... Eu sou pastelona mesmo, já falei pra muita gente isto. Sou romântica incondicional. Vivo, atualmente, um momento de congelamento do coração. Estou fora da área de cobertura. Não porque eu quero; mas porque eu não consigo mesmo. Muitos fatores me levam a ficar assim. Minhas situação maternal, geográfica e de projetos, também acimentam que, tudo tem a sua hora(olha o outro filme que eu citei nos posts abaixo: A Casa do Lago). Tem gente que arrota que isto é besteira, que tem que ser predador ou caçador... acham piegas ser assim...romântico. Não adianta só a vida ter um baú de conhecimentos se estivermos vazios por dentro. Até dá paa passar uma idéia de ‘coração fechado’, de independente de ‘superstar”, ou melhor, de SUPER HERÓI. E se pensarmos bem, até os super heróis das famosas histórias em quadrinhos também, um dia, se sentiram falidos de tanta força e energia. Só o amor responde as nossas expectativas, angústias, sonhos, anseios... Só que, sem amor, nada neste vida tem graça ou cor. Axé, inté, zéfini, puxaaa, arranca daqui. Na-da... nada tem graça, MESMO! Ta valendo amor social, prestar serviços voluntários a alguma entidade carente, gostar de bichos, de plantas? Olha...tá valendo...mas não completa. E as cartas falam, ops!!! Desculpem, OS FILMES FALAM! AMOR É TUDO! Temos que amar, mesmo que doa...que se sue...mas tem que amar. Pode até ser uma vida boa, mas não uma vida que valha a pena ser contada. Diante deste desabafo que digo: fazer o quê??? “É ele que desejamos, é por ele que procuramos, é nele que queremos tropeçar... nem que seja quando estivermos secos depois de fazer tanta burrada...” Como diz Gabriel Garcia escravo do amor: "Não trocaria por nada deste mundo as delícias do meu desassossego".
No momento me encontro numa paz, sem hálito, sem tato, sem olhar... Apenas, sonho.

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