quarta-feira, janeiro 03, 2007

Não esquecendo...

Tudo na vida tem a sua hora certa para falar e, partindo deste princípio, que venho aqui, homenagear algumas amigas.
Eu posso até me esquecer(e provavelmente esquecerei) das amizades que quero agradecer, porém vou tentar lembrar de todas...
A lista é grande.
Fica aqui minha homenagem e agradecimento a estas pessoas especiais por todos os relatos, conselhos, palavras ditas e abençoadas em abrandar meu coração tão imantado pelo momento novo.
O momento de ser mãe, de ver um futuro diferente, de saber encarar as mudanças de valores e absorver, de modo suave, as típicas mudanças temperamentais e sentimentais de uma gestante. Quem vê pensa que possa ser exagero.
Mas não é. Sentimos exatamente o que um bebê faz: Sono, fome e choro.
Choro do nada, fome sadia e um sono santificado.
2007 chegou.
Quinto mês de gestação e espero um menino!
Para a minha surpresa! Que fato engraçado o dia da ecografia morfológica que mostrou, de cara, o pintinho dele! Estou já na metade do caminho. E a minha ansiedade me consome! Quero ver logo o seu rostinho!
Depois disto, rárárá para o mundo!
Ra rárárá para outros quesitos de felicidade!
Estou realizada.
Mas Deus tem sido tão bom comigo que a maternidade é apenas uma de suas bênçãos.
To muito bem comigo mesma e com o meu coração!
Final de abril, início de maio terei nos meus braços, finalmente, a história viva de que nem tudo na vida morre, apenas intercala. O futuro, mostrou de que algo tinha de ser revelado, desvendado...enfim, anunciado.
Será a história viva correndo pelos corredores de minha casa de que um dia, o amor existiu de fato.
Gracias, sou realista! Um pouco cética que nem tudo é mar de rosas.
Não acredito mais em eternidade, e sim, em momentos.
Momentos, forte, verdadeiros e continuam acesos com o pai do meu filho.
E como relutei em sair desta relação...
Anfã...
Quero, aqui, agradecer a minha irmã Patrícia, Cris Bairros, Verinha(espevitada Verinha da Base Aérea de Canoas), Bia, Sônias(Pires e Dutra), Giza, Janaína Diehl e Jana Seibel, Priscila e Anete. Temo em ter esquecido de mais algumas...Mas pelo que me lembre....são estas...
Agradeço pelo colo, pelas palavras, sempre positivas e exatas para aliviar o quão forte poderia e posso ser!
Meu agradecimento por tudo, mas por tudo mesmo, que necessitei ouvir.
Foram pessoas que mostraram que a maternidade não é um bicho de sete cabeças, que não é “confete” dizer que mãe é abençoada.
Que ser mãe também não quer dizer que se vive num mar de rosas; mãe, padece no paraíso! Será, pro resto da vida, uma eterna doação, uma eterna devoção com um detalhe:
Sem traição, sem abandono.
Serão horas de sono perdidas(insônia de vida e não de dívida ou desamor). Tudo compensado pelo simples fato de carregar, nos braços, um pouco de si...um pedaço da tua Vida.
Porque falo disto?
Falo e agradeço para estes anjos da amizade elucidarem meus transtornos de informações tão distorcidas e mal interpretadas por terceiros.
Pessoas legais, mas com obesidade de preocupação e desinformação sobre maternidade.
Faria um livro de tudo que já ouvi de advertência rsrsr
Corajosa? Nossas mães também foram corajosas!
E sempre fui...
Nunca tive medo de peitar a vida!
E olha que já passei poucas e boas...
Beijei a lona e joguei a toalha!
So-bre-vi-vi!
To mais forte do que nunca!
Após ganhar meu bebê, dizem que vou virar leôa!
Rá! Me aguardem!
Não vivo num mar de rosas, mas sou feliz no meu universo de valores.

5 comentários:

Anônimo disse...

Fabi, obrigada pela lembrança. Tu sabes que sempre estive e estarei ao teu lado. Da tua irmã Patrícia.
Beto: Cunhada, adorei o texto, bem inspirado. Percebe-se que a maternidade está lhe fazendo muito bem. Abração do Beto.

Porta Voz disse...

Minha amada! As pessoas que merecem nunca estarão sózinhas! E amigo, não é só prá dar risada, senão a palavra "Amigo" não teria sentido!

bia disse...

Uhuhu!
Sem palavras.
Conta comigo.
Sempre, afinal quando a gira girou...hehehehe.
bjs
bia

bárbie mutante disse...

Fabi, meu nome não está na sua relação de agradecimento, mas entendo e sei bem o pq. Talvez o fato por eu ainda não ser mãe não me faça demonstar tamanha cumplicidade com teu estado que as outras de fato tem (independente de algumas delas tb ainda não serem mães)...posso não te dar a força que precisas, sei, mas saibas e tenhas certeza que a emoção de compartilhar este teu sentimento com as demais relacionadas certamente eu tenho desde a exata hora que dissestes, aquela noite todas nós reunidas na tua casa, que havias tomado a decisão de ter o teu filho. É isso. Bjs pra vocês dois!!!

satélite abduzido disse...

Barbie! não é por nada que te chamam de Barbie por aqui. Já em outros tempos, te chamavam de amadinha, lembras? E sabes o por quê? Porque tu és um flôr de porcelana. Tão delicada que sofres com o mundo exterior, se fecha para o novo. Até porque, novo, te significa arriscado. Cansastes dos riscos. Vives numa redoma dos teus valores. E eu sempre respeitei. Sabes disto. E por respeitar percebi o teu sofrimento, de irmã, perante a mim. Mas não é só 'obesidade de informações sobre a maternidade'. É o fato de evitar o sofrimento suposto do futuro. Mas vivemos, cara Barbie. E muito. Olha o que já aconteceu em nossas vidas e veja o que já superamos? Bárbaro? Não! ERa premissa. Só que, naquela época nos sentíamos falidas e sem vida. Nada como o tempo e o vento no rosto... Te amo de coração e sei muito bem que estás do meu lado. Estarás, mais ainda, com o João Vicente em teus braços enquanto eu preparo, como um exemplo, uma lasanha para nós. Serão anos somados aos 19 anos de amizade... Esta homenagem foi realmente no pior do meu conflito... naquelas primeiras semanas mesmo...da descoberta da gravidez... ali, eu ouvi muito e me senti um filhote acuado por uma selva de pedra. O tempo e estas pessoas me ajudaram. eu vi a dor nos teus olhos, e não vi mal algum. Eu sabia, que desta vez, pela primeira vez na vida, entre a nossa amizade, eu estava sendo a primeira, a inovar e peitar a mais temida situação de ser mãe. Deus quis assim... o futuro a Ele pertence... resta a mim rezar e pedir somente saúde e força. Sei o quanto estás mais próxima... mas este texto era antigo... adaptei agora para o meu quinto mês de gestação. Mas te amo, muito, do fundo do meu coração!