quinta-feira, julho 30, 2009

A responsabilidade do papel em nossas vidas...


Hoje soube de uma criança deixada ao relento por um bairro da capital, pois os pais simplesmente haviam esquecido que ela existia na vida deles. Como? – me perguntei logo que soube da notícia. Não adianta ... Não resta nem mais se perguntar. Colocaram-na no mundo provavelmente por achar que a vinda só fortaleceria a relação. Seus pais eram(e continuam sendo jovens até hoje) literalmente apaixonadas, verbalmente ligadas um no outro. E a gazela, achou, um dia que tendo aquele elo, haveria o fortalecimento da relação. Seria uma espécie de fenda para unir mais ainda a relação. Em muito casos isto só afasta. E com este casal, da criança abandonada numa rua, não foi diferente. Hoje eles não estão mais juntos e o pequeno(a) anjo fica pipocando em casas de tias, avós...vizinhos... Céus... Quando se gera uma criança tem, no mínimo, de haver a consciência de que ‘a novidade’ envolverá personagens como avós, irmãos, tios e principalmente, o próprio serzinho que virá ao mundo. Esta criança, que ficou às lágrimas na rua sofria pelo esquecimento de quem a botou no mundo. Graças a Deus ela foi acolhida por terceiros que já conheciam o seu universo totalmente trash de educação, zelo e amor. Filhos são a alma da gente! Como podem pais serem tão egoístas? Como acham que amar o parceiro é melhor e maior que seu próprio filho(a)? Misericórdia meu SENHOR!!! Proteja estes anjos soltos e desamparados por estas ruas do mundo. O grande erro das mulheres que acreditam no aumento ‘da família’ é crer que seus parceiros nutram o mesmo sentimento que elas sorvem com relação aos filhos. No entanto, isto está muito longe da verdade. Óbvio que nesta Terra há, ainda, homens que são apaixonados por seus filhos. Faz jus à data Dia dos Pais; pois entendem esta palavra do avesso: se chama paternidade. Pena que são raros. Pena que eles não tem o sentimento, que nós mulheres temos. Estes dias li, duas homossexuais, legalmente casadas, que tiveram gêmeos. A que assumiu o “lado paterno” quer implantar na Língua Portuguesa a palavra “Pami”. Eu achei aquilo muito doido. Fugiu do meu patamar entender(imagina os gêmeos rsrs) a co-relação pai+mulher=PAMI. Sei lá, o que importa(e ficou evidente o recado e sentido do nome) é existir a presença do pai na vida de um filho. O pai que obriga no banho tomado, de escovar os dentes, de incentivar o estudo, dar regras, normas. Dizer o certo e o errado da Vida... O pai amigo, companheiro daqueles momentos que, de tanto rir, a gente olha para cima e diz: “ – Obrigada meu Deus!” É disto que me fortaleço todos os dias com meu filho que tem eu como referência de tudo. Pois quando engravidei eu previ a minha responsabilidade materna.
Pois ter filhos é isto: é alegria! Pena que ainda tem mulheres que acham que filho é instrumento de salvação de um casamento. Ai sei lá... depois que eu soube desta criança(que conheço) me deu vontade de falar isto. Não adianta existir uma mãe e um pai somente numa certidão de nascimento. Deus...

Nenhum comentário: