sexta-feira, outubro 03, 2008

TUCHÊ PARA OS DESAFIOS


Faz mais ou menos um mês que escrevi isto... Conflitos pessoais...de coração... Hoje respiro melhor. A gente se ama... e muito... No entanto, ambos estão em outras diretrizes... Romper, acabar? Até que tentei... e olha que não foi uma nem duas vezes... mas como meu Ale fala 'acho que nunca vamos nos separar"... Moderno, diferente...egoísta ou esquizóide... o que importa é a essência... Fora isto estão os papéis...as posses...meus projetos que quero dar a meu filho... isto é muito importante pra mim... muito... Fica aí um pouco do meu tricô sentimental...



(escrito em 01 de setembro deste ano)

Que todo mundo sabe que sou um livro aberto, não é novidade. O que mudou que continuo assim, porém colocando restrições nesta ingenuidade do sentimento.
Problemas, modo de enxergar a vida, todos nós carregamos. Basta avaliar, dosar as medidas dos sentimentos e das razões. Ô duplinha danada esta, né? A maioria das vezes elas não entram num acordo comum. Paciência.
Aí surge Deus e o Sr.Tempo.
Um designando; outro ensinando.
Trajetórias mudanças bruscas, traumas... enfim, etapas com início-meio e fim todos passamos. Há quatro anos, amarguei isto. E no mesmo ano, aquela surpresa que todos sabem que foi reencontrar meu grande amor. Só que amor, como diz um e-mail lindo que recebi estes tempos “não tem currículos. Se tivesse, os cafajestes estariam na fila de espera”.
E eu criei limites, prazos, momentos para tudo na vida. Inclusive para este enredo com uma história tão maluca. Depois de oito anos... reencontro com o Ale.
Tem momentos na Vida que só amor não preenche. Queremos o bem do próximo, queremos a evolução, o crescimento a maturidade como cidadão... O que não podemos é carregar os problemas... E eu sei que tenho esta tendência. Sou meio esponja. Absorvo os problemas de quem eu gosto. Visto a causa, luto em desbravar os fantasmas. E eu tentei matar a charada. Mas ele não quer... Taurino absoluto, goleador de muitas boladas e bola murcha de muitos pênaltis que já passou em sua trajetória, o Ale, o meu Ale...não quer; não quer rumar um mundo diferente... Acha que consegue, acredita que na vida tudo se dá um jeito. O problema é a ótica deste “se dá um jeito”. Se recolher, se anula, se cala ou empurra com a barriga. De nada disto adianta. Ta na hora de virar. E a isto que luto. Por ele! E confesso que ta difícil...
Eu por exemplo, tive metas na Vida: Estudei, fiz muita festa, paquerei muuuuitooo e, um dia, formei um lar - que logo se desfez e, que logo depois refiz; do meu modo. Hoje me orgulho disto. Tenho culhão que muita gente duvidou. Enfrentei barreiras e confesso que cheguei a achar que estava no meu limite.
Minha gravidez foi um BOOM pra todos. Inclusive pra mim. Mal eu sabia que a gravidez era a cereja do bolo que Deus me reservava! E o Ale, da forma dele, sempre esteve ao meu lado...
Hoje eu quero mais que isto! Tuchê!!!! Vocês me entendem? . No entanto, o meu ‘quero mais’ é por ele, também. Ele tem uma família ma-ra-vi-lho-as; da maior essência e mais rara que muitas famílias não tem: a união e o amor. E o meu filho nesta história? Veio pra somar com esta linda família. Família Ferreira Silva e família Carvalho Fernandes!
“ – Que cruza!”; diz a adorável Dona Sueni.Hoje, posso (e confortar) que aprendi muito com a vinda do João Vicente.
Um dia me falaram: " - Tu vai ver quando o teu filho nascer como vai mudar!".
O plus de tudo isto foi a metamorfose hormonal que mudou em mim:
Realmente sou outra. Até mais chata, mais brava, sem papas na língua. Libertei da trava, perdi a etiqueta. Se esttá errado eu fala na lata. O que, certamente, mexeu na nossa relação.
Mesmo o amando tanto(e amo tanto que chego a me questionar da onde vem tanto amor?). Ele também passou por um turbilhão de fatos, mudanças. Muitas o deixaram perdido. Confusão é uma palavra que cerca meu Ale... meu eterno Peter Pan.
Então, veio a paciência, a perseverança. Sempre aliada ao companheirismo dele e as nossas típicas trovoadas de ciúmes e incompatibilidade de pensamentos da Vida. Chegamos a indagar o fim. E até agora este fim não vem. Pois Deus que nos guia. E a Ele que rezo, sempre.
Aos 36 anos cheguei. Aos 36 anos decidi que tudo que tiver na minha vida vai ser do meu suor. Do meu jeito. Mesmo que eu tenha que voltar pra trás a tantos planos que já, conquistei. Tempo hoje pra mim corre. Quero uma casa própria. E é isto que me atormenta. Pra ter, vou ser obrigada a seguir um plano que não queria. Ta na geladeira o plano... E a vida....

Nenhum comentário: